| Bombaim मुंबई |
|
|---|---|
Porta da Índia, em Bombaim |
|
| Estado | Maharashtra |
| Prefeito | Shubha Raul |
| Comissário Municipal | Jairaj Phatak |
| Área | 437,71 km² |
| População (2006) | 18 milhões habitantes |
| Densidade | 27.220 hab/km² |
| Altitude | 8 metros |
| Fuso horário | +5,5 h |
| Gentílico | não há |
| Código telefônico | +022 |
| Matrículas de automóveis | MH-01—03 |
| Website | www.mcgm.gov.in |
| Cidade da Índia |
|
Bombaim ou Mumbai (em marata मुंबई, Mumbaī, em inglês Mumbai ou Bombay) é a capital do estado de Maharashtra e a maior cidade da Índia, com uma população estimada em treze milhões de habitantes (2007[1]). Bombaim encontra-se na ilha de Salsete, ao largo da costa ocidental de Maharashtra. A sua região metropolitana é a sexta maior do mundo, com uma população de cerca de 20 milhões de habitantes. A cidade possui um porto natural profundo pelo qual passam metade do tráfego de passageiros da Índia e grande quantidade de carga.
Bombaim é a capital comercial e do entretenimento da Índia e abriga instituições financeiras importantes, como o Reserve Bank of India (o banco central indiano), a Bombay Stock Exchange (uma das bolsas de valores da cidade) e a National Stock Exchange of India (outra importante bolsa de valores), bem como a matriz de diversas empresas indianas. A cidade atrai migrantes de todo o país, devido às grandes oportunidades comerciais e ao nível de vida relativamente alto. Tornou-se, com isto, um cadinho de várias comunidades e culturas. Encontra-se em Bombaim a chamada Bollywood, a indústria indiana de cinema e televisão.
Em 1995, o governo local repudiou a versão oficial inglesa do nome da cidade (Bombay) em favor da forma oficial marata मुंबई, transcrita como Mumbai (ver as seções 'Etimologia' e 'Controvérsia sobre o nome', abaixo).
Índice |
Segundo o Dicionário Onomástico Etimológico de J.P. Machado, as primeiras referências portuguesas para o local, datadas de 1516, registram as grafias Benamajambu ou Tena-Maiambu[2]; Machado afirma que "maiambu" parece ser uma alusão a Mumba-Devi, a deusa hindu de onde vem o nome do local em marata (मुंबई, Mumbai). Naquele mesmo século a grafia parece haver evoluído para Mombayn (1525)[3] e depois Mombaim (1563)[4]. A forma definitiva Bombaim aparece no final do século XVI, registrada por Gaspar Correia na sua obra Lendas da Índia[5].
J.P. Machado refuta uma explicação alternativa para o nome, sem bases científicas, segundo a qual Bombaim seria uma corruptela do português Bom Bahia ou Boa Bahia. Esta confusão teria levado ingleses pouco sabedores de português a suporem a presença dessa palavra no topónimo, pelo que o português Bombaim se transformou no inglês Bombay[6].
A atual Bombaim era originalmente um arquipélago de sete ilhas. Os artefatos encontrados perto de Kandivali, no norte da cidade, indicam que as mesmas eram habitadas desde a Idade da Pedra. A presença humana encontra-se documentada desde 250 a.C., quando o local era conhecido como Heptanésia (Ptolomeu). Durante o século III a.C., as ilhas integraram o Império Maurya, governado pelo imperador budista Açoca. Posteriormente, os soberanos hindus da dinastia Silhara governaram-nas até 1343, quando foram anexadas pelo Reino do Guzerate.
A chegada de Portugueses a Bombaim registrou-se em 1509. Posteriormente, em 1534, estes tomaram as ilhas ao sultão Bádur Xá, do Guzerate. Em 1661, entregaram-nas a Carlos II da Inglaterra como dote de Catarina de Bragança. Em 1668, a coroa inglesa arrendou as ilhas à Companhia Inglesa das Índias Orientais. Neste período, a população cresceu rapidamente de 10.000 habitantes em 1661 para 60.000 em 1675. Em 1687, a companhia transferiu a sua sede de Surat para Bombaim.
A partir de 1817, a cidade foi reformulada, com grandes projetos de engenharia civil destinados a fundir todas as ilhas do arquipélago em um único terreno. A primeira ferrovia indiana, aberta em 1853, ligava Bombaim a Thane. Durante a Guerra Civil Americana (1861-1865), a cidade tornou-se o principal mercado de algodão do mundo, o que aqueceu consideravelemente a economia local. A abertura do Canal de Suez em 1869 transformou Bombaim em um dos maiores portos marítimos do Mar Arábico.
Nos trinta anos seguintes, a cidade tornou-se um grande centro urbano, com melhorias na infra-estrutura e o surgimento de muitas das instituições municipais. A população atingiu um milhão de habitantes em 1906, o que a fez a segunda maior cidade da Índia depois de Calcutá. Foi uma base importante para o movimento de independência indiano, de que é exemplo o movimento "Deixem a Índia" (Quit India, em inglês), convocado por Gandhi em 1942. Após a independência da Índia em 1947, Bombaim passou a ser a capital do estado de Bombaim. Em 1950, a cidade expandiu-se até os seus limites atuais, ao incorporar partes da ilha de Salsete, ao norte.
Em 1960, quando o estado de Bombaim foi dividido por critérios lingüísticos entre os novos estados de Maharashtra e Guzerate, a cidade tornou-se a capital do primeiro.
O final dos anos 1970 assistiu a um surto de construção e a um influxo considerável de migrantes, que fizeram Bombaim ultrapassar Calcutá em termos populacionais. A presença de forasteiros começou a preocupar a etnia local, marata, o que levou ao surgimento do partido político de direita Shiv Sena, em 1966. A cidade viveu episódios violentos, como o tumulto sectário de 1992 e os atentados a bomba de 1993 e de 2006, este último ligado a terroristas islâmicos.
Em 1995, o governo do estado de Maharashtra, controlado pelo Shiv Sena, repudiou o nome tradicional Bombay para a cidade em favor da versão marata Mumbai.
Em 2004, a cidade sediou o Fórum Social Mundial.
Em 2008, houve um ataque terrorista que matou mais de cem pessoas e deixou outras 300 feridas.
Bombaim encontra-se na ilha de Salsete, na desembocadura do rio Ulhas, ao largo da costa ocidental da Índia, numa região litorânea chamada Concão. A maior parte da cidade está ao nível do mar; a elevação média vai de 10 a 15 metros. Bombaim soma 468 km² de área.
O litoral da cidade possui diversas baías e canais; a costa oriental da ilha de Salsete é coberta por grandes manguezais, ricos em biodiversidade.
A região onde se encontra Bombaim é sismicamente ativa e portanto sujeita a terremotos, devido a três falhas geológicas na vizinhança.
Bombaim é formada por duas áreas distintas, a cidade e os subúrbios, que se constituem em distritos separados, pertencentes ao estado de Maharashtra.
O clima da cidade, localizada na zona tropical e defronte do Mar Arábico, apresenta duas estações definidas - a úmida e a seca. Na estação húmida, entre Março e Outubro, a temperatura ultrapassa 30 °C, com alta humidade. As monções são características desta época do ano, entre Junho e Setembro, causando uma precipitação anual de 2 200 mm.
A estação seca, entre Novembro e Fevereiro, apresenta níveis mais baixos de humidade e temperaturas moderadas. Os ventos setentrionais baixam a temperatura em Janeiro e Fevereiro.
As temperaturas anuais variam entre 38 e 11 °C.
A taxa de alfabetização de Bombaim ultrapassa 86%, maior que a média nacional.
As principais religiões presentes na cidade são o hinduísmo (68% da população), o islamismo (17%), o cristianismo e o budismo (4% cada). Há ainda parses, jainistas, siques, judeus e ateístas.
A língua mais ouvida nas ruas da cidade é uma variante coloquial de híndi chamada Bambaiya, que mistura híndi, marata, inglês e algumas palavras próprias. O marata é amplamente falado e é também o idioma oficial do estado de Maharashtra. O inglês é abundamentemente falado e é a principal língua nas empresas e escritórios locais. Outras línguas indianas são faladas: tâmil, guzerati, télugo, canará, concani e urdu.
Bombaim sofre com os mesmos problemas de urbanização que afligem outras cidades de crescimento rápido em países em desenvolvimento: pobreza generalizada e padrões precários de saúde, emprego e educação. Segundo a revista Business Week, cerca de 45 a 48% da população municipal vivem em favelas.
Há entre os lusófonos quem considere a forma Bombaim como a única correta em português; quem entenda que a única versão correta é Mumbai; e quem acate as duas formas.
Segundo os defensores deste ponto de vista, a decisão do estado de Maharashtra, em 1995, no sentido de repudiar a forma inglesa Bombay e adotar apenas a versão marata Mumbai para referir-se oficialmente à cidade não foi, propriamente, uma mudança de nome, mas sim uma rejeição da versão tradicional em inglês. A decisão, portanto, conforme esta linha de argumentação, não deveria repercutir além da língua inglesa, no contexto oficial indiano. O argumento continua: partindo-se do princípio de que, se o governo de uma cidade ou país tem o direito de alterar ou (neste caso) adaptar um nome local, é forçoso reconhecer que cada idioma também possui o direito de decidir, conforme processos naturais e próprios de cada língua, se e como absorver a mudança ou adaptação. O argumento conclui afirmando que, até ao momento, os processos naturais da língua portuguesa apontam para uma preferência dos lusófonos pela forma Bombaim, embora alguns empreguem a forma Mumbai em português.
Outros argumentos em favor da forma Bombaim:
| Cidades indianas com mais de um milhão de habitantes |
| Agra • Ahmedabad • Allahabad • Amritsar • Asansol • Bangalore • Bhopal • Bombaim • Calcutá • Chennai • Cochim • Coimbatore • Deli • Dhanbad • Faridabad • Haiderabade • Indore • Jabalpur • Jaipur • Jamshedpur • Kanpur • Lucknow • Ludhiana • Madurai • Meerut • Nagpur • Nashik • Patna • Pune • Rajkot • Surate • Vadodara • Varanasi • Vijayawada • Vishakhapatnam |