| Estado do Amazonas | |
| Hino: Hino do estado do Amazonas | |
| Gentílico: amazonense | |
| Localização | |
| - Região | Norte |
| - Estados limítrofes | Roraima, Pará, Mato Grosso, Rondônia e Acre |
| - Mesorregiões | 4 |
| - Microrregiões | 13 |
| - Municípios | 62 |
| Capital | Manaus |
| Governo | 2007 a 2011 |
| - Governador(a) | Eduardo Braga (PMDB) |
| - Vice-governador(a) | Omar José Abdel Aziz (PMN) |
| - Deputados federais | 8 |
| - Deputados estaduais | 24 |
| Área | |
| - Total | 1.570.745,680 km² (1º) |
| População | 2008 |
| - Estimativa | 3.341.096 [1] hab. (15º) |
| - Densidade | 2,05 hab./km² (26º) |
| Economia | 2005 |
| - PIB | R$33.359.086 mil [2] (15º) |
| - PIB per capita | R$10.320 [2] (9º) |
| Indicadores | 2000 |
| - IDH | 0,780 (2005) [3] (13º) – médio |
| - Esper. de vida | 73,4 anos (7º) |
| - Mort. infantil | 27,6/mil nasc. (16º) |
| - Analfabetismo | 6,6% (6º) |
| Fuso horário | UTC-4 |
| Clima | equatorial Af, Am |
| Sigla | BR-AM |
| Site governamental | www.amazonas.am.gov.br |
O Amazonas é uma das 27 unidades federativas do Brasil, sendo a mais extensa delas, ocupando uma área de 1.570.745,680km², pouco maior que a Mongólia e pouco menor que a área da Região Nordeste brasileira, com seus nove estados.
O estado está situado na região Norte do país e tem como limites a Venezuela e Roraima a norte, o Pará a leste, o Mato Grosso a sudeste, Rondônia a sul, o Acre a sudoeste), o Peru a oeste e a Colômbia a noroeste.
O Amazonas é um dos poucos estados brasileiros que não possuem litoral, mas é um dos que possuem a maior bacia hidrográfica e o maior rio do mundo, a Bacia Amazônica e o rio Amazonas.
Sua capital é a cidade de Manaus e outras localidades importantes são, Coari, Manacapuru, Tefé, Parintins, Itacoatiara, Tabatinga.
A área média dos 62 municípios do estado do Amazonas é de 25.335km², superior à área do estado de Sergipe. O maior deles é Barcelos, com 122.476km² e o menor é Iranduba, com 2.215km² e não estão às margens de rios como alguns afirmam, mas, isto sim, são cortados por grandes rios amazônicos, em cujas margens estão as localidades, as propriedades rurais e as habitações dos ribeirinhos.
O nome Amazonas é de origem indígena, da palavra amassunu, que quer dizer "ruído de águas, água que retumba". Foi originalmente dado ao rio que banha o Estado pelo capitão espanhol Francisco Orelhana, quando, ao descê-lo em todo o seu comprimento, em 1541, a certa altura encontrou uma tribo de índias guerreiras, com a qual lutou. Associando-se às Amazonas do Termodonte, deu-lhes o mesmo nome.[4]
Com mais de três milhões de habitantes, é o segundo estado mais populoso do Norte. Sua capital, Manaus, é a maior e mais populosa cidade da Amazônia.
Índice |
Pelo Tratado de Tordesilhas (1494), todo o vale amazônico se encontrava nos domínios da Coroa espanhola. A foz do grande rio só foi descoberta por Vicente Yáñez Pinzón, que a alcançou em fevereiro de 1500, seguido por seu primo Diego de Lepe, em abril do mesmo ano.
Em 1541, outros espanhóis, Gonzalo Pizarro e Francisco de Orellana, partindo de Quito, no atual Equador, atravessaram a cordilheira dos Andes e exploraram o curso do rio até ao Oceano Atlântico. A viagem, que durou de 1540 a 1542, foi relatada pelo dominicano frei Gaspar de Carvajal, que afirmou que os espanhóis lutaram com mulheres guerreiras, as icamiabas, que, das margens do rio Marañón, disparavam-lhes flechas e dardos de zarabatanas.[5]. O mito mulheres guerreiras às margens do rio difundiu-se nos relatos e livros, sem escopo popular algum[6], mesmo assim fazendo com que aquelas regiões viessem a receber o nome das guerreiras da mitologia grega, as amazonas - entre eles o maior rio da região, que passou a ser conhecido como rio das Amazonas.
Ainda no século XVI, registraram-se a expedição de Pedro de Ursua e Lope de Aguirre (1508-1561) em busca do lendário Eldorado (1559-1561).
Sem ocupação efetiva, além de algumas feitorias inglesas e holandesas explorando as chamadas "drogas do sertão", somente durante a Dinastia Filipina (1580-1640) a Coroa hispano-portuguesa se interessou pela região, com a fundação de Santa Maria das Graças de Belém do Grão-Pará (1616), sendo dignas de registro a expedição do Capitão-mór da Capitania do Grão-Pará e Cabo, Pedro Teixeira, que percorreu o grande rio do Oceano Atlântico até Quito, com 70 soldados e 1.200 indígenas, em quarenta e sete canoas grandes (1637-1639), e logo em seguida a de Antônio Raposo Tavares, cuja bandeira, saindo da Capitania de São Vicente, atingiu os Andes, retornando pelo rio Amazonas até Belém, percorrendo um total de cerca de 12.000 quilômetros, entre 1648 e 1651.
Com o objetivo de catequizar os indígenas, vários leigos e religiosos jesuítas espanhóis fundaram várias missões no território amazonense. Essas missões, cuja economia tinha como atividade a dependência do extrativismo e da silvicultura, foram os locais de origem dos primeiros mestiços da região. Sofreram posteriormente seguidas invasões de outros indígenas inconformados com a invasão ao seu território e de conquistadores brancos. Brancos, acompanhados por nativos, aprisionavam índios rivais para vendê-los como escravos. A destruição das missões espalhou a desmatação pelo território.
A partir do século XVIII, o Amazonas passou a ser disputado por portugueses e espanhóis que habitavam a bacia do rio Amazonas. Essa luta desencadeou a disputa pela posse da terra, o que motivou a formação de grandes latifúndios. A região do alto rio Amazonas foi considerada estratégica tanto para a diplomacia espanhola - por representar via de acesso ao Vice-reino do Peru -, quanto para a diplomacia portuguesa, especialmente a partir da descoberta de ouro nos sertões de Mato Grosso e de Goiás, escoado com rapidez pela bacia do rio Amazonas. É nesse contexto que se inserem as instruções secretas passadas por Sua Majestade ao Governador e Capitão General da Capitania do Grão-Pará, João Pereira Caldas, para que fossem fundadas sete feitorias pelo curso dos rios amazônicos, de Belém até Vila Bela do Mato Grosso e à capital da Capitania do rio Negro, para apoiar o comércio (contrabando), com as províncias espanholas do Orinoco (Venezuela), de Quito (Equador), e do Peru, comércio esse que antes se fazia com a Colônia do Sacramento (Instrução Secretíssima, c. 1773. Museu Conde de Linhares, Rio de Janeiro). A assinatura do Tratado de Madrid (1750) ratificou essa visão, tendo a Coroa portuguesa feito valer também na região o princípio do "uti possidetis", apoiado por uma linha de posições defensivas que, mesmo virtualmente abandonadas após o Consulado Pombalino (1750-1777) e durante o século XIX, legariam à diplomacia da nascente República brasileira os seus atuais contornos fronteiriços.
Dentro do projeto de ocupação do sertão amazônico, constituiu-se a Capitania Real de São José do Rio Negro pela Carta-régia de 3 de março de 1755, com sede na aldeia de Mariuá, elevada a vila de Barcelos em 1790. No início do século XIX, a sede do governo da Capitania foi transferida para a povoação da barra do Rio Negro, elevada a Vila da Barra do Rio Negro para esse fim, em 29 de março de 1808.
À época da Independência do Brasil em 1822, os moradores da vila proclamaram-se independentes, estabelecendo um Governo Provisório. A região foi incorporada ao Império do Brasil, na Província do Pará, como Comarca do Alto Amazonas em 1824.
Ganhou a condição de Província do Amazonas pela Lei n° 582, de 5 de setembro de 1850, sendo a Vila da Barra do Rio Negro elevada a cidade com o nome de Manaus pela Lei Provincial de 24 de outubro de 1848 e capital em 5 de janeiro de 1851.
A partir do século XIX, o território começou a receber migrantes nordestinos que buscavam melhores condições de vida na maior província brasileira. Atraídos pelo ciclo da borracha, os nordestinos se instalaram em importantes cidades amazonenses, como Manaus, Tabatinga, Parintins, Itacoatiara e Barcelos, a primeira capital do Amazonas.
O Estado do Maranhão virou "Grão-Pará e Maranhão" em 1737 e sua sede foi transferida de São Luís para Belém do Pará. O tratado de Madri de 1750 confirmou a posse portuguesa sobre a área. Para estudar e demarcar os limites, o governador do Estado, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, instituiu uma comissão com base em Mariuá em 1754. Em 1755 foi criada a Capitania de São José do Rio Negro, no atual Amazonas, subordinada ao Grão-Pará. As fronteiras, então, eram bem diferentes das linhas retas atuais: o Amazonas incluía Roraima, parte do Acre e se expandia para sul com parte do que hoje é o Mato Grosso. O governo colonial concedeu privilégios e liberdades para quem se dispusesse a emigrar para a região, como isenção de impostos por 16 anos seguidos. No mesmo ano, foi criada a Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão para estimular a economia local. Em 1757 tomou posse o primeiro governador da capitania, Joaquim de Melo e Póvoas, e recebeu do Marquês de Pombal a determinação de expulsar à força todos os jesuítas (acusados de voltar os índios contra a metrópole e não lhes ensinar a língua portuguesa).
Em 1772, a capitania passou a se chamar Grão-Pará e Rio Negro e o Maranhão foi desmembrado. Com a mudança da Família Real para o Brasil, foi permitida a instalação de manufaturas e o Amazonas começou a produzir algodão, cordoalhas, manteiga de tartaruga, cerâmica e velas. Os governadores que mais trabalharam pelo desenvolvimento até então foram Manuel da Gama Lobo d'Almada e João Pereira Caldas. Em 1821, Grão Pará e Rio Negro viraram a província unificada do Grão-Pará. No ano seguinte, o Brasil proclamou a Independência.
Em meados do século XIX foram fundados os primeiros núcleos que deram origem às atuais cidades de Itacoatiara, Parintins, Manacapuru e Careiro e Moura. A capital foi situada em Mariuá (entre 1755-1791 e 1799-1808), e em São José da Barra do Rio Negro (1791-1799 e 1808-1821). Uma revolta em 1832 exigiu a autonomia do Amazonas como província separada do Pará. A rebelião foi sufocada, mas os amazonenses conseguiram enviar um representante à Corte Imperial, Frei José dos Santos Inocentes, que obteve no máximo a criação da Comarca do Alto Amazonas. Com a Cabanagem, em 1835-1840, o Amazonas manteve-se fiel ao governo imperial e não aderiu à revolta. Como espécie de recompensa, o Amazonas se tornou uma província autônoma em 1850, separando-se definitivamente do Pará. Com a autonomia, a capital voltou para esta última, renomeada como "Manaus" em 1856.
De acordo com o IBGE, o Amazonas divide-se em 62 municípios, 92 distritos, quatro mesorregiões e treze microrregiões.
Tem ao mesmo tempo as terras mais altas, como o pico da Neblina, com 3014m e o pico 31 de Março, com 2.992m de altitude, e a maior extensão de terras baixas (menos de 100 metros) do Brasil.
De um modo geral, os solos amazonenses são relativamente pobres. Os solos mais propícios à utilização agrícola encontram-se em Humaitá, Apuí, Lábrea e em outros municípios do Sul do Estado.
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No Brasil, país caracteristicamente tropical, o Amazonas é dominado pelo clima equatorial, predominante na Amazônia. As estações do ano apresentam-se bastante diferenciadas e a amplitude térmica anual é relativamente alta, variando de 28ºC no litoral do Pará até 40ºC no oeste amazonense. As chuvas, em quase toda a região, distribuem-se com relativa regularidade pelo ano inteiro mas podem-se encontrar também características de tropicalidade no Sul do estado.
Os ventos também afetam as temperaturas. No verão, sopram os ventos alísios vindos do Sudeste, que por serem quentes e úmidos, provocam altas temperaturas, seguidas de fortes chuvas; no inverno, as frentes frias são geralmente seguidas de massas de ar vindas da Linha do Equador e trazem um vento quente.
Sobressaem matas de terra firme, várzea e igapós. Toda essa vegetação faz parte da extensa e maior floresta tropical úmida do mundo: A Hiléia Amazônica. Os solos são de terra firme – do tipo lateríticos: solos vermelhos das zonas úmidas e quentes, cujos elementos químicos principais são hidróxido de alumínio e ferro, propícios à formação de bauxita e, portanto, pobres para agricultura. Solos de várzea – são os mais férteis da região. São solos jovens, que periodicamente são enriquecidos de material orgânico e inorgânico, depositados durante a cheia dos rios. A flora do Estado apresenta uma grande variedade de vegetais medicinais, dos quais destacam-se andiroba, copaíba e aroeira. São inúmeras as frutas regionais e entre as mais consumidas e comercializadas estão: guaraná, açaí, cupuaçu, castanha-do-brasil (castanha-do-pará), camu-camu, pupunha, tucumã, buriti e taperebá.
O Amazonas tem 98% da sua área florestal intacta, pois sua vocação econômica foi desviada para outras atividades a partir da reorganização e ampliação da Zona Franca de Manaus em 1967. Os governos têm procurado incentivar o chamado desenvolvimento sustentável, voltando-se para a preservação do legado ecológico. Existe um esforço para manter os projetos agropecuários dentro dos limites da preservação ambiental, enquanto que a valorização do manejo da floresta como fonte de renda contribuiu para que o Amazonas enfrentasse o desafio de reduzir o desmatamento em 21% em 2003, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE.
O Amazonas é banhado pela bacia hidrográfica Amazônica. Os principais rios são: rio Negro (que banha a cidade de Manaus), rio Amazonas, rio Solimões, rio Madeira, rio Juruá rio Purus, Içá, Uaupés e Japurá todos integrantes da bacia hidrográfica.
Veja a lista de rios do Amazonas.
Aqui, encontram-se os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo em quantidade de ilhas, Mariuá, com 1200, e Anavilhanas[7], com 400, situados no Rio Negro.
A confluência entre o rio Negro, de água preta, e o rio Solimões, de água barrenta, resulta em um fenômeno popularmente conhecido como Encontro das Águas, que é uma das principais atrações turísticas da cidade de Manaus e Parintins.
Há dezenas de agências de turismo que oferecem passeios regionais, em roteiros que costumam incluir uma volta pelos igarapés da região. Se o passeio for feito em um barco pequeno, o visitante pode pôr a mão na água, durante as travessias, e sentir que, além de cores, os rios têm temperaturas diferentes.
Em Manaus, em frente ao Encontro das Águas, está em construção uma estrutura turística projetada por Oscar Niemeyer, que contém mirantes destinados à contemplação desse magnífico fenômeno natural.
O Amazonas possui uma grande Reserva Biológica inundada, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá[8].
A vasta fauna possui felinos, como as onças, grandes roedores, como as capivaras, aves, quelônios, répteis e primatas. O maior desses animais é a anta e todos constituem fonte de alimento para as populações rurais. Alguns encontram-se ameaçados de extinção e são protegidos por órgãos especiais dos governos.
Das milhares de espécies de peixes da Amazônia, com algumas ainda desconhecidas ou sob estudo, as mais exploradas são: tambaqui, jaraqui, curimatã, pacu, tucunaré, pescada, dourado, surubim, sardinha e pirarucu (bacalhau da Amazônia).
| Ano | Habitantes[9] |
|---|---|
| 1872 | 57.610 |
| 1890 | 147.915 |
| 1900 | 249.756 |
| 1920 | 363.166 |
| 1940 | 438.008 |
| 1950 | 514.099 |
| 1960 | 708.459 |
| 1970 | 955.235 |
| 1980 | 1.430.089 |
| 1991 | 2.103.243 |
| 1996 | 2.389.279 |
| 2000 | 2.813.085 |
| 2007 | 3.221.940 |
| 2008 | 3.341.096 |
De acordo com as estimativas do IBGE para 2008, o Amazonas é o segundo estado mais populoso da região Norte do Brasil com 3.341.096 habitantes,[1]. Sua população constitui cerca de 1,72% do número de habitantes do país e a região detém boas taxas de crescimento nos últimos anos.
A capital, Manaus, é a maior cidade da Região Norte, com cerca de 1,7 milhão de habitantes,[1] seguida por Belém com 1,4 milhão de habitantes. Manaus, uma das que mais recebem migrantes no Brasil, cresce desordenadamente com muitas áreas ocupadas de forma ilegal por invasões.
| Cor/Raça | Porc. (%)[10] |
|---|---|
| Parda | 70.3% |
| Branca | 21.0% |
| Preta | 4.3% |
| Amarela ou indígena | 4.2% |
Segundo dados apresentados pela Funai o Amazonas possui cerca de 103.066 indígenas, divididos em 65 etnias, que correspondem a 4,0% da população total do estado. O município amazonense que possui o maior número de indígenas é São Gabriel da Cachoeira, onde existem 23 mil índios, e é onde encontramos o segundo idioma mais falado no Brasil, o dos Tucanos.
No estado do Amazonas os mestiços são numerosos, sendo que 70% da população é constituída por eles. O mais característico é o caboclo. Inicialmente nascido da mestiçagem entre indígenas e europeus, a partir do século XIX, também miscigenou-se com nordestinos. Os imigrantes sulistas, predominantemente brancos, que chegaram ao estado no final do século XX, têm sido também mestiçados com a população cabocla. O Dia do Mestiço (27 de junho)[11] e o Dia do Caboclo (24 de junho) são datas oficiais no estado.[12]
Segundo dados do Censo 2000 do IBGE, [13] (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 70,3% dos amazonenses se declararam pardos, 21% brancos, 4,3% negros e apenas 4,2% se avaliaram amarelos ou indígenas. Os afrodescendentes no estado vivem em sua maioria em Manaus.
Os portugueses e seus descendentes, formam os principais colonizadores do Amazonas, por serem os únicos que não sofrem restrições numéricas de entrada no Brasil. Aos portugueses, devemos a nossa língua, a religião, a base de nossa organização política, a cultura e a base de nossas instituições jurídicas. Estão presentes em todo o Amazonas.
No estado do Amazonas, além de se concentrarem na região de Manaus e de Presidente Figueiredo, descendentes de espanhóis são encontrados na fronteira com a Colômbia e a Venezuela, principalmente na região de Tabatinga.
Um dos maiores grupos de brancos asiáticos encontrados no Brasil pertence aos povos semitas da Ásia Menor.[carece de fontes] São os judeus, os árabes, os sírios e os libaneses que, espalhados pelas grandes cidades, dedicam-se tradicionalmente ao comércio. Cerca de 280 mil pessoas possuem origens árabes ou judaicas no Estado. Lembrando que a população com ascendência de judeus em sua grande maioria não professa a religião judaica e provém de países como Espanha, Portugal, Marrocos, Argélia e França, principalmente.[carece de fontes] A grande maioria dos povos árabes no Amazonas são descendentes de marroquinos, libaneses, sírios e jordanianos.
Os japoneses começaram a se instalar no Brasil a partir de 1908, acentuando o fluxo a partir de 1920 e depois da Segunda Guerra Mundial. A maioria dos imigrantes japoneses vivem em São Paulo e Paraná, mas uma significativa comunidade vive no Amazonas e no Pará.[carece de fontes] No Amazonas compõem grupos de cerca de 160 mil pessoas, incluindo mestiços de japoneses com outras etnias.
Os chineses, em menor número, concentraram-se mais nas cidades e têm vindo principalmente de Taiwan. Atualmente é difícil encontrar chineses "puros" no Amazonas. A maioria deles já miscigenou-se com brancos, negros e indígenas e tornaram-se mestiços brasileiros.
Os negros do Amazonas são em sua maioria, migrantes do Sudeste do Brasil e hoje correspondem a cerca de 3,4% da população amazonense.[carece de fontes]
Os nordestinos têm sido, desde o século XIX, o mais numeroso grupo de imigrantes nacionais para o Amazonas. Foram decisivos na economia (borracha, juta, comércio) e na constituição da identidade amazonense, mestiçando-se com a população local, além de fundamentais na participação do Amazonas na conquista do Acre. O boi bumbá é uma marca da influência nordestina no folclore do estado.
Aculturando-se com o modo de vida caboclo, o imigrante nordestino preservou a floresta e deu origem ao "caboclo do centrão", população cabocla distinta espacialmente dos caboclos ribeirinhos, mas igualmente cabocla.[carece de fontes]
Os sulistas estabeleceram-se principalmente em Manaus e na região Sul do estado. Os gaúchos no Amazonas correspondem a 9,4% da população, a maioria deles vive na capital e no Sul do Amazonas, onde começaram a criação de gado, e até fundaram uma cidade chamada Apuí, onde 94% da população da cidade é composta de gaúchos e paranaenses.[carece de fontes] A ocupação do Amazonas por sulistas foi tão grande, que hoje existem vilas, distritos e cidades espalhadas pelo estado com grande número deles. Devemos ver que a ocupação sulista foi tão importante no Amazonas, Mato Grosso e Rondônia, que poderá ser criado o "Dia do Sulista no Amazonas", em homenagem aos migrantes vindos do Sul que em menos de um século já representam cerca de 29% da população do Amazonas.[carece de fontes]
Em 2005, posicionou-se como a 15ª unidade mais rica do Brasil em PIB, superando Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Rondônia, Piauí, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima.Atualmente, o Amazonas lidera o crescimento e a alta industrial no Brasil[14]
A economia baseia-se na indústria, no extrativismo, inclusive de petróleo e gás natural, mineração e pesca. Com relação ao extrativismo, grande impulso na vida econômica e na colonização da região amazônica foi dado com a exploração do látex, durante o ciclo da borracha.
Na atualidade, através do calendário de feiras nacionais e internacionais da Amazônia, sob a sigla - FIAM - na Suframa, atrai diferentes investidores, brasileiros e de outras nacionalidades, a investir nos diferentes pólos tecnológicos existentes na região e, principalmente, no Pólo Industrial de Manaus (PIM), em franco desenvolvimento, e os estrangeiros podem conhecer grandes oportunidades de negócios que o potencial econômico da Amazônia proporciona e é capaz de oferecer, como sua infra-estrutura, mão-de-obra qualificada e várias outras vantagens competitivas
| Anos | PIB (em reais) |
PIB per capita (em reais) |
|---|---|---|
| 2002 | 21.791.162 | 7.253 |
| 2003 | 24.977.170 | 8.100 |
| 2004 | 30.313.735 | 9.658 |
| 2005 | 33.359.086 | 10.320 |
As feiras promovem o potencial econômico da região, inclusive produtos industrializados de ponta e regionais, feitos com base em matérias-primas locais, assim como atrativos turísticos, visando o desenvolvimento sustentável, estimulando o intercâmbio comercial, cultural, científico e tecnológico. No ano de 2005, o Amazonas registrou o décimo quinto maior PIB do Brasil, estimado em 33,6 bilhões de reais.[2]
Esta lista se refere aos 6 municípios do estado do Amazonas com PIB superior a R$ 250 milhões de reais. Os valores referem-se ao ano de 2005, segundo o IBGE[2], e os dados demográficos, a 2008.
| Posição | Cidade | PIB em reais | População* | Base da economia |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Manaus | 27.214.213 | 1.709.010 | Indústria, comércio e turismo |
| 2 | Coari | 980.166 | 67.055 | Indústria farmoquímica, petróleo e gás natural |
| 3 | Itacoatiara | 455.619 | 87.896 | Indústria, comércio, prestação de serviços, turimo e agropecuária |
| 4 | Parintins | 312.226 | 105.742 | Agropecuária, turismo e indústria |
| 5 | Presidente Figueiredo | 303.882 | 25.474 | Prestação de serviços e turismo. |
| 6 | Manacapuru | 282.213 | 85.279 | Agropecuária, comércio e prestação de serviços |
Manaus é a sétima cidade com maior PIB no Brasil[2].
No Amazonas, os rios são as estradas e as enormes distâncias são medidas em horas ou em dias de viagem de barco.
Todos os municípios possuem pistas para operações de aeronaves, sendo que a maioria é servida por aeroportos, havendo em Manaus e Tabatinga os únicos aeroportos internacionais no Amazonas.
Manaus conta com o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, nos moldes dos construídos na década de 1980. É o segundo maior aeroporto da região Norte e o terceiro em movimentação de cargas do Brasil (atrás apenas de Guarulhos e Viracopos)[15].
Eduardo Braga, do PMDB, é o atual governador do estado Amazonas. Atualmente, o estado possui 8 deputados federais e 24 deputados estaduais. A maior Câmara Municipal de vereadores é a de Manaus, possuindo 38 vereadores.
O Teatro Amazonas, mandado construir pelo governador Eduardo Ribeiro, cafuzo natural do Maranhão, é um perfeito exemplo da opulência existente no apogeu do ciclo da borracha. Manaus e Parintins possuem fortes traços da imigração japonesa em sua cultura. O Festival Folclórico de Parintins também é um destaque na cultura amazonense, sendo uma grandiosa referência nacional.
O Amazonas possui várias instituições educacionais, sendo que as mais renomadas delas estão localizadas principalmente na Região Metropolitana de Manaus e em outras cidades. Na lista de estados brasileiros por taxa de alfabetismo, o Amazonas aparece em oitavo lugar, com 7,8% de sua população analfabeta.
O estado do Amazonas conta, entre outras, com as seguintes entidades de ensino superior:
Centro de Ensino Superior Fucapi (CESF)
Tem sua base na mandioca, influência indígena que trouxe as técnicas de plantio e cultivo. A mandioca acaba transformando-se em farinha-d'água, beijus, pirões e mingaus. Outros pratos típicos amazonenses são:
O Amazonas apresenta mais de uma centena de espécies comestíveis, são as denominadas frutas regionais, e em muitas vezes apresentando um exótico sabor para as suas sobremesas.É no Amazonas que se encontra a maior diversidade de frutas do mundo. O Araçá-boi, fruta nativa do Amazonas e da Amazônia Legal, tornou-se bastante apreciada pelo mercado internacional.[16]
A seguir, algumas das frutas nativas:
Entre as personalidades que nasceram no estado, podem ser citados:
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