| Area | |
|---|---|
| Origem | Itália |
| País | Itália |
| Período | 1972 a 1980, 1997 |
| Gênero(s) | rock progressivo |
| Gravadora(s) | Cramps, Ascolto, Akarma, Sony |
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O grupo Area foi, em todos os sentidos, um popular internacional grupo, como dizia a capa do seu primeiro álbum, com o cantor egípcio Demetrio Stratos, que vinha do grupo beat I Ribelli, o baixista francês Patrick Djivas, depois na Premiata Forneria Marconi, e o saxofonista belga Victor Busnello.
Uma primeira formação, em 1972, compreendia ainda o pianista Leandro Gaetano e o guitarrista Johnny Lambizzi, este último substituído por Paolo Tofani, o músico com a maior experiência no grupo, tendo tocado durante os anos 60 com I Samurai junto ao futuro tecladista da Formula 3, Gabriele Lorenzi, e depois no grupo I Califfi, que incluía também o futuro baixista do Triade, Agostino Nobile.
O seu álbum de estréia, Arbeit macht frei, é um disco essencial no rock italiano dos anos 70, pleno de diversas influências mas absolutamente original na sua essência. A voz de Stratos é estupefacente, usada como um instrumento, e a base musical é potente, formada por músicos de primeira grandeza e grande criatividade. Estão presentes influências da música jazz e do folclore oriental, mas a música é difícil de etiquetar. A imagem do grupo era caracterizada pelo estilo do designer da Cramps, Gianni Sassi, que adiciona à música da banda um original estilo visual.
O segundo LP, Caution radiation area, foi mais experimental que o primeiro, com branos como Lobotomia e ZYG (Crescita Zero) fortemente influenciados pelo free jazz.
O terceiro, Crac, saído no mesmo ano, voltou a um estilo mais progressivo, com alguns dos seus melhores branos mais rockejantes como Gioia e rivoluzione e L'elefante bianco, mantendo as longas partes instrumentais que eram se tornaram uma característica do grupo.
A forte componente política na música do Area emerge no seu refazimento do hino socialista A internacional, saído no 45 rotações de 1974 e há muito tempo um clássico nos seus concertos, incluído também no sucessivo LP live de 1975 chamado Are(a)zione.
Em 1976 uma radical mudança de rota no estilo do grupo ocorre, com a chegada de músicos jazz externos como o saxofonista Steve Lacy e o percussionista Paul Lytton, no álbum Maledetti. As influências jazz estão cada vez mais presentes, e os discos sucessivos o mostram, como também as gravações depois publicadas dos concertos de 1976.
Maledetti foi o último capítulo na longa relação Area/Cramps, e o grupo passou à etiqueta Ascolto.
Em 1978 sai Gli dei se ne vanno gli arrabbiati restano, o primeiro na nova etiqueta, contém um par de músicas interessantes em estilo progressivo, como a inicial Il bandito del deserto e Hommage à Violette Nozières, junto a outros mais próximos ao free-jazz dos anos anteriores.
O consagrado vocalista Demetrio Stratos morreu em 1979 de leucemia. Foi provavelmente um dos maiores cantores de toda a cena italiana e talvez até européia. O dia depois da sua morte testemunhou um grande concerto que ocorreu na Arena Cívica de Milão para honrar-lhe a memória. Com 60.000 pessoas, o concerto foi um evento único, originariamente organizado para recolher fundos a favor da custosa cura que Stratos estava tentando. Do evento, saiu um duplo álbum.
Um grupo derivado do Area e chamado Area II apareceu nos anos 80, compreendendo porém só o baterista Giulio Capiozzo com outros músicos. Muito mais próximo ao jazz no que diz respeito as precedentes encarnações do Area, este grupo realizou dois álbuns nos anos de 1986 e 1987.
Um novo CD de nome Chernobyl 9771 foi realizado em 1997, esta vez a formação incluía um outro componente original, Patrizio Fariselli, além de Capiozzo. Esta foi provavelmente a última vez que o nome apareceu em um disco de novas gravações. A banda tocou junta até 1999 antes de descolar-se, e o baterista Giulio Capiozzo, infelizmente morreu em agosto de 2000.
1973:
1974: