| Batalha de Gravelines | |||||||
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| Guerra Anglo-Espanhola | |||||||
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| Combatentes | |||||||
| Inglaterra | Espanha, Portugal | ||||||
| Comandantes | |||||||
| Charles Howard Francis Drake |
Duque de Medina-Sidonia | ||||||
| Forças | |||||||
| 197 embarcações (34 navios de guerra e 163 navios mercantes) | 130 navios (22 galeões e 108 navios mercantes) 30 000 homens |
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| Baixas | |||||||
| 500 mortos ou feridos | 600 mortos 397 capturados 1000 feridos 3 navios mercantes afundados e |
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A Invencível Armada ou Armada Invencível (no espanhol antigo: Grande y Felicíssima Armada), foi chamada de la Armada Invencible ou the Invincible Fleet com certo tom irônico pelos ingleses no século XVI, foi uma esquadra reunida pelo rei Filipe II da Espanha em 1588 na tentativa de pôr fim à sua guerra com a Inglaterra. Foi a maior batalha da Guerra Anglo-Espanhola e a tentativa de Filipe II de Espanha se impor a nível mundial no domínio dos mares.
A Invencível Armada era composta de cento e trinta navios bem artilhados carregando 30 000 homens. No comando, o Duque de Medina-Sidonia seguia num galeão português — o São Martinho. A esta altura já Filipe II era rei de Portugal, pelo que alguns dos navios utilizados faziam parte da frota portuguesa. Um dos principais esquadrões de batalha era inclusivamente chamado de "Esquadra Portugal", tendo alguns dos melhores galeões de guerra do mundo. Grande parte dos 4 000 estrangeiros da Invencível Armada eram pilotos, marinheiros e soldados portugueses
A pretensão do rei da Espanha ao domínio dos oceanos encontrava um obstáculo crescente: o poderio da marinha inglesa. Os corsários ingleses davam caça aos galeões espanhóis no Atlântico e no Pacífico. Foi durante estas lutas que Francis Drake se notabilizou, regressando à Inglaterra carregado de grandes tesouros depois de ter incursado numa viagem de circunavegação. Isabel I da Inglaterra aceitava serenamente os protestos de Espanha bem como a sua parte dos saques, já que a guerra dos aventureiros mercadores, como eram designados os corsários em Inglaterra, era feita com o apoio da coroa.
Entretanto, questões religiosas agravavam a rivalidade entre as duas nações; Filipe II apoiava activamente a causa católica e conspirava na Inglaterra para recolocar Mary Stuart no trono britânico pois Isabel I apoiava a causa protestante e, assim, também os inimigos da Espanha. Foi precisamente a execução de Mary Stuart que serviu de motivo para a guerra aberta entre os dois países.
Filipe II decide então concentrar uma gigantesca frota no estuário do Tejo para invadir Inglaterra, 43 (aproximadamente um terço) dos quais eram portugueses.
A "Invencível Armada" saiu de Lisboa a 28 de Maio de 1588, com 130 barcos, 8 mil marinheiros e 18 mil soldados. O plano era destruir a frota inglesa que guardava o Canal da Mancha e posteriormente escoltar o exército do Duque de Parma, de 30 mil soldados, que aguardava nos Países Baixos Espanhóis. Só após 15 dias os espanhóis conseguiram avistar a Inglaterra. Durante este tempo, a falta de vento na costa portuguesa e uma tempestade junto ao cabo Finisterra, separou a Armada. Durante alguns dias, em pleno Canal da Mancha, as frotas estudaram-se uma à outra sem atacar, atracando a esquadra espanhola em Calais. Os ingleses, comandados pelo célebre corsário Francis Drake, mantinham-se imediatamente atrás deles, a pouca distância. Às duas da manhã da segunda-feira seguinte preparava o Conselho de Guerra inglês seis urcas velhas — os navios-fogo — que abarrotou de combustível e enviou para o seio da esquadra espanhola, cada uma com seu piloto, que as iriam dirigir, com o auxílio da maré. Uma vez bem próximo do centro da esquadra eram ateadas as barcas, fugindo os pilotos nos seus batéis.
A esquadra espanhola perdia assim a coesão e via-se reduzida a menos de metade dos navios, que conseguiriam escapar contornando as costas da Escócia e Irlanda, uma atribulada viagem que sofreu as tempestades de Setembro, típicas na região, que contribuíram para a decadência da frota. Esta humilhante derrota teria também grandes repercussões para Portugal.
Os seguintes navios da armada portuguesa, ou propriedade de portugueses, participaram na batalha.