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A Astrologia faz parte de um sistema de tradições e crenças espalhadas em todo o planeta e na qual os fundamentados tem por base as posições relativas dos corpos celestes.
Segundo os astrólogos, é de se esperar que além do sistema climático, as marés de sigízia o inverno e verão as monções na Índia, por exemplo, são fenômenos ligados a posição dos astros que interferem no comportamento animal (que na verdade são movidos pelas mudanças ambientais, e não por "forças místicas" decorrentes dos astros), e interfiram por igual no comportamento humano, uma vez que empiricamente se sabe que a inclinação orbital do planeta influencia o meio ambiente em escala mundial. Nesse sentido, a atual astronomia, seria útil, também, para ajudar a interpretar e organizar informações sobre personalidade e questões humanitárias em geral. Mas o que ocorre é que a astronomia e a ciência não apóiam tal suposição, e nunca foi observada qualquer relação entre a posição dos astros e a personalidade humana. Além disso, qualquer influência de astros no planeta é decorrente de leis físicas naturais que não interferem na mente humana, portanto tais influências não servem, de modo algum, como argumento científico para validar a astrologia.
Esta prática era utilizada pelas elites sacerdotais (como os magos da pérsia, difusores da crença) para diversos tipos de previsões, tais como épocas certas para colheita, e, com o tempo, previsões de fatos relativos aos reis e à nação, como previsões de guerras, catástrofes e sucessão de governantes. O conhecimento astrológico largamente difundido hoje no ocidente (como o conhecimento dos signos do zodíaco) vem da astrologia dos povos do fértil e crescente do oriente médio.
Há, portanto, não uma, mas várias astrologias. Todas se baseiam, em alguma medida, nas posições relativas à Terra, e nas relações trigonométricas entre si, dos corpos celestes (principalmente Sol, Lua e planetas), e no movimento relativo de dois eixos terrestres, o Ascendente e o Meio do Céu. Estas posições no momento do nascimento, seja de uma pessoa, um objeto, um país ou um evento qualquer, compartilham de uma mesma configuração com este objeto, pretendendo-se portanto que sejam expressão deste.
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Durante séculos a astrologia se baseou na observação de objetos astronômicos e no registro de seus movimentos. Mais recentemente os astrólogos têm usado dados coletados pelos astrônomos e organizados em tabelas chamadas efemérides, que mostram as posições dos corpos celestes.
A base da astrologia é o mapa natal (também chamado carta natal, carta astrológica, mapa de nascimento, horóscopo ou apenas carta). Este mapa é um digrama bidimensional que representa a posição aparente dos corpos celestes vistos de certo local da Terra em um dado momento. A interpretação do mapa leva em consideração:
Há, no entanto, diferenças na forma como estes três apoios básicos são usados nas diferentes tradições, as quais incluem: desenvolveram, ao observar o céu, um ou outro tipo de calendário, para medir as variações do clima no decorrer do ano. A função primordial destes calendários era prever eventos cíclicos dos quais dependia a sobrevivência humana, como a chegada das chuvas ou do frio. Esse conhecimento empírico foi a base de classificações variadas dos corpos celestes. As primeiras idéias de constelação surgiram dessa necessidade de acompanhar o movimento
Também de maneira geral estas tradições incluem abordagens diferentes, entre elas:
Ao longo do tempo,a astrologia deixou sua marca na linguagem; influenza, nome antigo dado à gripe, veio a atribuição pelos médicos de causas planetárias à doença. Desastre vem do latim dis aster (má estrela), considerar de sider, porque se acreditava que o ferro vinha do espaço.
Embora a astrologia ocidental use quase que exclusivamente o zodíaco tropical, a astrologia hindu usa o zodíaco sideral, que indica a posição astronômica real dos astros no céu. O zodíaco tropical representa o zodíaco sideral da época de Ptolomeu.
A Astrologia atual usa, em geral, uma codificação que estabelece o ser (ou país, cidade,etc) como o centro de um "mapa celeste", de 360 graus, o Zodíaco. A configuração do céu no momento do "nascimento" do ser ou evento, constitui o seu mapa astrológico.
A elaboração do "mapa astrológico anual" consiste no cálculo de um novo mapa astrológico com a posição dos planetas no momento exato (do ano atual) em que o Sol passa novamente no mesmo lugar em que passou no dia do nascimento, o que acontece na data (ou próximo) do aniversário. Este novo mapa chama-se retorno solar ou revolução solar.
A análise anual do panorama individual baseia-se em um conjunto de técnicas sendo as mais usadas a progressão do mapa natal, que viso substituir as direções, ainda em uso; os trânsitos dos planetas sobre o mapa natal, e o retorno solar.
Muito usadas, ainda, são as técnicas tradicionais como a astrologia horária e a astrologia eletiva. Estas independem da astrologia natal, e são mais propriamente técnicas previsivas.
Segundo Marco Manilius (século I) em seu poema Astronomica, os signos do zodíaco regem as partes do corpo na forma que segue:
A astrologia médica usa também associações entre planetas e partes do corpo.
Ver artigo principal História da astrologia.
Além da que se chama hoje ocidental, embora pela história acima se possa ver sua origem oriental, são praticadas hoje no mundo todo outras formas de astrologia.
Na China, a astrologia é conhecida a partir de 2000 a.C. Diz a tradição que Buda, ao morrer, chamou os animais para se despedir e somente 12 vieram e estes são os anos da Astrologia Chinesa.
A Índia conheceu a astrologia da Mesopotâmia quando foi invadida, por volta de 1500 a.C.
Os Astecas usavam uma astrologia com 20 signos. Um padre espanhol, que acompanhou a tomada de Hernán Cortés, codificou a astrologia dos Astecas.
Há várias correntes recentes - dos séculos XIX e XX - na astrologia. A astrologia inglesa do século XIX teve forte influência da teosofia, como praticada por Alice Bailey. Alan Leo e Charles Carter são dois de seus expoentes, e dessa linha surgiu a Faculdade de Astrologia de Londres.
Depois dos estudos de astrologia e alquimia por Carl Gustav Jung, a astrologia psicológica tomou corpo em bases principalmente junguianas, embora exista uma astrologia transpessoal baseada no trabalho de Roberto Assagioli.
Mais recentemente há um renascimento da astrologia clássica, com grande número de obras da antigüidade e renascença sendo retraduzidas para o inglês, a partir de originais em árabe, grego e latim. Esse esforço visa retomar o conhecimento antigo, limpando-o de adendos exóticos que redundaram em concepções simplistas sobre, por exemplo, os quatro elementos.
A comunidade científica não considera a astrologia uma ciência, embora haja astrólogos que procurem dar respeitabilidade à sua actividade usando justificações pseudo-científicas. Um grande número de astrólogos praticantes e de "filósofos da astrologia" a vê como uma arte baseada em conhecimento técnico, conhecimento tradicional e uma concepção sistêmica do universo.
Uma das idéias que são base da astrologia é que o posicionamento dos astros no momento do nascimento tem relação com seu caráter e portanto seu destino, mas não há consenso entre os astrólogos sobre como se processa esta relação: as várias correntes a atribuem a influência, campos eletromagnéticos ou semelhantes, ciclos, analogia ou sincronicidade.
Na busca do reconhecimento pela ciência oficial, o trabalho estatístico de Michel Gauquelin analisando exaustivamente a incidência de determinados planetas na área da carreira do mapa natal de personalidades de várias áreas de atuação é amplamente conhecido nos meios acadêmicos.
Após a divisão da astronomia e a astrologia, sempre houve os que vêem a 'astrologia como pseudo-ciência que se utiliza de maneira mística dos conhecimentos de astronomia para tentar estabelecer relações entre o comportamento humano e as posições dos astros, tentando fazer previsões e predições baseadas nesses dados.
Muitos astrólogos atuais pensam que os astros influenciam a personalidade ou caracterísiticas de pessoas ou eventos que ocorrem na Terra, mas muitos outros pensam que há outra relação, que não a de influência, como a sincronicidade da astrologia psicológica de base junguiana.
Buscando ser aceita como ciência, a astrologia procurou preencher os dois critérios que a enquadrariam como tal:
A astrologia deveria demonstrar, portanto, que funciona, e explicar porque funciona.
Não há consenso sobre a forma como a astrologia supostamente funcionaria.
No curso da história, vemos o surgimento de explicações diferentes. Santo Alberto Magno pensava que, embora as estrelas não possam influenciar a alma humana, influenciam o corpo e a vontade humanos.
Heinrich Cornelius Agrippa von Nettesheim (1486-1535) via o universo como o Unus Mundus, onde o que ocorre no mundo celestial chega até o mundo dos fenômenos, intermediado pela esfera dos corpos celestes. Nesta concepção, a relação entre a esfera dos corpos celestes e a esfera humana não é de causalidade, mas de analogia ou sincronicidade.
Astrólogos de orientação biológica procuram a explicação nos ritmos e ciclos biológicos, como os circadianos e lunares. John Addey, astrólogo inglês, realizou vários levantamentos estatísticos em busca da comprovação de conceitos astrológicos, como o de quase mil nonagenários e a relação Sol-Saturno. Descobriu, assim, o significado das relações harmônicas entre períodos cósmicos.
Outra concepção é que a influência se dá através da variedade de raios cósmicos que chegam ao nosso planeta. Ebertin é um dos defensores desta hipótese.
Uma forma diferente de abordagem é a da sincronicidade, conceito expresso por C.G.Jung. Jung estudou grande número de mapas de nascimento de casais, e supôs que haveria relações interessantes entre os sóis e as luas dos cônjuges.
Verifica-se por vezes uma ligação entre a Astrologia e o Espiritismo, principalmente entre os "espíritas videntes" que preveem por vários métodos, inclusive por mapas astrais. No entanto, há que diferenciar as práticas, visto que, para a Doutrina Espírita, conforme codificada por Allan Kardec, a Astrologia é considerada como o resquício de uma maneira supersticiosa de pensar, ainda atrelada a antigas concepções do mundo, e que não se encaixa na cosmologia espírita que acompanha as recentes descobertas astronômicas. Está claro que nenhum condena o outro, porém, não é legítimo confundir ou relacionar Astrologia com Espiritismo. Para verificar o que a Doutrina Espírita diz sobre a Astrologia, ver o livro A Gênese, de Kardec, no capítulo V ("Sistemas do Mundo"), em seus itens 11 a 13, em edições da Federação Espírita Brasileira.
A astrologia é um campo de conhecimento controvertido, e há argumentos a favor e contra a validade de seu estudo. A ciência questiona que ela funcione. A esse respeito, em 1975 um grupo de astrônomos assinou um artigo contra a astrologia. Ausência notável nesta lista, Carl Sagan não assinou, declarando que o fato de não sabermos como uma coisa funciona não nos dá o direito de condená-la (citado por William Keepin, Ph D).
Existem várias críticas que os cientistas fazem sobre a metodologia dos astrólogos.
Uma vez que alguns astrólogos dizem serem capazes de fazer previsões sobre o futuro, deve ser possível construir um experimento para medir a precisão destas previsões. Aqui poderia se usar o mesmo método usado para a Meteorologia que é usada para prever o tempo. A Meteorologia é uma ciência exata, não porque as previsões sejam exatas, mas porque ela oferece os meios de prever e estimar o erro da previsão. Portanto um meteorologista não diz "amanhã vai chover", e sim, existe 70% de chance de chuva amanhã. Neste sentido nenhum dos experimentos realizados até hoje com a astrologia foi capaz de mostrar certeza maior do que a que se consegue por puro palpite.
Claro que alguns astrólogos dizem que a astrologia não é usada para prever o futuro, e sim para guiar e orientar os seus clientes através de padrões de comportamento, hora de nascimento, etc. Ainda assim, testes usando dois grupos de controle (double blind tests) mostraram que a taxa de acerto de um astrólogo ao casar uma carta astrológica com o perfil de um cliente não tem uma taxa de acerto maior que um pessoa leiga, fazendo associações aleatórias de clientes e cartas astrológicas.