| Município de Joinville | |||||
| "Cidade das Flores"
"Cidade dos Príncipes" "Cidade da Dança" "Cidade das Bicicletas" |
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
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| Fundação | 9 de março de 1851 (157 anos) | ||||
| Gentílico | joinvilense ou joivillense | ||||
| Lema | "Mea autem brasiliæ magnitudo" ("A minha grandeza é também a do Brasil") | ||||
| Prefeito(a) | Marco Tebaldi (PSDB) | ||||
| Localização | |||||
| Estado | |||||
| Mesorregião | Norte Catarinense IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Joinville IBGE/2008 [1] | ||||
| Região metropolitana | |||||
| Municípios limítrofes | Araquari, Campo Alegre, Garuva, Guaramirim, Jaraguá do Sul, São Francisco do Sul e Schroeder. | ||||
| Distância até a capital | 180 quilômetros | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 1.130,878 km² | ||||
| População | 492.101 hab. est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Densidade | 435,1 hab./km² | ||||
| Altitude | 4 metros | ||||
| Clima | subtropical Cfa | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,857 elevado PNUD/2000 [3] | ||||
| PIB | R$ 9.149.044 mil (BR: 32º) - IBGE/2005 [4] | ||||
| PIB per capita | R$ 18.785,00 IBGE/2005 [4] | ||||
Joinville é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Está situado na região norte do estado, fazendo divisa com os municípios de Jaraguá do Sul (ao oeste), São Francisco do Sul (ao leste), Campo Alegre e Garuva (ao norte) e Araquari, Guaramirim e Schroeder (ao sul). É a cidade com maior PIB e mais populosa de Santa Catarina e a quarta mais populosa da região sul, com uma população estimada em 492.101 habitantes[2] (2008), segundo o IBGE. Também é, ao lado de Vila Velha (ES), uma das duas únicas cidades do Brasil maiores do que a capital de seu estado. A cidade possui um dos mais altos índices de desenvolvimento humano (IDH) entre os municípios brasileiros (0.857), ocupando a décima terceira posição.
Índice |
Os registros dos primeiros habitantes da região de Joinville datam de 4.800 a.C. Os indícios de sua presença encontram-se nos mais de 40 sambaquis e sítios arqueológicos do município. O homem-do-sambaqui praticava a agricultura, mas tinha na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência.
Índios tupis-guaranis ainda habitavam as cercanias quando aqui chegaram os primeiros imigrantes. No século XVIII, estabeleceram-se na região famílias de origem portuguesa, com seus escravos negros, vindos provavelmente da capitania de São Vicente (hoje estado de São Paulo) e da vizinha cidade de São Francisco do Sul. Adquiriram lotes de terra (sesmarias) nas regiões do Cubatão, Bucarein, Boa Vista, Itaum, Morro do Amaral e aí passaram a cultivar mandioca, cana-de-açúcar, arroz e milho, entre outros.
No dia 1 de maio de 1843, a princesa Dona Francisca Carolina, filha de Dom Pedro I, casou-se com o princípe de Joinville, cidade francesa do departamento de Haute-Marne, François Ferdinand, e recebeu como dote de casamento um pedaço de terra próximo à colônia de São Francisco, hoje a cidade de São Francisco do Sul. Em 1846, o engenheiro Jerônimo Coelho viajou ao local para fazer a demarcação das terras.
Em 1848, o rei da França Luís Felipe é destronado e seu filho François se refugia em Hamburgo. Ao começar a sofrer dificuldades financeiras, vende ao então dono da Sociedade Colonizadora Hamburguesa, o senador alemão Christian Mathias Schroeder, oito das 25 léguas recebidas como dote, que lança um projeto de povoação de parte desse território.
De acordo com o historiador Apolinário Ternes, o projeto inicia um ano antes da chegada da barca Colon que partia de Hamburgo em 1851. Em 1850 o vice-cônsul Léonce Aubé, acompanhado de duas famílias de trabalhadores braçais, mais o engenheiro responsável das primeiras benfeitorias e demarcações do que viria a ser a nova colônia e também do cozinheiro franco-suíço Louis Duvoisin. Uma curiosidade: Louis Duvoisin veio ao Brasil anos antes com a expedição do 1842 o Dr. Benoit Jules Mure na instalação fracassada do Falanstério do Saí. Quando a barca Colon parte de Hamburgo levando os primeiros imigrantes. No dia 9 de março do mesmo ano, a barca chega ao local e é fundada a Colônia Dona Francisca. A população é reforçada com a chegada da barca Emma & Louise, com 114 pessoas. Em 1852, foi decidido que, em homenagem ao príncipe François, a cidade passaria a se chamar Joinville.[5]
Uma residência de verão foi construída para abrigar o príncipe e a princesa de Joinville, com um caminho de palmeiras em frente à casa. Entretanto, nenhum dos dois chegou a conhecer a cidade. A casa que foi construída para os príncipes atualmente é o "Museu Nacional de Imigração e Colonização - Palácio dos Príncipes de Joinville", e a via à sua frente tornou-se a Rua das Palmeiras, hoje ponto turístico da cidade.
Entre as décadas de 1950 e 1980, a cidade tornou-se essencialmente industrial, ficando conhecida como "Manchester Catarinense".
| Gráfico climático para Joinville | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| J | F | M | A | M | J | J | A | S | O | N | D |
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315
30
21
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248
30
21
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230
29
20
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113
27
18
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110
24
15
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110
23
13
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104
22
13
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78
23
13
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141
23
15
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153
25
17
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155
27
18
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206
29
20
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| Temperaturas em °C • Precipitações em mm | |||||||||||
O rio Cachoeira passa pelo centro da cidade e desemboca na baía da Babitonga. O município ainda conta com extensas áreas de manguezais.
A cidade é em geral plana, situando-se ao lado da baía da Babitonga - um dos atrativos naturais do município, ocorrendo algumas pequenas elevações conforme vai-se afastando. A altitude da sede é de 4,5 m. Há montanhas elevadas em torno da cidade. A área em torno do rio Cachoeira é quase toda urbanizada, mantendo alguns manguezais preservados.
O ponto culminante é o Pico Serra Queimada, com 1.325 m, na Serra Queimada. A vegetação em torno da cidade e nos morros em sua área urbana é constituída por remanescentes da mata Atlântica, o que faz com que a cidade se situe em uma zona com características do clima tropical, sobretudo com média anual de temperatura acima dos 19 graus e alta umidade durante a maior parte do ano.
Joinville é o terceiro maior pólo industrial do sul do Brasil. A região produz 13,6% (valor adicionado fiscal) do PIB global do estado de Santa Catarina.
O perfil industrial é formado por grandes conglomerados do setor metal-mecânico, químico, plásticos, têxtil e de desenvolvimento de software, tornando-a um grande pólo dessa tecnologia. Destaque para as maiores empresas da cidade: Amanco, Busscar, Datasul, Docol, Döhler, Fabio Perini, Embraco, Kafer, Lepper, Microvix,Minancora, Neomind, Schulz,SoftExpert, Tigre, Tupy, Universal Leaf Tabacos,KS Chapelins, Wetzel, Whirlpool, entre outras.
Por seus atributos culturais, Joinville recebeu diversos títulos ao longo das décadas de 1940, 60 e 80, tornando-se conhecida como "Cidade dos Príncipes", "Cidade das Flores". "Cidade da Dança" e "Cidade das Bicicletas".
Inúmeros eventos culturais são marcantes na cidade. A Festa das Flores acontece há 68 anos. O Festival de Dança de Joinville - reconhecido como o maior do mundo em seu gênero (consta no Guiness Book) - chegou a sua vigésima-quinta edição em 2007. A Coletiva de Artistas de Joinville acontece há 36 anos ininterruptos. Recentemente, a cidade passou a sediar também um festival de música instrumental, o Joinville Jazz Festival.
Uma filial da Escola do Teatro Bolshoi, única fora da Rússia, é destaque na formação de bailarinos e bailarinas, oferecendo formação de qualidade a estudantes carentes.
A produção artística acontece em centros culturais, museus, casa da cultura, centro de eventos, mercado público, teatros, na Cidadela Cultural Antarctica (antiga cervejaria), e também em escolas, universidades, associações de moradores, igrejas e praças públicas.
Há um projeto em andamento para transformar a Rua Visconde de Taunay numa rua gastronômica, devido ao movimento noturno e à quantidade de bares e lanchonetes no local.
O patrimônio cultural, ainda preservado, permite a convivência harmoniosa entre o passado e o presente. No patrimônio arquitetônico, destacam-se as construções que mesclam as influências dos imigrantes com as adaptações necessárias ao local. Casas autênticas em enxaimel, centenárias, ainda podem ser vistas no centro, nos bairros e na área rural. Casarões do século XX chamam a atenção pela angulação dos telhados, em "V". Antigas fábricas ainda preservam suas grandes chaminés, como marcos do desenvolvimento da cidade com vocação industrial.
O patrimônio arqueológico é outro destaque, já que existem mais de 40 sambaquis no município, sendo dez deles em área urbana. O Museu Arqueológico de Sambaqui é referência internacional no assunto, já que conserva em seu acervo mais de 20 mil peças. Um sambaqui preservado pode ser visitado no Parque Municipal da Caieira, uma área de preservação permanente junto à Baía da Babitonga, que integra manguezais, mata atlântica, sítios arqueológicos e ruínas da antiga fábrica de cal, que utilizava os "casqueiros" dos sambaquis como matéria-prima.
Como patrimônio imaterial (ligado aos saberes e fazeres), o destaque é a culinária. A cachaça, o melado, os produtos coloniais e a culinária colonial típica, principalmente suíça e alemã, ainda resistem aos processos de industrialização. As confeitarias da cidade - uma atração cultural à parte - são reconhecidas por suas tortas, cucas e pelo apfelstrudel (strudel de maçã). Há várias fábricas de chocolate caseiro. O artesanato local é simples e com forte predominância dos artigos confeccionados com tecidos e roupas feitos à mão, pintados ou bordados. Recentemente, tem-se destacado o artesanato com fibra de bananeira, uma cultura agrícola ainda abundante no meio rural.
Além da língua nacional, o português, outros idiomas originados na Europa são falados por alguns moradores e integrantes da população joinvilense com um pouco mais de idade, dentre eles, o alemão e o italiano.
A Joinville contemporânea se caracteriza por ser rica na diversidade cultural de seu povo. O aspecto pluralista permite as mais diferentes expressões, das mais diversas culturas e etnias formadoras, da dança clássica ao hip hop, dos corais étnicos à música lírica, da música clássica ao chorinho, do pop rock à música sertaneja e gauchesca. As tradições portuguesas, como o boi-de-mamão e o terno-de-reis, são manifestações autênticas em vários bairros, como Morro do Amaral, por exemplo, que antes da fundação da cidade já possuía moradores descendentes de portugueses, quando as áreas pertenciam ao município de São Francisco do Sul. A cidade possui também a segunda maior população de afro-descendentes em Santa Catarina, também migrados principalmente a partir da década de 1960. O carnaval de rua, aberto a todos, foi resgatado em 2005.
Algumas empresas situadas em Joinville têm colaborado com a difusão da cultura local, patrocinando grandes eventos e mantendo em suas próprias estruturas, grupos de dança, coral, teatro e ações comunitárias voltadas para a manutenção das tradições.
Desde 2006, a cidade possui uma lei de incentivo à cultura, com dois mecanismos de apoio: um fundo com aplicação de recursos diretos do poder público municipal, e um mecenato, com renúncia fiscal e captação de recursos junto aos contribuintes de ISSQN e IPTU. A Fundação Cultural de Joinville é o órgão gestor da Prefeitura Municipal. Há um Conselho Municipal de Cultura e uma Comissão Municipal de Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico, Arquelógico e Natural. Ambos possuem constituição paritária, com membros do poder público e representantes da sociedade civil.
Nos esportes vôlei, basquete e futsal, Joinville se destaca a nível nacional. Já no futebol, nem tanto.
A Arena Joinville é um complexo esportivo pertencente à Prefeitura de Joinville que teve sua primeira etapa inaugurada em setembro de 2004, sendo o maior estádio de futebol de Santa Catarina.
A segunda etapa foi inaugurada em 26 de julho de 2007, na partida Joinville 4-3 Atlético Paranaense. Com isso, a capacidade foi elevada para 22,4 mil pessoas. O campo tem como dimensões 105m de comprimento por 70m de largura.
O projeto final da Arena prevê capacidade para 30 mil pessoas no estádio, que contará ainda com lojas comerciais, praça de alimentação, estacionamento e parque público anexo.
O projeto de vôlei do Unisul Esporte Clube foi criado em 1999 a partir da parceria com a Olympikus, que transferiu sua equipe para Florianópolis. Resgatava naquele momento o vôlei de alto rendimento para Santa Catarina, representando o Estado nas principais competições nacionais como a Superliga Masculina, Supercopa e Grand Prix.
Nesse período, alguns dos principais atletas brasileiros e hoje na Seleção Brasileira representaram a Unisul. Foi o caso do meio de rede André Heller, do levantador Marcelinho e do atual técnico da equipe Giovane Gávio, além do técnico José Roberto Guimarães, que dirige a Seleção Brasileira de Voleibol Feminino.
Jogadores de outros países também tiveram passagem marcante pela equipe. Os argentinos Carlos Weber e Marco Milinkovic, este considerado o melhor atacante do mundo em 2002, foram campeões da Superliga Masculina pela Unisul.
O Aeroporto de Joinville- Lauro Carneiro de Loyola é um dos maiores da Região Sul. Está localizado a 13 km do centro da cidade, a 75 km do Aeroporto de Navegantes, a 110 km do Aeroporto de Curitiba e a 163 km do Aeroporto de Florianópolis.
Em 2003 o Aeroporto de Joinville registrou um movimento de 180 mil passageiros e cerca de 10.000 pousos e decolagens. Para 2004 a tendência é de crescimento.
No dia 8 de março de 2004, em meio às comemorações de 153 anos de Joinville, a cidade ganhou um novo aeroporto. O Aeroporto de Joinville Lauro Carneiro de Loyola inaugurou um novo terminal de passageiros de quatro mil metros quadrados e capacidade para atender a até 500 mil passageiros por ano. Também foram construídos um prédio administrativo e uma torre de controle.
O aeroporto se adequou ao conceito de aeroshopping, que a Infraero implementa em seus aeroportos. O número de lojas passou de oito para 22 no novo terminal. A expectativa é que a implementação do aeroshopping aumente em 40% o número de empregos gerados pelo aeroporto.