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O indo-europeu é uma ampla família de línguas que engloba a maior parte das línguas europeias antigas e em uso. Tem este nome porque corresponde à região geográfica que se estende da Europa e Irão até a Índia setentrional. São cerca de 450 línguas, faladas por aproximadamente três bilhões de pessoas, cerca de metade da população mundial.
A sua grande expansão no mundo resulta em grande parte — mas não maioritariamente — dos empreendimentos coloniais europeus a partir do século XV.
As línguas pertencentes a esta família mostram parecenças significativas ao nível do vocabulário e gramática.
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No final do século XVIII, alguns lingüistas começaram a dar-se conta de que algumas línguas antigas da Europa e da Ásia, nomeadamente o latim, o grego e o sânscrito apresentavam semelhanças tão notáveis em suas gramáticas que indicavam a existência de uma origem comum.
Essa célebre observação, feita em 1786 por Sir William Jones, marca o início do reconhecimento oficial do indo-europeu como uma família lingüística. Logo ficou claro que o gótico (e as outras línguas germânicas), o persa antigo (e as outras línguas iranianas) e as línguas célticas também tinham origem comum, assim como as línguas eslavas, o albanês e o arménio.
Um século mais tarde, textos escritos em várias línguas, há muito extintas, foram desenterrados na Anatólia e na Ásia Central. Depois de decifrados esses documentos, provou-se que haviam sido escritos em antigas línguas indo-européias: o hitita (e algumas outras línguas da Anatólia), no primeiro caso, e o tocário no segundo. Umas poucas outras antigas línguas indo-européias foram descobertas em inscrições, mas são tão precariamente documentadas que pouco é possível saber a seu respeito.
(em negrito as línguas extintas)
Ocidental
Oriental