| Brasão | Bandeira |
Vista panorâmica do Miradouro da Senhora do Monte sobre Lisboa e o Tejo |
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| Gentílico | Lisboeta, Lisbonense, Olisiponense (em desuso), Alfacinha (popular) |
| Área | 83,84 km² |
| População | 499 700 [1] hab. (2007) |
| Densidade populacional | 5 960,2 hab./km² |
| N.º de freguesias | 53 |
| Fundação do município (ou foral) |
Primeiras referências da cidade Século XII a.C. Fundação reconhecida oficialmente (conquista da cidade por D. Afonso Henriques) 1179 Capital do Reino |
| Região | Lisboa |
| Sub-região | Grande Lisboa |
| Distrito | Lisboa |
| Antiga província | Estremadura |
| Orago | Orago Maior: Santo António de Lisboa Orago Menor: São Vicente |
| Feriado municipal | 13 de Junho (Dia de Santo António) |
| Código postal | 1000 a 1900 Lisboa |
| Endereço dos Paços do Concelho |
Praça do Município 1100-365 Lisboa |
| Sítio oficial | http://www.cm-lisboa.pt |
| Endereço de correio electrónico |
mailto:municipe@cm-lisboa.pt |
| Municípios de Portugal |
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Lisboa é simultaneamente a capital[2] e a maior cidade de Portugal. A cidade, além de ser a capital do país, é também capital do distrito de Lisboa, da região de Lisboa, da Área Metropolitana de Lisboa, e é ainda o principal centro da sub-região estatística da Grande Lisboa. Eclesiasticamente, é sede da diocese e do Patriarcado de Lisboa.
Todos os dias deslocam-se para a capital cerca de 2,1 milhões de pessoas, constituindo uma população flutuante que lhe imprime uma dinâmica cosmopolita.
A região de Lisboa, com um PIB per capita superior à média da União Europeia, é a região mais rica de Portugal. Duas agências europeias têm sede em Lisboa: o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (que terá uma nova sede junto ao Rio Tejo e a Agência Europeia de Segurança Marítima (que também terá um novo edíficio à beira rio. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa também está sedeada em Lisboa.
A região situa-se à volta da cidade de Lisboa, do estuário do Tejo e no norte da Península de Setúbal.
Tem 499 700 habitantes (2007) [1] e uma área metropolitana envolvente que ocupa cerca de 2.750 km², com cerca de 3 milhões de habitantes. Esta e a cidade constituem 27% da população do país. O concelho de Lisboa tem 83,84 km² de área. A densidade demográfica é de 5 960,2 hab./km². O concelho subdivide-se em 53 freguesias (porém está em curso a formação da 54º freguesia de Lisboa) e faz fronteira a norte com os municípios de Odivelas e Loures, a oeste com Oeiras, a noroeste com Amadora e a sudeste com o estuário do Tejo. Por este estuário, Lisboa une-se aos concelhos da Margem Sul: Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete.
Lisboa possui inúmeras atracções turísticas, destacando-se a zona de Belém, Baixa Pombalina (e Bairros) e a zona do Marquês de Pombal (passando pela Avenida da Liberdade, os Restauradores, etc.).
O principal meio de deslocação em Lisboa, é o Metropolitano de Lisboa e os autocarros da Carris. Porém, todos os dias entram em Lisboa cerca de 5 milhões de carros, vindos de todos os lados (margem sul do Tejo, e Região de Lisboa).
O topónimo Lisboa tem, ao que parece, origem numa expressão da língua fenícia: Alis-Ubbo, «enseada amena». Existiram também outras variáveis da palavra Lisboa, como Olipsso ou Lixbunã.
Esquematização da origem e do desenvolvimento da palavra "Lisboa":
Diz a lenda popular e romântica que a cidade de Lisboa foi fundada pelo herói grego Ulisses, e que tal como Roma o seu povoado original foi rodeado por sete colinas.
Com a chegada dos Celtas estes misturaram-se com os Iberos locais, dando origem às tribos de língua celta da região.
Os gregos antigos tiveram provavelmente na foz do rio Tejo um posto de comércio durante algum tempo, mas os conflitos que grassavam por todo o mediterrâneo, levaram sem dúvida ao seu abandono, devido sobretudo ao poderio Cartaginense de toda a região nessa época.
A degeneração do Império, e a feudalização da sociedade romana levaram às primeiras invasões dos povos Germanos, Hunos e outros. Inicialmente aceites como colonos nas terras desertificadas pelas epidemias terriveis que mataram grande parte da população da época (provavelmente de Sarampo e Varíola), transformaram-se depressa em expedições militares com objectivos de saque e conquista.
Após a conquista a Cartago do oriente peninsular, os romanos iniciam as guerras de pacificação do ocidente. Cerca de 205 a.C. os Olisiponenses estabeleceram uma aliança estratégica com os romanos, lutando lado a lado com as legiões, conquistando a vitória e sendo absorvida no império e recompensada com a atribuição de cidadania romana, um privilégio raríssimo já naquela época para povos não italianos. Felicitas Julia, como a cidade viria a ser conhecida, beneficia do estatuto de municipium, juntamente com os territórios em redor, até uma distância de 50 quilómetros, não pagando impostos a Roma, ao contrário de quase todos os outros castros e povoados autóctones conquistados. Foi incluída com larga autonomia na província da Lusitânia, cuja capital era Emeritas Augusta, a actual Mérida (na Extremadura Espanhola).
No tempo dos romanos a cidade era famosa pelo garum, um molho de luxo feito à base de peixe, exportado em ânforas para Roma e todo o império, assim como vinho, sal e cavalos da região. Ptolomeu chamou a cidade de Oliosipon.
No fim do domínio romano Olissipo seria um dos primeiros núcleos a acolher o cristianismo. O primeiro bispo da cidade foi São Gens. Sofreu invasões bárbaras dos alanos, vândalos e depois fez parte do reino dos suevos, antes de ser tomada pelos visigodos de Toledo, que a chamaram de Ulishbona. [3]
Após três séculos de saques, pilhagens e perda de dinâmica comercial, Ulishbuna seria pouco mais que uma vila no início do século VII. É nesta altura que, aproveitando uma guerra civil do Reino Hispânico Visigótico, que os árabes liderados por Tariq invadem a Península Ibérica com as suas tropas mouriscas, em 711. Olishbuna foi conquistada pelas tropas de Abdelaziz ibn Musa, um dos filhos de Tariq, assim como o resto do Ocidente.
Lisboa foi então tomada no ano 719 pelos mouros provenientes do norte de África. Em árabe chamavam-lhe al-Lixbûnâ. Construiu-se neste período a cerca moura.
Enquanto se fragmentavam as Taifas islâmicas do Sul, no Norte sucedia o Condado Portucalense do Reino de Leão, já em plena Reconquista da Península Ibérica. Apesar de baseado em Guimarães, a força económica que permitia a autonomia do Condado Portucalense estava na cidade do Porto (Portucale ou porto da cidade de Cale, a actual Gaia). É interessante pensar como foi o novo Reino, centrado no dinamismo comercial da jovem cidade de mercadores do Porto, que usufruía de uma posição e importância semelhantes na foz do segundo maior rio da Península Ibérica, o rio Douro, como Lisboa no rio Tejo, que acabaria por conquistar essa venerável cidade.
Famosa e opulenta, a cidade daria ao reino bastante prestígio. A primeira tentativa de Afonso de conquistar al-Ushbuna deu-se em 1137 e fracassou frente às muralhas da cidade. Em 1140 aproveita os cruzados que passavam por Portugal para novo ataque que novamente falha.
Só 7 anos depois os cristãos a reconquistariam graças ao primeiro rei de Portugal, Dom Afonso Henriques, e ao seu exército de cruzados, em 1147. O primeiro rei português concedeu-lhe foral em 1179. A cidade tornou-se capital do reino em 1255 devido à sua localização estratégica. A seguir à reconquista foi instituída a diocese de Lisboa que, no século XIV, seria elevada a metrópole (arquidiocese). [4]
Nos últimos séculos da idade média a cidade expandiu-se e tornou-se um importante porto com comércio estabelecido com o norte da Europa e com as cidades costeiras do Mar Mediterrâneo. Em 1290 o rei Dom Dinis mandou estabelecer a primeira universidade de Portugal em Lisboa (que foi transferida para Coimbra em 1308), a cidade então já dispunha de grandes edifícios religiosos e conventuais.
Dom Fernando I, "o Formoso", construiu a famosa Muralha Fernandina, já que a cidade crescia rapidamente para fora do perímetro inicial. Começando pelo lado dos bairros mais pobres e acabando nos bairros da burguesia, a maior parte do dinheiro utilizado veio desta última. Esta estratégia mostrou-se conveniente, já que de outra forma a burguesia deixaria de financiar a obra.
O novo capítulo da história de Lisboa nasce com a grande revolução da Crise de 1383-85. Após a morte de Fernando de Portugal, o Reino passaria para o Rei de Castela, João I de Castela. Depois de 2 anos sem Rei, os burgueses ganham a luta (porque apoiavam o Rei que viria a Reinar), com as suas ligações inglesas e capitais avultados: o Mestre de Avis é aclamado João I de Portugal, vencendo o cerco de Lisboa de 1384, e a Batalha de Aljubarrota sob liderança de Nun'Álvares Pereira em 1385 contra as forças de Castela e dos fidalgos do Norte.
A colaboração estreita com os italianos, que dominavam a navegação no Mediterrâneo desde o tempo do Império Romano, trouxe frutos à cidade de Lisboa. Várias expedições se empreenderam com tripulações italianas e portuguesas, nas quais foram descobertos os arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias. Alguns afirmam que terão mesmo chegado ao Brasil. Estas ilhas permitem o estabelecimento de novas cidades-portos, úteis para a exploração de novos mercados. De Lisboa partiram numerosas expedições na época dos descobrimentos (séculos XV a XVII), como a de Vasco da Gama em 1497-1498, reforçando também com este feito, a condição de grande porto e centro mercantil na Europa.
Na época da expansão as casas de Lisboa tinham de três a cinco andares, sendo no primeiro uma loja e nos últimos as instalações dos comerciantes. Nesta época havia uma mistura de raças em Lisboa como não se via noutro ponto da Europa. Num livro sobre Dom Manuel I, "o Venturoso", aparece uma imagem que representa a vida quotidiana nesta época: a uma mesa está sentada uma família, dois filhos e um casal, sentada em bancos de três pernas. A decoração da sala é simples, tem um pequeno armário de parede com janelinhas de vidro onde estão guardadas as louças de prata da família e pouco mais. A um canto vê-se uma cortina de seda, presa por aros de ouro, entreaberta. Do lado de lá da cortina parece existir uma cozinha ou adega, onde estão dois serviçais negros. Para além dos escravos, Lisboa era muito frequentada por uma grande quantidade de comerciantes estrangeiros. [5]
Após terminarem as guerras e conflitos entre os conservadores e liberais, Lisboa, tendo perdido o ouro e monopólio dos produtos do Brasil, a fonte de toda a sua riqueza desde o fim do século XVI encontrava-se numa situação económica desesperada. No Norte da Europa, as nações iniciavam a industrialização, e enriqueciam com o comércio das Américas (a Inglaterra viria a dominar o comércio brasileiro) e da Ásia. O atraso de Portugal parecia irreversível.
É em Lisboa que se dá a principal revolta que causou a Restauração da Independência, em 1640. [6]
Os problemas para o comércio na cidade aumentam quando os Catalães, um povo mercador como o de Lisboa, também oprimidos pelas taxas castelhanas, se revoltam em 1636. É a Portugal que Madrid vem exigir os homens e os fundos para derrotar os catalães, numa tentativa de usar os de Portugal contra os da Catalunha.
É então que os mercadores da cidade se aliam à pequena e média nobreza. Tentam convencer o Duque de Bragança, Dom João, a aceitar o trono, mas este, como o resto alta Nobreza, é beneficiado por Madrid e só o prospecto de se tornar Rei o convence finalmente. Os conspiradores assaltam o Palácio do Governador, aclamando o novo Rei D. João IV, com o apoio inicialmente do Cardeal Richelieu de França, e depois a velha aliança retomada com a Inglaterra (tudo isto ficou conhecido com a Restauração da Independência, em 1640).
A Lisboa pós-Restauração é uma cidade cada vez mais dominada pelas ordens religiosas Católicas. Mais de 40 conventos são fundados na cidade em adição aos 30 já existentes, e os religiosos ociosos cuja sustentação é assegurada pelas esmolas e expropriações contam-se aos muitos milhares, constituindo mais de 5% da população da cidade. O clima político é cada vez mais conservador e autoritário e a Inquisição, depois de destruída a classe mercadora, concentra-se no controlo das mentalidades, vigiando as ideias e a criatividade, que suprime em nome da pureza da Religião. Os segundos e terceiros filhos, que não recebem a herança do pai, e que antes se dedicavam ao comércio e às empresas além-mar, agora simplesmente se refugiam nas ordens religiosas e vivem à conta de outrem, a maioria das vezes de forma apenas superficialmente religiosa.
No início do século XVIII, no reinado de Dom João V, a cidade foi dotada de uma grande obra pública, extraordinária para a época: o Aqueduto das Águas Livres.
A cidade foi quase na totalidade destruída em 1 de Novembro de 1755 por um grande terramoto, e reconstruída segundo os planos traçados pelo Marquês de Pombal (Sebastião José de Carvalho e Melo), Ministro da Guerra e Negócios Estrangeiros e oriundo da Baixa Nobreza, reagindo celebremente às ruínas do terramoto, terá dito que era necessário enterrar os mortos, cuidar dos vivos e construir a cidade. Uma ideia que vai desenvolver de seguida a nível da economia e sociedade. A parte central da reconstrução de Lisboa designar-se-á por Baixa Pombalina). A quadrícula adoptada nos planos de reconstrução permite desenhar as praças do Rossio e Terreiro do Paço, esta com uma belíssima arcada e aberta ao rio Tejo. [7]
Ainda no século XVIII e a instâncias de D. João V, o Papa concedeu ao arcebispo da cidade o título honorífico de Patriarca e a nomeação automática como Cardeal (daí o título de "Cardeal Patriarca de Lisboa").
Nos primeiros anos do século XIX Portugal foi invadido pelas tropas de Napoleão Bonaparte, obrigando o rei Dom João VI a retirar-se temporariamente para o Brasil. A cidade ressentiu-se e muitos bens foram saqueados pelos invasores. A cidade viveu intensamente as lutas liberais e iniciou-se uma época de florescimento dos cafés e teatros. Mais tarde, em 1879, foi aberta a Avenida da Liberdade que iniciou a expansão citadina para além da Baixa.
O centro cultural e comercial da cidade passou para o Chiado, durante o século XIX (cerca de 1880. Com as velhas ruas da Baixa já ocupadas, os donos de novas lojas e clubes estabelecem-se na colina anexa, que rapidamente se transforma. Aqui são fundados os Clubes, como o Grémio Literário famoso das histórias de Eça de Queiróz, e frequentado por Almeida Garrett, Ramalho Ortigão, Guerra Junqueiro, Oliveira Martins e Alexandre Herculano. Estabelecem-se ainda lojas de roupas das modas de Paris e outros produtos de luxo, grandes armazéns no estilo do Harrods de Londres ou das Galerias Lafayette de Paris e novos cafés de Luso-Italianos, como O Tavares e o Café do Chiado.[8]
Culturalmente este é o período em que as touradas e o fado se transformam em verdadeiros entretenimentos populares regulares. A eles se junta o teatro popular ou teatro de revista (inventado em Paris) que, com as velhas e eruditas comédias e dramas, disputa os novos teatros da capital. Um entretenimento tipicamente português deste tempo é a Oratória, em que actores corrompem a velha arte do Padre António Vieira em argumentos cantados, floridos e quase sempre superficiais com que disputam prémios. Surgem ainda os primeiros grandes jardins públicos, imitando o Hyde Park de Londres e os jardins das cidades alemãs: o primeiro é o Jardim da Estrela, onde passeiam os burgueses aos fins-de-semana.
Alarmadas as elites impõem a ditadura em 1907 com João Franco, mas é tarde de mais. Em 1908 a família real sofre um atentado (no Terreiro do Paço) em que morrem o Rei Dom Carlos de Portugal e o Príncipe herdeiro, numa acção provavelmente executada pelos anarquistas (que neste período atacam figuras públicas em toda a Europa). Em 1909 os operários de Lisboa organizam extensas greves. Em 1910, em Lisboa, dá-se finalmente a revolta. A população da cidade forma barricadas nas ruas e são distribuídas armas. Os exércitos ordenados a reprimir a revolução são desmembrados pelas deserções. O resto do país é obrigado a seguir a capital, apesar de continuar profundamente rural, católico e conservador. É proclamada a Primeira República.
Em 1912 os monárquicos aproveitam o descontentamento com as leis liberais dos republicanos no norte do país, e aí tentam o golpe de estado, que falha. Em 1916 Portugal entra do lado aliado na Primeira Guerra Mundial, enviando homens e recursos muito consideráveis num período de crise, e a situação económica e política fica cada vez mais tensa, havendo mesmo episódios de fome.
O fim da I República ocorre em 1926, quando a direita conservadora anti-democrática (ainda em pleno século XX largamente liderada pelos descendentes da antiga Nobreza do norte de Portugal e pela Igreja Católica) toma finalmente o poder após mais duas tentativas em 1925, alegadamente de forma a por fim à anarquia que ela própria tinha largamente criado. Inicialmente militar, liderado pelo General Gomes da Costa, o novo governo rapidamente adopta uma ideologia quasi-fascista sob a liderança de Salazar. [9] O regime de Salazar e Marcello Caetano seria derrubado pela revolução dos cravos num golpe de estado realizado em Lisboa a 25 de Abril de 1974.[10]
Desde esta data, após um período conturbado até 1975, Lisboa e o país têm sido governados por um regime democrático. O actual Presidente da Câmara de Lisboa (C.M.L), é António Costa, do Partido Socialista (PS).
Dez anos mais tarde, em 1985, dá-se a Assinatura do Tratado de Adesão à Comunidade Económica Europeia, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, por parte do Presidente da República, Mário Soares.[11]
Em 1988, deu-se o Grande Incêndio do Chiado, que destruiu uma boa parte do património Lisboeta, assim como a principal zona de comércio de Lisboa, que ainda hoje está a ser reconstruída. [12]
Lisboa continua a desenvolver-se ao ritmo das mais altas cidades/capitais europeias, melhorando as suas infraestruturas (e construindo novas), melhorando o sistema de segurança, saúde, etc. Em 1994, foi a Capital da Cultura, em 1998, inaugurou a sua segunda ponte, que por sinal, é a maior de toda a Europa, e a quarta maior do Mundo, a Ponte Vasco da Gama (a primeira ponte, foi a Ponte 25 de Abril, inaugurada em 1966), nesse mesmo ano (1998), organizou a Exposição Mundial de 1998, com o tema Oceanos. Mais recentemente, foi anunciada a construção de uma terceira ponte, de um novo aeroporto, de um mega-hospital (ou hospital central), assim como a renovação e melhoramento da cidade em si.[13]
Localizada na margem direita do rio Tejo, junto à foz, a 38º42' N e a 9º00' W, com altitude máxima na Serra de Monsanto (226 metros de altitude), Lisboa é a capital mais ocidental da Europa. Fica situada a oeste de Portugal, na costa do Oceano Atlântico. [14]
Os limites da cidade, ao contrário do que ocorre em grandes cidades, encontram-se bem delimitados dentro dos limites do perímetro histórico. Isto levou à criação de várias cidades ao redor de Lisboa, como Loures, Odivelas, Amadora e Oeiras, que são de facto parte do perímetro metropolitano de Lisboa.
O centro histórico da cidade é composto por sete colinas, sendo algumas das ruas demasiado estreitas para permitir a passagem de veículos. A cidade serve-se de três funiculares e um elevador (Elevador de Santa Justa). A parte ocidental da cidade é ocupada pelo Parque Florestal de Monsanto, um dos maiores parques urbanos da Europa, com uma área de quase 10 km².
Lisboa tem ganho terreno ao rio com sucessivos aterros, sobretudo a partir do século XIX. Esses aterros permitiram a criação de avenidas, a implantação de linhas de caminho-de-ferro e a construção de instalações portuárias e mesmo de novas urbanizações como o Parque das Nações e equipamentos como o Centro Cultural de Belém.
Duas pontes unem a cidade à margem sul do rio Tejo:
Lisboa é uma das capitais mais amenas da Europa, com um clima fortemente influenciado pela Corrente do Golfo. A Primavera é fresca a quente (de 8°C a 26°C) com sol e alguns aguaceiros. O Verão é seco, quente com algum vento e temperaturas entre 16°C a 35°C. O Outono é ameno e instável, com temperaturas entre 12°C e 27°C e o Inverno é tipicamente chuvoso e fresco, também com algum sol (temperaturas entre 3°C e 18°C). A temperatura mais baixa registada foi de -2,2°C e a mais elevada foi de 43°C. [15]
É muito raro nevar — nevou ligeiramente nos dias 29 de Janeiro de 2006 e 28 de Janeiro de 2007, depois de mais de 40 anos sem ocorrência de neve. Em média há 3300 horas de sol e 100 dias de chuva por ano. [16]
| Tabela climática de Lisboa | ||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Temperatura | ||||||||||||||
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Média | |
| Máxima registada °C | 21º | 25º | 27º | 31º | 34º | 38º | 41º | 43º | 36º | 35º | 27º | 21º | ||
| Média Máxima °C | 14,5º | 15,6º | 17,6º | 19,1º | 21,7º | 24,8º | 27,4º | 27,9º | 26,4º | 22,4º | 17,8º | 14,8º | 20º | |
| Média °C | 12º | 12º | 14º | 15º | 17º | 20º | 22º | 23º | 22º | 18º | 14º | 12º | 18º | |
| Média minima °C | 8,2º | 9º | 9,9º | 11,1º | 13º | 15,6º | 17,4º | 17,7º | 17º | 14,6º | 11,2º | 8,9º | 12º | |
| Mínima registada °C | -3º | -2º | 3º | 4º | 6º | 10º | 12º | 13º | 10º | 7º | 4º | -1º | ||
| Precipitação | ||||||||||||||
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Total | |
| Total mm | 109,6 | 110,8 | 68,9 | 64 | 38,6 | 21,2 | 4,8 | 5,7 | 25,7 | 80,3 | 113,5 | 107,6 | 750,7 | |
| Precipitação em dias | 15 | 15 | 13 | 12 | 8 | 5 | 2 | 2 | 6 | 11 | 14 | 14 | 117 | |
| Possibilidade de Chuva | 43% | 26% | 26% | 35% | 31% | 17% | 7% | 11% | 22% | 38% | 40% | 40% | ||
| Dias de Sol | ||||||||||||||
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Total | |
| Horas de Sol por dia | 4,3 | 5,6 | 6,2 | 7,9 | 9 | 10,1 | 11,8 | 11 | 8,3 | 6,9 | 5 | 4 | ||
| Dias de Sol por mês | 5,5 | 6,5 | 8 | 9,8 | 11,6 | 12,6 | 15,2 | 14,2 | 10,3 | 8,9 | 6,2 | 5,1 | 113,9 | |
| Dados referentes ao século XX e XXI. | ||||||||||||||
Lisboa possui o fuso horário GMT/UTC 0, porém durante o Verão, a hora muda, passando para o fuso horário GMT/UTC +1.
Em baixo, está uma pequena lista das diferenças nos fusos horários entre Lisboa (utilizando o fuso horário GMT/UTC 0), e várias localidades no Mundo[17]:
|
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| População do Concelho de Lisboa (900 – 2007) | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ano | População | Variação % | |||||||||||
| 900 | 100.000 | ||||||||||||
| 1552 | 200.000 | ▲100 | |||||||||||
| 1598 | 150.000 | ▼25 | |||||||||||
| 1720 | 185.000 | ▲23,3 | |||||||||||
| 1755 | 180.000 | ▼2,7 | |||||||||||
| 1756 | 165.000 | ▼8,3 | |||||||||||
| 1801 | 203.999 | ▲23,6 | |||||||||||
| 1806 | 250.000 | ▲22,5 | |||||||||||
| 1849 | 174.668 | ▼30,1 | |||||||||||
| 1899 | 300.000 | ▲71,75 | |||||||||||
| 1900 | 350.919 | ▲16,9 | |||||||||||
| 1930 | 591.939 | ▲68,6 | |||||||||||
| 1960 | 801.155 | ▲35,34 | |||||||||||
| 1981 | 807.937 | ▲0,84 | |||||||||||
| 1991 | 663.394 | ▼17,8 | |||||||||||
| 2001 | 564.657 | ▼14,8 | |||||||||||
| 2003 | 540.563 | ▼4,2 | |||||||||||
| 2004 | 529.485 | ▼2,04 | |||||||||||
| 2005 | 519.795 | ▼1,8 | |||||||||||
| 2006 | 509.751 | ▼1,9 | |||||||||||
| 2007 | 499.709 | ▼1,96 | |||||||||||
A população de Lisboa, é caracterizada por vários altos e baixos ao longo da sua história. Actualmente, a população de Lisboa está em queda, porém espera-se que comece a aumentar já em 2009. A Área Metropolitana de Lisboa, deverá passar a ter 4,5 milhões de habitantes em 2050 (facto justificado, por ser a área metropolitana, que tem o maior crescimento populacional da Europa).
Na actual estrutura demográfica de Lisboa , as mulheres representam mais de metade da população (54%) e os homens 46%[18].
A cidade apresenta uma estrutura etária envelhecida, com 25% de idosos (65 anos ou mais), quando a média portuguesa é de 17%. Entre os mais novos, 13% da população tem menos de 15 anos, 9% está entre os 15 e os 24 anos e 53% dos 25 aos 64 anos de idade[18].

É em Lisboa, que se localizam os principais pontos políticos do país (ministérios, tribunais, etc). [19] [20] O município de Lisboa é administrado por uma Câmara Municipal composta por 17 vereadores. Existe uma Assembleia Municipal que é o órgão legislativo do município, constituída por 107 deputados.
Nas eleições de 9 de Outubro de 2005, a composição dos órgãos autárquicos ficou a ser a seguinte:
| Órgão | PSD | PS | PCP | BE | CDS-PP | PEV |
| Vereadores da Câmara Municipal | 8 | 5 | 2 | 1 | 1 | 0 |
| Deputados da Assembleia Municipal | 56 | 28 | 13 | 5 | 3 | 2 |
| dos quais: eleitos directamente | 23 | 16 | 5 | 5 | 3 | 2 |
O cargo de Presidente da Câmara Municipal ficou vago desde 15 de Maio de 2007, após a demissão de António Carmona Rodrigues que tinha sido eleito pelo PSD. A nova Câmara Municipal foi eleita em 15 de Julho de 2007, tendo sido eleito António Costa, pelo PS. A nova distribuição de vereadores, de acordo com os resultados, é a seguinte:
| Órgão | PS | Lisboa com Carmona (indep.) | PSD | Cidadãos por Lisboa (indep.) | PCP | BE |
| Vereadores da Câmara Municipal | 6 | 3 | 3 | 2 | 2 | 1 |
Pelo Decreto-Lei nº 42142 de 17 de Fevereiro de 1959, a cidade de Lisboa passou a estar dividida nas actuais 53 freguesias[21]; estão agrupadas, para efeitos administrativos, em quatro bairros. Existe neste momento, a possibilidade de surgir uma nova freguesia, a Freguesia do Oriente, que comporta todas os terrenos inerentes ao Parque das Nações, onde ocorreu a Expo 98.
No quadro em baixo, estão representadas as 53 freguesias de Lisboa[22], mais a proposta. Juntamente com estas, está disponível a população de cada uma (que no total, equivale a 509 751 habitantes), e a sua área respectiva (que ao todo corresponde a 83,84 km²).
| Freguesias de Lisboa | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Número | Freguesia (Bairro) | População | Área | Número | Freguesia (Bairro) | População | Área |
| 1 | Ajuda (2.º Bairro) [23] | 17 961 hab | 3,15 km² | 28 | Santa Catarina (1.º Bairro)[24] | 4 081 hab | 0,21 km² |
| 2 | Alcântara (2.º Bairro)[25] | 14 443 hab | 4,39 km² | 29 | Santa Engrácia (1.º Bairro)[26] | 5 860 hab | 0,57 km² |
| 3 | Alto do Pina (4.º Bairro)[27] | 10 253 hab | 0,82 km² | 30 | Santa Isabel (2.º Bairro)[28] | 7 270 hab | 0,62 km² |
| 4 | Alvalade (3.º Bairro)[29] | 9 620 hab | 0,58 km² | 31 | Santa Justa (1.º Bairro)[30] | 700 hab | 0,24 km² |
| 5 | Ameixoeira (3.º Bairro)[31] | 9 644 hab | 1,62 km² | 32 | Santa Maria de Belém (2.º Bairro)[32] | 9 752 hab | 3,39 km² |
| 6 | Anjos (1.º Bairro)[33] | 9 738 hab | 0,48 km² | 33 | Santa Maria dos Olivais (4.º Bairro)[34] | 46 410 hab | 10,66 km² |
| 7 | Beato (4.º Bairro) [35] | 14 241 hab | 1,41 km² | 34 | Santiago (1.º Bairro)[36] | 857 hab | 0,06 km² |
| 8 | Benfica (3.º Bairro)[37] | 38 523 hab | 7,94 km² | 35 | Santo Condestável (2.º Bairro)[38] | 17 553 hab | 1,01 km² |
| 9 | Campo Grande (3.º Bairro)[39] | 11 148 hab | 2,44 km² | 36 | Santo Estêvão (1.º Bairro)[40] | 2 047 hab | 0,18 km² |
| 10 | Campolide (3.º Bairro)[41] | 15 928 hab | 2,79 km² | 37 | Santos-o-Velho (2.º Bairro)[42] | 4 013 hab | 0,51 km² |
| 11 | Carnide (3.º Bairro)[43] | 21 097 hab | 4,02 km² | 38 | São Cristóvão e São Lourenço (1.º Bairro)[44] | 1 612 hab | 0,08 km² |
| 12 | Castelo (1.º Bairro)[45] | 587 hab | 0,05 km² | 39 | São Domingos de Benfica (3.º Bairro)[46] | 33 678 hab | 4,30 km² |
| 13 | Charneca (3.º Bairro)[47] | 10 509 hab | 1,70 km² | 40 | São Francisco Xavier (2.º Bairro)[48] | 8 100 hab | 2,10 km² |
| 14 | Coração de Jesus (1.º Bairro)[49] | 4 319 hab | 0,54 km² | 41 | São João (4.º Bairro)[50] | 17 073 hab | 1,56 km² |
| 15 | Encarnação (1.º Bairro)[51] | 3 182 hab | 0,15 km² | 42 | São João de Brito (3.º Bairro)[52] | 13 449 hab | 2,28 km² |
| 16 | Graça (1.º Bairro)[53] | 6 960 hab | 0,34 km² | 43 | São João de Deus (4.º Bairro)[54] | 10 782 hab | 0,90 km² |
| 17 | Lapa (2.º Bairro)[55] | 8 671 hab | 0,72 km² | 44 | São Jorge de Arroios (4.º Bairro)[56] | 17 403 hab | 1,13 km² |
| 18 | Lumiar (3.º Bairro)[57] | 35 585 hab | 6,28 km² | 45 | São José (1.º Bairro)[58] | 3 279 hab | 0,34 km² |
| 19 | Madalena (1.º Bairro)[59] | 380 hab | 0,11 km² | 46 | São Mamede (1.º Bairro)[60] | 6 004 hab | 0,60 km² |
| 20 | Mártires (1.º Bairro)[61] | 341 hab | 0,10 km² | 47 | São Miguel (1.º Bairro)[62] | 1 777 hab | 0,06 km² |
| 21 | Marvila (4.º Bairro)[63] | 38 766 hab | 6,29 km² | 48 | São Nicolau (1.º Bairro)[64] | 1 175 hab | 0,25 km² |
| 22 | Mercês (1.º Bairro)[65] | 5 093 hab | 0,30 km² | 49 | São Paulo (1.º Bairro)[66] | 3 521 hab | 0,41 km² |
| 23 | Nossa Senhora de Fátima (3.º Bairro)[67] | 27 111 hab | 1,87 km² | 50 | São Sebastião da Pedreira (3.º Bairro)[68] | 5 871 hab | 1,05 km² |
| 24 | Pena (1.º Bairro)[69] | 6 068 hab | 0,49 km² | 51 | São Vicente de Fora (1.º Bairro)[70] | 4 267 hab | 0,31 km² |
| 25 | Penha de França (4.º Bairro)[71] | 13 722 hab | 0,66 km² | 52 | Sé (1.º Bairro)[72] | 1 160 hab | 0,12 km² |
| 26 | Prazeres (2.º Bairro)[73] | 8 492 hab | 1,48 km² | 53 | Socorro (1.º Bairro)[74] | 2 676 hab | 0,11 km² |
| 27 | Sacramento (1.º Bairro)[75] | 880 hab | 0,08 km² | 54 | Oriente (4º Bairro)[76] [77] [78] [79] | 10 000 hab | 3,30 km² |
Lisboa tem acordos de parceria com várias cidades e tem multiplos acordos como cidade gémeaPE/cidade-irmãPB com as seguintes cidades[80]:
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Lisboa é a cidade mais rica de Portugal com um PIB per capita superior à média europeia e tem uma economia concentrada em serviços. O Porto de Lisboa é o porto mais activo da Costa Atlântica Europeia. Por outro lado, a cidade tem vários portos desportivos, como em Belém, Santo Amaro, Bom Sucesso, Alcântara e Olivais. A maioria das sedes das multinacionais existentes no país está situada em Lisboa e é ainda a 9ª cidade a nível mundial que mais recebe congressos internacionais[4].
A Área Metropolitana de Lisboa é altamente industrializada, especialmente na zona sul do rio Tejo. As indústrias principais consistem em refinarias de petróleo, indústrias têxteis, estaleiros, siderurgia e pesca.
É por essas razões considerada o segundo centro financeiro e económico mais importante na Península Ibérica, apenas atrás de Madrid.
Em Lisboa existem vários hospitais (quer públicos quer privados), clínicas, centros de saúde, etc.
Os principais hospitais da Cidade de Lisboa são:
Existe porém, um projecto (já em curso), que prevê a construção de um mega Hospital Central, no Parque da Bela Vista. O Hospital intitulado de Hospital de Todos os Santos [104][105], englobará alguns hospitais existentes no centro de Lisboa (como por exemplo, o Hospital de Dona Estefânia, o Hospital de Santa