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Metrópole, da língua grega metropolis (μήτηρ, mētēr = mãe, ventre e πόλις, pólis = cidade), é o termo empregado para se designar as cidades centrais de áreas urbanas formadas por cidades ligadas entre si fisicamente (conurbadas)[2][3] ou através de fluxos de pessoas e serviços[2] ou que assumem importante posição (econômica, política, cultural, etc.) na rede urbana da qual fazem parte (correspondentes, na classificação do IBGE[2], às metrópoles regionais e nacionais).
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Durante a época em que o Brasil era colônia portuguesa de além-mar, o significado de metrópole era o de nação colonizadora perante as nações ocupadas (caso de nações africanas como Angola e Moçambique) ou colonizadas como o caso do Brasil. O Regime Colonial garantia à Portugal o status de metrópole, dando-lhe plenos direitos às posses de terra demarcadas no Tratado de Tordesilhas (de 1493) nas colônias atlânticas a serem descobertas.
O significado urbano atual é do século XVIII. Antes disso, o termo metrópole, que é de origem grega e chegou ao português através do latim (com essa grafia a partir do século XVII), se referia à capital de uma província[4].
Uma definição bastante comum entre a população e os meios de comunicação é a que mostra a metrópole como uma importante cidade de uma região (ou a principal cidade de uma província, estado ou região) ou, simplesmente, uma grande cidade.
De forma mais estrita (e verificável) uma metrópole é o conjunto de cidades (ou entidades políticos-administrativas correspondentes, como os municípios) conurbadas e que tem uma cidade principal que, geralmente, lhe dá o nome.[3]
Outra definição diz que a conurbação não é imprescindível para que haja uma metrópole. Ela geralmente existe, mas o necessário é a ligação entre a cidade principal e as outras através do fluxo de pessoas (principalmente trabalhadores: o movimento pendular diário) e da influência econômica daquela sobre estas e sobre a região[2] (ou até mesmo sobre um país, como as metrópoles nacionais).
Por essas definições, aglomeração urbana difere das metrópoles pela falta de uma cidade principal que tenha considerável população e importância econômica ao menos regional.[2] As metrópoles também diferem das regiões (ou áreas) metropolitanas por estas serem somente uma região de planejamento[3] ou uma formalização daquelas.[2] Mesmo que não haja uma região metropolitana legalmente estabelecida, a metrópole pode existir (basta pensar na Grande São Paulo antes da criação da região metropolitana, em 1973).
Metropolização é o processo em que uma, ou mais cidades em uma região, estão em vias de se tornarem uma metrópole, ou seja, prestes a abrigar mais de 1 milhão de habitantes na região ou em apenas uma cidade. No Brasil, é um fenômeno corrente e originado do grande êxodo rural, pois se até 1960 o país tinha apenas duas cidades com mais de um milhão de habitantes, este número hoje é bem superior.[5] Esse processo, cumpre ressaltar, costuma, ao menos no que se refere ao Brasil, vir acompanhado de um grande número de problemas sociais originados quer da precariedade das condições dos migrantes que chegam à área em processo de urbanização, quer da oferta reduzida de infra-estrutura nas comunidades urbanas dessas regiões.[6] Ressalta-se também que o processo de metropolização pode ocorrer sem que haja necessariamente a formação de uma metrópole. Isto ocorre em áreas metropolitanas em que, mais do que a influência de uma metrópole sobre áreas adjacentes, percebe-se, isto sim, um rearranjo das governanças locais em prol de maior cooperação, como é o caso das áreas metropolizadas de Santa Catarina, Portugal e da Espanha. Assim, criam-se áreas metropolitanas como as do Minho, A Coruña[7] e Joinville, que são áreas metropolitanas sem metrópole. Neste caso, em função mesmo do planejamento prévio, as conseqüências sociais costumam ser mais positivas.[8]
Deve-se notar que as metrópoles quando se juntam formam uma megalópole.
Metrópoles globais: são metrópoles cujas áreas de influência se estendem por grandes regiões continentais ou mesmo mundiais que se destacam na esfera econômica mundial como Tóquio, Nova Iorque, São Paulo e Berlim pela forte presença de um mercado financeiro globalizado onde as principais instituições financeiras possuem representação e participação na bolsa de valores, na esfera política como Washington, Moscou e Londres, onde a cúpula dos países mais industrializados G7+1 se reúne a portas fechadas para discutir as políticas de influência de suas nações sobre o resto do mundo, na esfera cultural como Paris e Milão, as mais tradicionalmente aceitas como centros de difusão de novas culturas, modismos e tendências comportamentais, entre outras.
Dentro da hierarquia urbana, a metrópole nacional apresenta-se como um grande centro, muito bem equipado, onde existem todos os tipos de serviços e produtos industriais. Sua influência abrange todo o país. Imediatamente subordinada à metrópole nacional, aparece a metrópole regional, distribuindo produtos industriais e serviços a uma vasta porção do país.
De acordo com a classificação da rede urbana brasileira elaborada pelo IBGE em 2008, e que abrange variáveis como tamanho e importância das cidades:[9]