| Estado | |
|---|---|
| Lei | Lei Complementar Estadual 815/96 |
| Data da criação | 19 de julho de 1996 |
| Número de municípios | 9 |
| Cidade sede | Santos |
| Características geográficas | |
| Área | 2.422,776 km² |
| População | 1.606.863 hab. (BR: 14º) IBGE/2007 [1][2] |
| Densidade | 663,2 hab./km² |
| Indicadores | |
| IDH médio | 0,817 (BR: 10ª) elevado PNUD/2000 [3] |
| PIB | R$ 21.907.160 mil IBGE/2005 [4] |
| PIB per capita | R$ 11.872 IBGE/2003 |
A Região Metropolitana da Baixada Santista foi criada mediante Lei Complementar Estadual 815, em 30 de julho de 1996, tornando-se a primeira região metropolitana brasileira sem status de capital estadual. Estende-se sobre municípios pertencentes tanto à Mesorregião de Santos (sobreposta à Microrregião de Santos) quanto à Mesorregião do Litoral Sul Paulista (mais precisamente, à Microrregião de Itanhaém).
Índice |
2.422,776 km² (corresponde a menos de 1% da superfície do estado).
É a terceira maior região do estado em termos demográficos, com uma população de cerca de 1,6 milhão de moradores fixos, segundo dados de 2007.[1] Nos períodos de férias, acolhe igual número de pessoas, que se instalam na quase totalidade em seus municípios.[carece de fontes]
A região caracteriza-se pela grande diversidade de funções presentes nos municípios que a compõem. Além de contar com o parque industrial de Cubatão e o Complexo Portuário de Santos, ela desempenha outras funções de destaque em nível estadual, como as atividades industrial e de turismo, e outras de abrangência regional, como as relativas aos comércios atacadista e varejista, ao atendimento à saúde, educação, transporte e sistema financeiro. Têm presença marcante ainda na região as atividades de suporte ao comércio de exportação, originadas pela proximidade do complexo portuário.
Com aproximadamente 13km de cais, quase 500 mil m² de armazéns, o Porto de Santos, maior e mais importante complexo portuário da América do Sul, movimenta anualmente 76 milhões de toneladas, entre carga geral, líquidos e sólidos a granel e mais de 40% do movimento nacional de contêineres, ou seja, de cada cinco contêineres embarcados ou desembarcados na costa brasileira, dois passam pelo Porto de Santos. Para o Estado de São Paulo, a presença do Porto representa enorme avanço econômico, permitindo o direcionamento de grande parcela de suas atividades industriais e agrícolas para o suprimento de mercados internacionais.
As atividades industriais, localizadas predominantemente em Cubatão, importante pólo siderúrgico em escala regional, assim como as portuárias em Santos e as ligadas ao comércio, serviços e atividades de turismo e veraneio têm reflexos diretos na economia da região e respondem pela geração de um Produto Interno Bruto de R$ 21,9 bilhões (IBGE/2005), o que representa 3,01% do PIB do estado de São Paulo.[4]
O crescimento exacerbado em Santos, Cubatão e Guarujá, aliado a outras atividades geradoras de emprego nos setores de comércio e serviços, provocou um movimento altamente pendular em direção a outros municípios, com melhores condições de habitabilidade e espaço disponível. Os municípios de São Vicente e Praia Grande e o distrito de Vicente de Carvalho, no Guarujá, adquiriram características de cidades-dormitório, apresentando intensa conurbação entre si, só prejudicada pela presença de restrições de ordem física, que os impedem, aqui e ali, de apresentar uma mancha urbana contínua. Apesar da sua função portuária, importante para um crescente intercâmbio em face do processo de globalização, e de constituir sede do expressivo pólo siderúrgico e da indústria de turismo, a RMBS apresenta problemas comuns aos grandes aglomerados urbanos, como os relacionados com a questão ambiental, carência de infra-estrutura, saneamento ambiental, transporte e habitação.
Sistema Anchieta (SP–150) – Imigrantes (SP – 160): liga o Planalto ao Litoral. Rodovia Caiçara (SP– 55): liga a Cônego Domênico Rangoni (antiga Piaçagüera-Guarujá) ao Guarujá, Vicente de Carvalho e Bertioga. Rodovia Padre Manuel da Nóbrega (SP– 55), já duplicada em seu trecho inicial: estabelece o elo entre Cubatão, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. Rodovia Ariovaldo de Almeida Viana (SP–61): estende-se desde a zona urbana do Guarujá até a balsa, que dá acesso ao município de Bertioga, que é ligado ao Planalto (Mogi das Cruzes) através da Rodovia Dom Paulo Rolim Loreiro (SP–98).
| Município | População[1][2] | PIB (R$)[4] |
|---|---|---|
| Bertioga | 39.091 | 386.937.000 |
| Cubatão | 120.271 | 5.372.360.000 |
| Guarujá | 296.150 | 2.585.481.000 |
| Itanhaém | 80.778 | 560.088.000 |
| Mongaguá | 40.423 | 279.061.000 |
| Peruíbe | 54.457 | 410.133.000 |
| Praia Grande | 233.806 | 1.751.999.000 |
| Santos | 418.288 | 8.765.521.000 |
| São Vicente | 323.599 | 1.795.580.000 |
| Total | 1.606.863 | 21.907.160.000 |