| Estado | |
|---|---|
| Lei | 870 |
| Data da criação | 19 de junho de 2000 |
| Número de municípios | 19 |
| Cidade sede | Campinas |
| Características geográficas | |
| Área | 3.647 [1] km² |
| População | 2.633.523 hab. (BR: 9ª) IBGE/2007 [2][3] |
| Densidade | 722,1 hab./km² |
| Indicadores | |
| IDH médio | 0,835 (BR: 4ª) elevado PNUD/2000 [4] |
| PIB | R$ 58.064.454 mil IBGE/2005 [5][6] |
| PIB per capita | R$ 22.048,20 IBGE/2005 |
A Região Metropolitana de Campinas, constituída por dezenove municípios paulistas, foi criada pela lei complementar estadual 870, de 19 de junho de 2000.
A região é uma das mais dinâmicas no cenário econômico brasileiro e representa 2,7% do PIB (produto interno bruto) nacional e 7,99% do PIB paulista[6], ou seja, cerca de R$ 58,06 bilhões/ano.[5][6] Além de possuir uma forte economia, a região também apresenta uma infra-estrutura que proporciona o desenvovimento de toda a área metropolitana.[7]
Conforme a contagem e as estimativas realizadas pelo IBGE em 2007, a Região Metropolitana de Campinas possui 2.633.523 habitantes[2][3], distribuídos em 3.647 km².[1] É a nona maior região metropolitana do Brasil.
Índice |
Os 19 municípios abrangidos ocupam uma área de 3.647 km²[1], o que corresponde a 0,04% da superfície brasileira e a 1,47% do território paulista.
A Região possui uma população de 2.633.523 habitantes[2][3], segundo dados do IBGE, o que corresponde a 1,49% da população nacional e a 6,7% da estadual. Deste total, Campinas abriga 39,5%. Hortolândia, Sumaré, Indaiatuba, Americana e Santa Bárbara d'Oeste têm, cada um, mais de 170 mil habitantes. Em Holambra, vivem pouco menos de 10 mil pessoas.
Nos últimos anos, a região de Campinas vem ocupando e consolidando uma importante posição econômica nos níveis estadual e nacional. Situada nas proximidades da Região Metropolitana de São Paulo, comporta um parque industrial abrangente, diversificado e composto por segmentos de natureza complementar. Possui uma estrutura agrícola e agroindustrial bastante significativa e desempenha atividades terciárias de expressiva especialização. Destaca-se ainda pela presença de centros inovadores no campo das pesquisas científica e tecnológica, bem como do Aeroporto de Viracopos – o segundo maior terminal aéreo de cargas do País – [8], localizado no município de Campinas.
Em 2007, Viracopos registrou um fluxo de cargas embarcadas e desembarcadas em vôos internacionais de cerca de 228.239 toneladas.[8] De cada três toneladas de mercadorias exportadas e importadas, uma passa pelo aeroporto[8], que também responde por 18,1% do fluxo aéreo total de cargas no Brasil.[8] A REPLAN, maior refinaria da Petrobras em produção, encontra-se nessa região.
A produção industrial diversificada – com ênfase em setores dinâmicos e de alto input científico / tecnológico, notadamente nos municípios de Campinas, Paulínia, Sumaré, Santa Bárbara d'Oeste, Americana e Jaguariúna – vem resultando em crescentes ganhos de competitividade nos mercados interno e externo.
A região exibe um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 58,06 bilhões.[5][6] Sua renda per capita é bastante significativa se comparada à do estado de São Paulo ou Brasil (Região Metropolitana de Campinas = R$ 19.822,97, Estado de São Paulo = R$ 17.977,00 e Brasil = R$ 11.658,00).[9]
A Região conta com amplo sistema viário, bastante ramificado, e que apresenta os seguintes eixos principais: a Rodovia dos Bandeirantes e a Rodovia Anhangüera, que ligam a cidade de São Paulo ao interior paulista, cortando RMC; a rodovia SP-304, rumo a Piracicaba, e a Rodovia Dom Pedro I, que faz a ligação com o Vale do Paraíba, entre outras.
A malha viária permitiu uma densa ocupação urbana, organizada em torno de algumas cidades de portes médio e grande, revelando processos de conurbação já consolidados ou emergentes.
As especificidades dos processos de urbanização e industrialização ocorridos na Região provocaram mudanças muito visíveis na vida das cidades. De um lado, acarretaram desequilíbrios de natureza ambiental e deficiências nos serviços básicos. De outro, geraram grandes potencialidades e oportunidades em função da base produtiva (atividades modernas, centros de tecnologia, etc.).
Nesse cenário, cidades médias passaram a conviver com problemas típicos de cidades grandes. A proliferação de favelas, violência e pobreza revelam um padrão de crescimento bastante perverso, que aprofunda as desigualdades sociais.
Apesar dos problemas sociais, a Região Metropolitana de Campinas é a quarta colocada entre as regiões metropolitanas brasileiras de maior IDH, com a melhor posição entre as regiões metropolitanas paulistas, segundo dados do PNUD.[4]
A Região Metropolitana de Campinas possui veículos de comunicação que abrangem as 19 cidades.
| Município | Área[1] | População (2007)[2][3] |
PIB (2005)[6] |
IDH-M (2000)[4][10] |
|---|---|---|---|---|
| Americana | 134 | 199.094 | 4.318.740.000 | 0,840 elevado |
| Artur Nogueira | 178 | 39.457 | 298.623.000 | 0,796 médio |
| Campinas | 796 | 1.039.297 | 20.620.766.000 | 0,852 elevado |
| Cosmópolis | 155 | 53.561 | 544.736.000 | 0,799 médio |
| Engenheiro Coelho | 110 | 12.729 | 115.772.000 | 0,792 médio |
| Holambra | 64 | 9.111 | 322.619.000 | 0,827 elevado |
| Hortolândia | 62 | 190.781 | 2.851.580.000 | 0,790 médio |
| Indaiatuba | 311 | 173.508 | 3.414.342.000 | 0,829 elevado |
| Itatiba | 323 | 91.479 | 1.961.993.000 | 0,828 elevado |
| Jaguariúna | 142 | 36.804 | 3.045.284.000 | 0,829 elevado |
| Monte Mor | 241 | 42.824 | 767.455.000 | 0,783 médio |
| Nova Odessa | 73 | 45.625 | 836.467.000 | 0,826 elevado |
| Paulínia | 139 | 73.014 | 6.416.467.000 | 0,847 elevado |
| Pedreira | 110 | 38.152 | 411.664.000 | 0,810 elevado |
| Santa Bárbara d'Oeste | 271 | 184.318 | 2.513.221.000 | 0,819 elevado |
| Santo Antônio de Posse | 154 | 19.824 | 272.776.000 | 0,790 médio |
| Sumaré | 153 | 228.696 | 4.832.404.000 | 0,800 elevado |
| Valinhos | 149 | 97.814 | 2.170.066.000 | 0,842 elevado |
| Vinhedo | 82 | 57.435 | 2.349.479.000 | 0,857 elevado |
| Total | 3.647 | 2.633.523 | 58.064.454.000 | 0,835 elevado |