| Estado | |
|---|---|
| Lei | Lei Complementar do Brasil nº 14 de 1973 |
| Data da criação | 8 de junho de 1973 |
| Número de municípios | 13 |
| Cidade sede | Fortaleza |
| Características geográficas | |
| Área | 4.872 km² |
| População | 3.517.275 hab. (BR: 7ª) - est. IBGE/2008 [1][2] |
| Densidade | 721,9 hab./km² |
| Indicadores | |
| IDH médio | 0,767 (BR: 22ª) médio PNUD/2000 [3] |
| PIB | R$ 25.756.993 mil IBGE/2005 [4] |
| PIB per capita | R$ 6.619,33 2004 |
A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), também conhecida como Grande Fortaleza, está localizada no estado brasileiro do Ceará. Foi criada pela Lei Complementar Federal nº 14, de 8 de junho de 1973, que instituía, também, outras regiões metropolitanas no país. Formada inicialmente por apenas cinco cidades (Fortaleza, Caucaia, Maranguape, Pacatuba e Aquiraz), formava uma massa populacional de aproximadamente 1 milhão de habitantes. Em 1986, Maracanaú, também por lei federal, passou a fazer parte da RMF. Em 1991 foram adicionados mais dois municípios, Eusébio e Guaiúba. A partir de 1999, mais cinco cidades passaram a integrar a região metropolitana: Itaitinga, Chorozinho, Pacajus, Horizonte e São Gonçalo do Amarante. Com 3.435.456 habitantes[1], é a terceira maior região metropolitana do Nordeste e a sétima do Brasil, tendo como área de influência todo o estado do Ceará, o oeste do Rio Grande do Norte, o centro-norte do Piauí, o leste do Maranhão e a região da divisa CE/PE.
Atualmente, com mais que o triplo da população inicial e mais que o dobro de municípios, a principal dificuldade é a integração das cidades. O transporte coletivo ainda é muito caro e pouco abrangente. Quase a totalidade dos equipamentos urbanos concentram-se ainda em Fortaleza. É a 117ª maior área metropolitana do mundo (projeções para 2008).[5]
Índice |
Em 1975 foi criada pelo Governo do Ceará a Autarquia da Região Metropolitana de Fortaleza (Aumef). A Aumef tinha por objetivo desenvolver e integrar os municípios de acordo com os planos da lei federal que criou as nove primeiras regiões metropolitanas no Brasil. Durante os primeiros anos, a Aumef foi a responsável pelo plano diretor das cidades da RMF, elaborando um plano geral de desenvolvimento urbano integrado de toda a área metropolitana. As principais obras realizadas pela Aumef foram a construção do anel viário interligando todas a estradas de acesso ao municípios periférios e o alargamento das BRs de acesso a Fortaleza (116 e 222). Os primeiros planos do metrô para Fortaleza surgiram durante a existência da autarquia, extinta em 1991.
Durante a década de 1990 não houve uma ação política voltada para a integração das cidades metropolitanas. Somente em 1997 a RMF volta ao debate na mídia com a criação da ONG Planefor que foi apoiada pelo Centro Industrial do Ceará para realizar ações de planejamento da Metrópole. Mesmo assim, sem força política nem presença na mídia local, o Planefor não tem se mostrado alternativa para o desenvolvimento da região e os municípios envolvidos.
As rodovias integram os municípios da RMF constituindo o sitema rodoviário, principal transporte utilizado pelas populações dos municípios, com especial atenção para o transporte "alternativo". As principais estradas estaduais são: CE-040 e CE-025 passando por Eusébio, Aquiraz e seu litoral, onde existe um complexo turístico, com destaque para o Beach Park; CE-060 passando por Maracanaú e Pacatuba; CE-065 até Maranguape; a CE-090 com acesso ao litoral de Caucaia; a CE-085 até o município de São Gonçalo do Amarante; a estrada CE-350 liga Pacatuba a Itaitinga; a CE-422 que dá acesso ao Porto do Pecém.
As rodovias federais são: BR-116, que está sendo duplicada do Anel Viário de Fortaleza até o município de Horizonte; BR-222 que dá acesso a Caucaia; Anel Viário ou BR-020 que faz a interligação da CE-040 com a BR-116, a CE-060, a CE-065, a BR-020 e a BR-222.
O Metrofor interligará Fortaleza às duas principais cidades da RMF (Caucaia e Maracanaú), além de Pacatuba e Maranguape. São também as duas mais populosas, depois de Fortaleza. O sistema tem origem no transporte de passageiros pelos trens da CBTU, surgido no período de implantação e desenvolvimento das regiões metropolitanas no Brasil.
Diferentemente de outras cidades do Brasil que passaram por mudanças no sistema aeroportuário, (com a construção de aeroportos em municípios próximos às capitais), o Aeroporto de Fortaleza foi reformado e recebeu um novo terminal, maior que o anterior, de modo a manter o tráfego aéreo sobre a cidade e a concentração de grandes equipamentos em Fortaleza.
Ao contrário do que aconteceu com o aeroporto, o Porto do Pecém, construído no município de São Gonçalo do Amarante, abrigará um complexo industrial baseado na Siderúrgica do Ceará, em processo de implantação no município de Caucaia. Os investimentos permitirão a expansão da economia da região metropolitana de modo mais equilibrado. O turismo e a expansão imobiliária são os principais mercados dos municípios com litoral (São Gonçalo, Caucaia e Aquiraz). Existem projetos de "resorts" e complexos turísticos nestes litorais, os quais, a se concretizarem, poderão melhorar o equilíbrio destas cidades com relação a Fortaleza.
| Município | Anexado em | Legislação | População[1][2] | IDH[6] | PIB[4] |
|---|---|---|---|---|---|
| Fortaleza | 8 de junho de 1973 | LCF 14/73 | 2.473.614 | 0,786 | 19.734.557.000 |
| Caucaia | 8 de junho de 1973 | LCF 14/73 | 326.811 | 0,721 | 1.036.992.000 |
| Aquiraz | 8 de junho de 1973 | LCF 14/73 | 70.439 | 0,670 | 353.360.000 |
| Pacatuba | 8 de junho de 1973 | LCF 14/73 | 70.018 | 0,542 | 198.255.000 |
| Maranguape | 8 de junho de 1973 | LCF 14/73 | 108.525 | 0,736 | 476.804.000 |
| Maracanaú | 16 de abril de 1986 | LCF 52/86 | 199.808 | 0,736 | 2.196.620.000 |
| Eusébio | 5 de agosto de 1991 | LE. 11.845 | 40.426 | 0,684 | 577.395.000 |
| Guaiúba | 5 de agosto de 1991 | LE. 11.845 | 23.502 | 0,652 | 36.215.000 |
| Itaitinga | 29 de dezembro de 1999 | LCE 18/99 | 32.382 | 0,680 | 90.601.000 |
| Chorozinho | 29 de dezembro de 1999 | LCE 18/99 | 18.770 | 0,633 | 52.800.000 |
| Pacajus | 29 de dezembro de 1999 | LCE 18/99 | 58.281 | 0,678 | 366.960.000 |
| Horizonte | 29 de dezembro de 1999 | LCE 18/99 | 52.488 | 0,679 | 504.107.000 |
| São Gonçalo do Amarante | 29 de dezembro de 1999 | LCE 18/99 | 42.311 | 0,639 | 132.327.000 |
| TOTAL | 3.517.275 | 0,767[3] | 25.756.993.000 |