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Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) :: Directory - All you ever wanted to know about Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)

Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)

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Nota: Esta página é sobre o município do Rio de Janeiro. Se procura pelo estado do qual esta cidade é capital, consulte Rio de Janeiro.

Município do Rio de Janeiro
Enseada de Botafogo
"Cidade Maravilhosa"
"Rio"
Brasão do Rio de Janeiro
Bandeira do Rio de Janeiro
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário 1° de março
Fundação 1 de Março de 1565 (443 anos)
Gentílico carioca
Lema
Prefeito(a) Cesar Maia (DEM)
Localização
Localização de Rio de Janeiro
22° 54' 10" S 43° 12' 28" O22° 54' 10" S 43° 12' 28" O
Estado Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008 [1]
Microrregião Rio de Janeiro IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Duque de Caxias, Itaguaí, Seropédica, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu e São João de Meriti
Distância até a capital 1.161 quilômetros
Características geográficas
Área 1.182 km²
População 6.161.047 hab. (RJ: 1º) - est. IBGE/2008 [2]
Densidade 5.212,4 hab./km²
Altitude 0 a 380 metros
Clima Tropical Atlântico Aw
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,842 (RJ: 2º) - elevado PNUD/2000 [3]
PIB R$ 118.979.752 mil (BR: 2º) - IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 19.524,00 IBGE/2005 [4]

O Rio de Janeiro, capital do estado homônimo, é a segunda maior metrópole do Brasil, situada no Sudeste do país. Cidade brasileira mais conhecida no exterior[5][6] e maior rota do turismo internacional no Brasil,[7] funciona como um "espelho", ou "retrato" nacional, seja positiva ou negativamente.

É um dos principais centros econômicos, culturais e financeiros do país, sendo internacionalmente conhecida por diversos ícones culturais e paisagísticos, como o Pão de Açúcar, a estátua do Cristo Redentor (uma das sete maravilhas do mundo moderno), as praias dos bairros de Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca (entre outros), o Estádio do Maracanã, o Estádio Olímpico João Havelange, a floresta da Tijuca, a Quinta da Boa Vista, a ilha de Paquetá, o Réveillon de Copacabana e o Carnaval.

Representa o segundo maior PIB do país[8] (e o 30º maior do mundo[9]), estimado em cerca de R$ 119 bilhões (IBGE/2005),[4] e é sede das duas maiores empresas brasileiras – a Petrobras e a Vale, e das principais companhias de petróleo e telefonia do Brasil, além do maior conglomerado de empresas de mídia e comunicações da América Latina, as Organizações Globo.[10] Contemplado por grande número de universidades e institutos, é o segundo maior pólo de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, responsável por 17% da produção científica nacional – segundo dados de 2005.[11]

Foi capital do Brasil Colônia a partir de 1763, capital do Império Português na época das invasões de Napoleão, capital do Império do Brasil, e capital da República até a inauguração de Brasília, na década de 1960. É também conhecida por Cidade Maravilhosa, e aquele que nela nasce é chamado de carioca.

Índice

História

Primeiro brasão da cidade (1565-1826).

Descoberta

A baía de Guanabara, à margem da qual a cidade se organizou, foi descoberta pelo explorador português Gaspar de Lemos em 1º de janeiro de 1502. Embora se afirme que o nome Rio de Janeiro tenha sido escolhido em virtude de os portugueses acreditarem tratar-se a baía da foz de um rio, na verdade, à época, não havia qualquer distinção de nomenclatura entre rios, sacos e baías – motivo pelo qual foi o corpo d'água corretamente designado como rio. Os franceses estabeleceram-se na região em 1555 e foram expulsos pelos portugueses em 1567.[livro 1]

Período francês

Ver artigo principal: França Antártica

Em 1º de novembro de 1555, os franceses, capitaneados por Nicolas Durand de Villegagnon, apossaram-se da baía da Guanabara, estabelecendo uma colônia na ilha de Sergipe (atual ilha de Villegagnon).[livro 1] Ali ergueram o Forte Coligny, enquanto consolidavam alianças com os Tamoios e Tupinambás. Foi também com o auxílio dos povos autóctones que os portugueses atacaram e destruíram este agrupamento em 1560.[livro 1]

Período colonial

Sobrados do Largo do Boticário, no bairro do Cosme Velho, que ainda conserva muitos elementos do Período Imperial em sua arquitetura.

Persistindo a presença francesa na região, os portugueses, sob o comando de Estácio de Sá, desembarcaram num istmo entre o morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar, fundando, a 1 de março de 1565, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.[livro 1] Uma vez conquistado o território, em uma pequena praia protegida pelo Pão de Açúcar edificaram uma fortificação de faxina e terra, o embrião da Fortaleza de São João.[livro 1]

A expulsão e derrota definitiva dos franceses e seus aliados indígenas, no entanto, só se deu em janeiro de 1567.[livro 1] A vitória de Estácio de Sá, subjugando elementos remanescentes franceses (os quais, aliados aos tamoios, dedicavam-se ao comércio e ameaçavam o domínio português na costa do Brasil), garantiu a posse do Rio de Janeiro, rechaçando a partir daí novas tentativas de invasões estrangeiras e expandindo, à custa de guerras, seu domínio sobre as ilhas e o continente.[livro 1] A povoação foi refundada no alto do morro do Castelo (completamente arrasado em 1922), no atual centro histórico da cidade. O novo povoado marca, de fato, o começo da expansão urbana.[livro 1]

Durante quase todo o século XVII a cidade acenou com um desenvolvimento lento.[livro 1] Uma rede de pequenas ruelas conectava entre si as igrejas, ligando-as ao Paço e ao Mercado do Peixe, à beira do cais. A partir delas, nasceram as principais ruas do atual centro.[livro 1] Com cerca de 30 mil habitantes na segunda metade do século XVII, o Rio de Janeiro tornara-se a cidade mais populosa do Brasil, passando a ter importância fundamental para o domínio colonial.[livro 1]

Essa importância tornou-se ainda maior com a exploração de jazidas de ouro em Minas Gerais, no século XVIII: a proximidade levou à consolidação da cidade como proeminente centro portuário e econômico. Em 1763, o ministro português Marquês de Pombal transferiu a sede da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro.[livro 1]

A vinda da corte portuguesa, em 1808, marcaria profundamente a cidade, então convertida no centro de decisão do Império Português, debilitado com as guerras napoleônicas. Após a Abertura dos Portos, tornou-se um proeminente centro comercial. Nos primeiros decênios, foram criados diversos estabelecimentos de ensino, como a Academia Militar, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios e a Academia Imperial de Belas Artes, além da Biblioteca Nacional – com o maior acervo da América Latina[12] – e o Jardim Botânico. O primeiro jornal impresso do Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro,[13] entrou em circulação nesse período. Foi a única cidade no mundo a sediar um império europeu fora da Europa.[livro 1]

Foi a capital do Brasil de 1763 a 1960, quando o governo transferiu-se para Brasília. Atualmente é a segunda maior cidade do país, depois de São Paulo. Entre 1808 e 1815, foi capital do Reino de Portugal e dos Algarves, como era oficialmente designado Portugal na época. Entre 1815 e abril de 1821, sediou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, após elevação do Brasil a parte integrante do Reino Unido.[livro 1]

Período imperial

Hotel Copacabana Palace, construído entre 1919 e 1923.
Planta da zona da enseada de Botafogo na década de 1970: diversas obras já modificaram o traçado urbanístico desde então.

Após a independência, a cidade tornou-se a capital do Império do Brasil, enquanto a província enriquecia com a agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba.[livro 1] De modo a separar a província da capital do Império, a cidade foi convertida, no ano de 1834, em Município Neutro, passando a província do Rio de Janeiro a ter Niterói como capital.[livro 1]

Como centro político do país, o "Rio" concentrava a vida político-partidária do império. Foi palco principal dos movimentos abolicionista e republicano na metade final do século XIX.[livro 1] Durante a República Velha, com a decadência de suas áreas cafeeiras, o estado perde força política para São Paulo e Minas Gerais.[livro 1]

Período republicano

Com a Proclamação da República, nas últimas décadas do século XIX e início do XX, o Rio de Janeiro enfrentava graves problemas sociais advindos do crescimento rápido e desordenado. Com o declínio do trabalho escravo, a cidade passara a receber grandes contingentes de imigrantes europeus e de ex-escravos, atraídos pelas oportunidades que ali se abriam ao trabalho assalariado.[livro 1] Entre 1872 e 1890, sua população duplicou, passando de 274 mil para 522 mil habitantes.[livro 1]

O aumento da pobreza agravou a crise habitacional, traço constante na vida urbana do Rio desde meados do século XIX. O epicentro dessa crise era ainda, e cada vez mais, o miolo central – a Cidade Velha e suas adjacências –, onde se multiplicavam as habitações coletivas e eclodiam as violentas epidemias de febre amarela, varíola, cólera-morbo, que conferiam à cidade fama internacional de porto sujo.[livro 1]

Muitas campanhas de erradicação, perpetradas pelos governos da época, não foram bem recebidas pela população carioca. Houve muitas revoltas populares, entre elas, a Revolta da Vacina, de 1904, que também teve como causa a tomada de medidas impopulares, como as reformas urbanas do centro, executadas pelo engenheiro Pereira Passos.[livro 1] Vários cortiços foram demolidos e, a população pobre da região central, deslocada para as encostas de morros, na zona portuária e no Caju, sobretudo os morros da Saúde e da Providência.[livro 1] Tais povoamentos cresceram de maneira desordenada, dando início ao processo de favelização (ainda não muito preocupante na época) – o que não impediu a adoção de várias outras reformas urbanas e sanitárias que modificaram a imagem da então capital da República. Data desse período a abertura do Theatro Municipal e da avenida Rio Branco, com os edifícios inspirados em elementos da Belle Époque parisiense, e a inauguração, em 1908, do Bondinho do Pão de Açúcar, um dos marcos da engenharia brasileira, em comemoração aos 100 anos da Abertura dos Portos.

A ocupação da atual zona sul efetivou-se com a abertura do Túnel Velho, que fazia a conexão entre Botafogo e Copacabana. O surgimento do Copacabana Palace, em 1923, consagrou, definitivamente, o processo de ocupação e o turismo na região, que experimentou uma explosão demográfica. O Cristo Redentor seria inaugurado em 1931, tornando-se um dos cartões-postais do Rio e do Brasil.

Após a transferência da Capital Federal para Brasília em 1960, o Rio foi transformado numa cidade-estado com o nome de Guanabara. Em 15 de março de 1975 ocorreu a fusão com o antigo estado do Rio de Janeiro e, em 23 de julho, foi promulgada a Constituição do Rio de Janeiro.[livro 1]

Em 1992, sediou a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUCED), mais conhecida como Rio-92, ou ECO-92 – a primeira reunião internacional de peso a se realizar após o fim da Guerra Fria, com a presença de delegações de 175 países.

Foi sede dos Jogos Pan-Americanos de 2007, ocasião à qual realizou investimentos em estruturas esportivas (incluindo a construção do novo Estádio João Havelange) e nas áreas de transportes, segurança pública e infra-estrutura urbana.

Geografia

Relevo

A cidade ocupa a margem ocidental da baía de Guanabara e algumas de suas respectivas ilhas (como Governador e Paquetá), e desenvolveu-se sobre estreitas planícies aluviais comprimidas entre montanhas e morros.[livro 2] A serra do Mar, rebordo do planalto Atlântico, ergue-se a noroeste, distando cerca de 40 quilômetros do litoral, e divisa a metrópole do interior.[livro 2]

A Pedra da Gávea, uma das maiores elevações rochosas da cidade, é o maior bloco de pedra à beira-mar do planeta,[14] com 842 metros de altitude.[14]

O Rio de Janeiro está assentado sobre três grandes maciços:[livro 2] o da Pedra Branca, que atravessa a cidade no sentido leste-oeste (onde se encontra o ponto culminante do município, o pico da Pedra Branca, de 1.024 metros[15]); o de Gericinó, ao norte (com o pico do Guandu, de 900 metros); e o da Tijuca ou da Carioca, sobre o qual irrompem morros e picos, alguns cobertos por exuberante vegetação, de grande interesse turístico: o pico da Tijuca (1.022 m),[16] o Bico do Papagaio (975 m), o Andaraí (900 m), a Pedra da Gávea (842 m),[14] o Corcovado (704 m), o Dois Irmãos (533 m) e o Pão de Açúcar (395 m), que se encontra à entrada da baía.

Seu litoral tem 197 quilômetros de extensão, inclui mais de 100 ilhas que ocupam 37 km², e desdobra-se em três partes, voltadas à baía de Sepetiba, ao oceano Atlântico e à baía de Guanabara.[livro 2] O litoral da baía de Sepetiba tem como único acidente geográfico de expressão a Restinga da Marambaia, e é arenoso, baixo e pouco recortado.[livro 2] O litoral da baía de Guanabara é recortado, baixo, abarca muitas ilhas (como a do Governador, de 29 km², local do Aeroporto Internacional do Galeão) e, em suas margens, situam-se o centro comercial e os subúrbios industriais.[livro 2] O litoral Atlântico expressa alternâncias consideráveis, apresentando-se ora alto, quando em contato com as ramificações costeiras dos maciços da Pedra Branca e da Tijuca, ora baixo, trecho pelo qual se estendem as praias de Copacabana, Ipanema, Leblon, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, todas integradas à paisagem urbana.[livro 2]

Vista da enseada de Botafogo, com a marina do Iate Clube do Rio de Janeiro (ao centro) e o morro do Pão de Açúcar, à direita: um dos principais cartões-postais do Brasil.
Vista da enseada de Botafogo, com a marina do Iate Clube do Rio de Janeiro (ao centro) e o morro do Pão de Açúcar, à direita: um dos principais cartões-postais do Brasil.

Diversas lagoas, como as da Tijuca, Marapendi, Jacarepaguá e Rodrigo de Freitas formaram-se nas baixadas, muitas de terreno pantanoso a ainda não completamente drenado.[livro 2]

Clima

Nuvens sobre a estátua do Cristo Redentor: uma das imagens brasileiras mais conhecidas no mundo.

O clima é classificado como tropical atlântico (Aw), segundo o modelo de Köppen, e a média anual das temperaturas é de 23,1°C.[17]

Por se tratar de uma cidade litorânea, o efeito da maritimidade é bastante perceptível, traduzindo-se em amplitudes térmicas relativamente baixas. A média anual das temperaturas médias máximas mensais é 26,1°C, e das médias mínimas mensais, 20°C.[17] Já as médias anuais das temperaturas máximas e mínimas absolutas aferidas em cada mês ficam, respectivamente, em 36,2°C e 13,8°C.[17] Julho é o mês mais frio, com médias máxima e mínima de 24°C e 17°C, e janeiro, o mais quente (29°C e 23°C).[17]

Os verões são marcados por dias quentes e úmidos, eventualmente suplantando a barreira dos 40°C em pontos isolados, enquanto os invernos apresentam-se amenos e com regime de chuvas mais restrito, com mínimas raramente inferiores a 10°C. De modo geral, o ano pode ser dividido em duas estações: uma, relativamente quente e chuvosa, e outra, de temperaturas amenas; desta forma, primavera e outono agregam-se às características das demais, tratando-se mais de intervalos de transição do que estações propriamente definidas. Até hoje, o recorde oficial de menor temperatura já registrada deu-se no Campo dos Afonsos (4,8°C), em julho de 1928, e o de maior, em Bangu (43,2°C), em janeiro de 1984.[17]

Devido à altíssima concentração de edifícios nas regiões urbanas centrais, mais afastadas do litoral, é comum o surgimento de ilhas de calor, com termômetros superando a marca dos 40°C nos meses mais quentes do ano. Nessas áreas e em outras, é possível verificar disparidades de alguns graus centígrados com relação às zonas costeiras, em razão das brisas marítimas.

Tabela climática do Rio de Janeiro[17]
Temperatura
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Média
M. T. máximas absolutas (°C) 39 37 36 34 35 32 33 34 38 39 38 39 36,2
M. T. médias máximas (°C) 29 29 28 27 25 24 24 24 24 25 26 28 26,1
M. T. médias mínimas (°C) 23 23 22 21 19 18 17 18 18 19 20 22 20
M. T. mínimas absolutas (°C) 16 17 18 16 13 11 11 12 10 14 15 13 13,8
Precipitação
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total
Total mm 125 122 130 107 79 53 41 43 66 79 104 137 1086
Dias chuvosos
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total
Total 13 11 12 10 10 7 7 7 11 13 13 14 128
Umidade relativa do ar
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Média
% (Antes do meio-dia) 82 84 87 87 87 87 86 84 84 83 82 82 84,6
% (Após o meio-dia) 70 71 74 73 70 69 68 66 72 72 72 72 70,8
Dados referentes ao período 1961-1990.

O volume pluviométrico acumulado anual é de 1.086 mm.[17] As chuvas concentram-se nos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março, tornando-se mais esparsas no período de junho a agosto.[17] Abril e novembro apresentam números razoáveis, ainda que menores que os dos meses de maior pluviosidade. Em cerca de um terço dos dias (128), chove.[17] Os meses de outubro, novembro e janeiro têm, em média, 13 dias nos quais se verifica a ocorrência de precipitações; dezembro, 14; fevereiro e setembro, 11; e junho, julho e agosto, 7.[17] Todavia, o maior volume é observado em dezembro (137 mm), janeiro (125 mm), fevereiro (122 mm) e março (130 mm).[17] Temporais não são incomuns no verão, os quais invariavelmente ocasionam vítimas, fatais ou não, sendo o motivo maior os deslizamentos nas encostas da cidade.

A umidade relativa do ar denota índices aceitáveis durante todo o ano. A média no período que antecede o meio-dia fica em 84,6% e, após às doze horas, 70,8%.[17] Junho, julho e agosto apresentam os menores percentuais no período vespertino: 69, 68 e 66%, respectivamente.[17]

Parques e espaços públicos

A cidade conta com importantes parques e reservas ecológicas, como o Parque Nacional da Tijuca, o Parque Estadual da Pedra Branca, o Complexo da Quinta da Boa Vista e o Jardim Botânico (o mais antigo do Brasil[18]), entre outros.

Principais parques

Ver artigo principal: Parque Nacional da Tijuca

De propriedade da União, o Parque Nacional da Tijuca é um monumento público natural destinado à preservação de espécies faunísticas e florísticas. Inicialmente com o nome de Parque Nacional do Rio de Janeiro, foi criado pelo Governo Federal em 6 de julho de 1961, numa área que hoje corresponde a 3.972 hectares.[19] Abriga uma biota de grande riqueza em quase toda sua extensão, abrangendo as regiões mais elevadas e pitorescas da cidade – inclusive a floresta da Tijuca, replantada artificialmente no século XIX a mando de D. Pedro II. Entre os pontos turísticos do Parque, grutas, trilhas e cachoeiras, encontram-se marcos famosos da cidade, como a Pedra da Gávea, o Corcovado e o pico da Tijuca (ponto culminante da reserva, elevando-se 1.022 metros acima do nível do mar).[16] De relevo montanhoso, inclui áreas do maciço da Tijuca. Foi considerado Patrimônio Ambiental e Reserva da Biosfera pela UNESCO, em 1991.

Vista parcial do Parque Nacional da Tijuca.
Palmeiras Imperiais da Aléia Barbosa Rodrigues, no Jardim Botânico.

O Jardim Botânico foi fundado em 13 de junho de 1808 pelo então Príncipe-Regente de Portugal, D. João. A empreitada tinha por objetivo aclimatar o terreno da antiga fábrica de pólvora (anteriormente ocupado pelo Engenho Rodrigo de Freitas) ao cultivo de gêneros produtores de especiarias das Índias Orientais. Atualmente, desenvolve trabalhos teóricos e empíricos em diversos setores da Botânica, além de catalogar e estudar a vegetação brasileira e suas relações com o meio, e o comportamento de espécies exóticas ou indígenas. Em área aberta à visitação pública, a instituição mantém coleções de plantas vivas destinadas a pesquisa, que englobam mais de 6.500 espécies, algumas em estufas (ou ameaçadas de extinção). O Jardim compreende ainda fragmentos inteiramente preservados de Mata Atlântica, monumentos de valor histórico, artístico e arqueológico, e um importante centro de pesquisa, que inclui a mais completa biblioteca do país especializada em Botânica, com mais de 32 mil volumes (maior banco de dados do mundo sobre a Mata Atlântica).[20] Em 1991, foi considerado pela UNESCO uma Reserva da Biosfera, e rebatizado como "Instituto de Pesquisas Jardim Botânico" em 1998. Finalmente, em 2002, tornou-se uma autarquia.

Ver artigo principal: Complexo da Quinta da Boa Vista

Destaca-se ainda o Complexo da Quinta da Boa Vista, parque público de grande valor histórico e cultural, no bairro de São Cristóvão. Suas dependências abrigam o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro e o Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, instalado no antigo "Paço de São Cristóvão", um magnífico palácio em estilo neoclássico, utilizado como residência da família imperial brasileira no século XIX. Atualmente, o Museu encontra-se sob administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e é um dos mais importantes do gênero na América Latina, tanto pela quantidade, quanto pela qualidade de suas coleções. O Paço abriga a exposição de um dos maiores acervos das Américas de animais empalhados, minerais, coleções de insetos, utensílios indígenas, múmias egípcias e sul-americanas, meteoritos, fósseis e achados arqueológicos. O edifício, que obedece às linhas do Rococó Barroco, é composto de três partes: a Casa do Trem (posteriormente renomeada Casa da Ordem), construída em 1762; o corpo do verdadeiro Arsenal de Guerra, datado de 1822; e o Anexo, de 1835. No Arsenal de Guerra, desde o final do século XVIII até os primeiros tempos da República, armas, munições e demais petrechos bélicos foram ali produzidos, com ênfase para a primeira fabricação de bronze no Brasil – trabalho de Mestre Valentim.

O Jardim Zoológico do Rio foi o primeiro zoológico nacional, inaugurado em 1888 por João Batista Viana Drummond (o Barão de Drummond) no bairro de Vila Isabel, em um terreno com riachos, lagos artificiais e uma extensa coleção de animais.[21] No entanto, em virtude das iminentes dificuldades financeiras, seus portões foram fechados em 1940. Em 18 de março de 1945, foi reinaugurado no Parque da Quinta da Boa Vista, onde se encontra até hoje. O zoológico carioca ocupa lugar de destaque na memória histórica do país. Certamente, uma das imagens mais marcantes é o imponente portão construído em sua entrada (oferecido como presente de casamento a D. Pedro I e à futura Imperatriz Leopoldina, por um nobre inglês), o qual pode ser visto na paisagem de algumas telas pintadas durante o Período Imperial. Em 1985, foi convertido na Fundação RIOZOO, mudança que propiciou certa agilidade administrativa e encetou um vigoroso processo de modernização, transformando-o em uma respeitada instituição de pesquisa e educação ambiental, reconhecida no Brasil e no exterior.[21]

Ver artigo principal: Parque Estadual da Pedra Branca

Localizado na zona oeste, o Parque Estadual da Pedra Branca abriga o ponto culminante do Rio de Janeiro: o pico da Pedra Branca, de 1.024 metros.[15] Constitui o maior parque ecológico da cidade e a maior floresta urbana do mundo,[22][23] com uma área total de 12.500 hectares[22] – cerca de 10% do território municipal. É encoberto por vegetação típica da Mata Atlântica (cedros, jacarandás, jequitibás e ipês), a qual serve de abrigo a uma generosa fauna composta por jaguatiricas, preguiças-de-coleira, tamanduás-mirins, pacas, tatus e cotias. Além do variado patrimônio natural, dispõe de algumas construções de interesse cultural e turístico, como um antigo aqueduto, represas, ruínas de sedes de antigas fazendas, e o pórtico e a subsede do Pau da Fome, em Jacarepaguá – principal via acesso à região, com projeto de autoria de José Zanine Caldas. Nas cercanias do Parque, encontra-se o Museu Nise da Silveira, na Colônia Juliano Moreira.

Ver artigo principal: Passeio Público

Em pleno centro da cidade, o Passeio Público é um parque ajardinado, projetado e parcialmente executado por Valentim da Fonseca e Silva. Foi o primeiro parque público das Américas, construído no século XVIII. Com inspiração no Passeio Público de Lisboa, e seguindo o estilo francês, surgiram as alamedas retas, que se cruzavam ortogonalmente, e outras formando diagonais, ostentando elementos decorativos também criados pelo artista, como chafarizes, estátuas e pavilhões. Em 1864, a pedido do Imperador D. Pedro II, teve o traçado dos jardins alterado pelo paisagista francês Auguste François Marie Glaziou no sentido romântico, com aléias curvas e sinuosas, lagos e pontes. Após sucessivas intervenções ao longo do século passado, em 2004 passou por uma ampla reforma para devolver o traçado original de Glaziou. Da decoração original de Mestre Valentim restaram o conjunto do Chafariz do Menino, em ferro (1783), e a Fonte dos Amores, com estátuas de jacarés em bronze. Inclui-se entre os monumentos brasileiros tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Outros parques

Também podem ser elencados:

Estação central da Estrada de Ferro Central do Brasil (D. Pedro II), por volta de 1870.
Pátio do casarão do Parque Henrique Lage, com a floresta e o morro ao fundo.