Warning: fopen(./wiki_cache/1228481388-##-S%C3%A2nscrito.htm) [function.fopen]: failed to open stream: Permission denied in /home/bollydir/public_html/mumbaiforums/pt/content.php on line 302

Warning: stream_set_write_buffer(): supplied argument is not a valid stream resource in /home/bollydir/public_html/mumbaiforums/pt/content.php on line 303

Warning: fwrite(): supplied argument is not a valid stream resource in /home/bollydir/public_html/mumbaiforums/pt/content.php on line 304

Warning: fclose(): supplied argument is not a valid stream resource in /home/bollydir/public_html/mumbaiforums/pt/content.php on line 305

Warning: fopen(./wiki_meta/1228481388-##-S%C3%A2nscrito.htm) [function.fopen]: failed to open stream: Permission denied in /home/bollydir/public_html/mumbaiforums/pt/content.php on line 315

Warning: stream_set_write_buffer(): supplied argument is not a valid stream resource in /home/bollydir/public_html/mumbaiforums/pt/content.php on line 316

Warning: fwrite(): supplied argument is not a valid stream resource in /home/bollydir/public_html/mumbaiforums/pt/content.php on line 317

Warning: fclose(): supplied argument is not a valid stream resource in /home/bollydir/public_html/mumbaiforums/pt/content.php on line 318

Warning: fopen(./wiki_cache/1228481388-##-S%C3%A2nscrito.htm) [function.fopen]: failed to open stream: Permission denied in /home/bollydir/public_html/mumbaiforums/pt/content.php on line 302

Warning: stream_set_write_buffer(): supplied argument is not a valid stream resource in /home/bollydir/public_html/mumbaiforums/pt/content.php on line 303

Warning: fwrite(): supplied argument is not a valid stream resource in /home/bollydir/public_html/mumbaiforums/pt/content.php on line 304

Warning: fclose(): supplied argument is not a valid stream resource in /home/bollydir/public_html/mumbaiforums/pt/content.php on line 305

Warning: fopen(./wiki_meta/1228481388-##-S%C3%A2nscrito.htm) [function.fopen]: failed to open stream: Permission denied in /home/bollydir/public_html/mumbaiforums/pt/content.php on line 315

Warning: stream_set_write_buffer(): supplied argument is not a valid stream resource in /home/bollydir/public_html/mumbaiforums/pt/content.php on line 316

Warning: fwrite(): supplied argument is not a valid stream resource in /home/bollydir/public_html/mumbaiforums/pt/content.php on line 317

Warning: fclose(): supplied argument is not a valid stream resource in /home/bollydir/public_html/mumbaiforums/pt/content.php on line 318
Sânscrito :: Directory - All you ever wanted to know about Sânscrito

Sânscrito

All you want to know about Sânscrito

Sânscrito (संस्कृतम् saṃskṛtam)
Falado em: Ásia
Região: Índia e algumas outras áreas da Ásia Meridional, partes do Sudeste da Ásia
Total de falantes: 6 106 nativos (1981);

194 433 segunda língua (1961)

Família: Indo-européia
 Indo-ariana
  Sânscrito
Estatuto oficial
Língua oficial de: Índia (uma as línguas oficiais)
Códigos de língua
ISO 639-1: sa
ISO 639-2: san
ISO 639-3: san

O Sânscrito (संस्कृत; em devanagari, pronuncia-se saṃskṛtā) é uma língua clássica da Índia, uma língua litúrgica do Hinduísmo, Budismo, Jainísmo, e uma das 23 línguas oficiais Índia influenciou praticamente todos os idiomas ocidentais. O alfabeto original do sânscrito é o devanagari, um composto bahuvrīhi formado pelas palavras deva ("deus") e nāgarī ("cidade"), que significa "a escrita da cidade dos deuses".

É uma das línguas mais antigas da família Indo-Européia. Sua posição nas culturas do sul e sudeste asiático é comparável ao latim e o grego na Europa e foi uma Proto-linguagem, pois influenciou diversas outras línguas modernas. Ela aparece em forma pré-clássica como o Sânscrito Védico, sendo o idioma do Rigveda o mais antigo e bem preservado. Foi desenvolvido inicialmente cerca de 1500 B.C.[1] O Sânscrito Vedico é o mais antigo comprovado, e uma das famílias das línguas das famílias membro da Linguagem Indo Européia.[2]. Sânscrito é também o ancestral das linguagens praticadas da Índia, como o Pali e a Ardhamgadhi. Pesquisadores descobriram e preservam mais documentos em sânscrito do que documentos em latim e grego. Os textos védicos foram escritos em uma forma de sânscrito.

Índice

[editar] História

Manuscrito Devimahatmya em folha de palmeira, na antiga escrita Bhujimol, Bihar ou Nepal, 11th century.

O nome do idioma saṃskṛtam é derivado do particípio passado saṃskṛtaḥ 'feito por si próprio', do verbo saṃ(s)kar- 'fazer-se', formado por saṃ- 'com, junto, auto-' e (s)kar- 'fazer, criar'. No uso moderno, o adjetivo verbal saṃskṛta- passou a significar "culturado", "refinado". A linguagem chamada de saṃskṛtā vāk "a língua dos culturados" tem sempre sido, por definição, um "alto" idioma, usado para discurso religioso e instruído, e contrasta com as linguagens faladas pelo povo. Também é chamado de deva-bhāā, que significa "linguagem dos deuses". A mais antiga gramática do sânscrito conhecida é o Aṣṭādhyāyī ("Gramática de Oito Capítulos") de Pāṇini, aproximadamente do século V a.C.. É essencialmente uma gramática prescritiva, isto é, uma autoridade que define (ao invés de descrever) o sânscrito correto, embora contenha partes descritivas, mais para registrar formas védicas que já haviam caído em desuso no tempo de Panini.

O sânscrito pertence à subfamília indo-iraniana da família indo-européia de línguas. Como tal, é parte do grupo Satem de línguas indo-européias, que também inclui o tronco balto-eslávico.

Quando o termo surgiu na Índia, "sânscrito" não era considerado uma linguagem específica separada das outras, mas uma maneira particularmente refinada ou aperfeiçoada de se falar. Conhecimento de sânscrito era uma marca de classe social e educação, e a linguagem era ensinada principalmente para membros de castas mais altas, através de análise profunda dos gramáticos sânscritos como Pāṇini. Sânscrito, como a linguagem instruída da Índia antiga, assim existiu junto com os prácritos (vernáculos), que evoluíram nas linguagens indo-arianas modernas (hindi, nepali, assamês, marata, concani, urdu, bengali etc.). O sânscrito foi exposto à influência do substrato das línguas dravidianas desde tempos muito antigos[carece de fontes?].

[editar] Sânscrito védico

Ver artigo principal: Sânscrito védico

Sânscrito, como definido por Pāṇini, evoluiu da forma mais antiga, a "védica". Estudiosos geralmente distinguem sânscrito védico e sânscrito clássico ou "paniniano" como dialetos separados. No entanto, são muito similares e só diferem em alguns pontos de fonologia, vocabulário e gramática. O sânscrito clássico é considerado como tendo descendido do sânscrito védico. O sânscrito védico é a linguagem dos Vedas, uma extensa coleção de hinos, encantamentos e discussões religio-filosóficas que são os textos religiosos mais antigos da Índia e da religião hindu. Lingüistas modernos consideram os hinos métricos do Rigveda Samhita os mais antigos, compostos por muitos autores ao longo dos séculos de tradição oral. O fim do período védico é marcado pela composição dos Upanishads, que formam a parte conclusiva do corpus védico nas compilações tradicionais. A hipótese atual sustenta que a forma védica do sânscrito sobreviveu até a metade do primeiro milênio AC. Foi por volta dessa época que o sânscrito começou a transição de uma primeira linguagem a uma segunda linguagem de religião e instrução, marcando o começo do período clássico.[carece de fontes?]

[editar] Sânscrito clássico

Uma forma significante do sânscrito pós-védico é encontrada no sânscrito dos épicos hindus—o Ramayana e o Maabárata. Os desvios de Pāṇini nos épicos são geralmente considerados como sendo por causa da interferência dos prácritos ou "inovações"[3], e não por serem pré-paninianos." Estudiosos tradicionais de sânscrito chamam tais desvios de aarsha (आर्ष), ou "dos rishis", o título tradicional dos autores antigos. Em alguns contextos havia ainda mais "pracritismos" (uso de palavras e expressões da fala comum) que na forma própria do sânscrito clássico. Finalmente, há uma linguagem chamada de "Sânscrito híbrido budista" por estudiosos, que é, na verdade, um prácrito ornamentado com elementos sanscritizados. De acordo com Tiwari ([1995] 2004), houve quatro principais dialetos do sânscrito: paścimottarī (do noroeste, também chamado de setentrional ou ocidental), madhyadeśī (central, lit., "do meio do país"), pūrvi (oriental) e dakṣiṇī (meridional, surgido no período clássico). Os três primeiros são até mesmo registrados nos Brāhmaṇas védicos, de que o primeiro era considerado o mais puro (Kauṣītaki Brāhmaṇa, 7.6).

[editar] Escolaridade européia

A escolaridade européia em sânscrito, iniciada por Heinrich Roth (1620–1668) e Johann Ernst Hanxleden (1681–1731), é considerada responsável pela descoberta da família lingüística indo-européia por Sir William Jones, e teve um papel importante no desenvolvimento da lingüística ocidental.

Sir William Jones, falando com a Asiatic Society em Calcutá (atual Kolkata) em 2 de fevereiro, 1786, disse:

A linguagem Sânscrita, seja qual for sua idade, é de uma linda estrutura; mais perfeita que o Grego, mais copiosa que o Latim, e mais precisamente refinada que os dois, ainda compartilha com ambos uma forte afinidade, tanto nas raízes dos verbos quanto nas formas de gramática, mesmo que possivelmente tenha sido criada por acidente; é, na verdade, tão forte, que nenhum filólogo poderia examinar as três sem acreditar que tenham nascido de uma fonte comum, que, talvez, nem exista mais.[4]

[editar] Sistemas de transliteração para línguas latinas

A prática de transcrever os caractéres sânscritos para a escrita em alfabeto latino chama-se transliteração. Há várias normas vigentes para a transliteração de outras escritas, como o sânscrito, para o alfabeto latino. A transliteração acadêmica, a mais usada na tradução dos textos clássicos para o ocidente, é a IAST (sigla em inglês para International Alphabet of Sanskrit Translation, "alfabeto internacional de transliteração do sânscrito"), que usa diacríticos.

A transcrição ITRANS tem sido a mais usada na internet, e é encontrada em vários sites produzidos na Índia, pelo fato de não usar diacríticos - que não existem em inglês, a língua usada em computação. Em lugar deles, dobra a letra ou usa maiúsculas para indicar a diferença de pronúncia. Isto é possível pelo fato de o sânscrito não possuir letras maiúsculas.

[editar] Pronúncia

Com o advento da internet e o ressurgimento do sânscrito como língua falada, têm surgido cada vez mais sites que ensinam a pronúncia do sânscrito. O uso do som torna desnecessário recorrer a complicados sistemas de transliteração, que costumam gerar discussões bizantinas sobre prosódia e ortoépia, já que se pode aprender a pronunciar cada letra ouvindo-a.

Visite, por exemplo:

  • Avashy Interativo, com testes para você identificar a letra pela pronúncia.
  • Australian National University Ouça a pronúncia ao mesmo tempo em que identifica o som no mapa IPA.
  • Alphabet Mostra a transliteração ITRANS e a pronúncia desta.

[editar] Gramática

[editar] Tradição gramatical

A tradição gramatical do sânscrito (vyākaraṇa, uma das seis disciplinas do Vedanga) começou no início da Índia védica e culminou no Aṣṭādhyāyī de Pāṇini, que consiste de 3990 sutras (ca. século V a.C.). Após um século, Pāṇini (por volta de 400 a.C.) Kātyāyana compôs Vārtikas sobre os sũtras paninianos sũtras. Patañjali, que viveu três séculos após Pānini, escreveu o Mahābhāṣya, o "Grande Comentário" sobre o Aṣṭādhyāyī e Vārtikas. Devido a esses três antigos gramáticos sânscritos, essa gramática é chamada de Trimuni Vyākarana. Para entender o significado dos sutras, Jayaditya e Vāmana escreveram um comentário chamado Kāsikā 600 d.C.. A gramática paniniana é baseada em 14 Shiva sutras (aforismos), onde todo o Mātrika (alfabeto) é abreviado. Essa abreviação é chamada de Pratyāhara.[5]

[editar] Verbos

[editar] Classificação dos verbos

O sânscrito tem dez classes de verbos divididos em dois grupos principais: atemático e temático. Os verbos temáticos são assim chamados porque um a, chamado de vogal temática, é inserido entre a raiz e a terminação, o que faz com que os verbos temáticos sejam geralmente mais regulares. Expoentes usados na conjugação de verbos incluem prefixos, sufixos, infixos e reduplicação. Cada raiz tem graus zero, gua e vddhi (não necessariamente de todo distintos). Se V é a vogal do grau zero, a vogal no grau gua é tradicionalmente considerada a + V, e a vogal no grau vddhi é ā + V.

[editar] Tempo verbal

Os tempos verbais (uma aplicação muito inexata da palavra, já que são usados para expressar mais distinções, e não só tempo) são organizados em quatro 'sistemas' (além de gerúndios e infinitivos, tal como intensivos/frequentativos, desiderativos, causativos e benedictivos derivados de formas mais básicas) baseados em diferentes formas da raiz (derivados de raízes verbais) usados em conjugações. Há quatro sistemas de tempo verbal:

[editar] Sistema do presente

O sistema do presente inclui os tempos verbais presente e pretérito imperfeito, os modos optativo e imperativo, e algumas formas restantes do antigo subjuntivo. A raiz que forma os tempos do presente é formada de várias formas. Os números que seguem são os números dos gramáticos nativos para essas classes.

Para verbos atemáticos, a raiz do tempo presente pode ser formada por

  • 2) Nenhuma modificação, por exemplo ad de ad 'comer'.
  • 3) Reduplicação prefixada à raiz, por exemplo juhu de hu 'sacrificar'.
  • 7) Infixação de na ou n antes da consoante final da raiz (com as mudanças de sandhi apropriadas), por exemplo rundh ou ruadh de rudh 'obstruir'.
  • 5) Sufixação de nu (forma em gua no), por exemplo sunu de su 'pressionar'.
  • 8) Sufixação de u (forma em gua o), por exemplo tanu de tan 'estirar'. Pra propósitos da lingüística moderna, é melhor tratá-la como uma subclasse da quinta. tanu deriva de tnnu, que é o grau-zero de *tannu, porque, no idioma proto-indo-europeu, [m] e [n] podiam ser vogais, que, em sânscrito (e grego), mudaram para [a]. A maior parte dos membros da oitava classe surgiram desta maneira; kar = "criar", "fazer" era da quinta classe no sânscrito védico (krnoti = "ele faz"), mas mudou para a oitava classe no sânscrito clássico (karoti = "ele faz")
  • 9) Sufixação de (grau zero de ou n), por exemplo krīa ou krīī de krī 'comprar'.

Para verbos temáticos, a raiz do tempo presente pode ser formada por

  • 1) Sufixação da vogal temática a com fortalecimento gua, por exemplo, bháva de bhū 'ser'.
  • 6) Sufixação da vogal temática a com uma mudança de acentuação para essa vogal, por exemplo tudá de tud 'empurrar'.
  • 4) Sufixação de ya, por exemplo dī́vya de div 'jogar'.

A décima classe descrita por gramáticos nativos se refere a um processo que é derivacional por natureza, e, portanto, não é uma verdadeira formação de raiz de um tempo verbal. É formada por sufixação de ya com grau gua e alongamento da última vogal da raiz, por exemplo bhāvaya de bhū 'ser'.

[editar] Sistema do perfeito

O sistema do perfeito inclui só o perfeito. A raiz é formada com reduplicação, igual com o sistema presente.

O sistema do perfeito também produz formas "fortes" e "fracas" separadas do verbo — a forma forte é usada com o singular ativo, e a forma fraca com o resto.

[editar] Sistema do aoristo

O sistema do aoristo inclui o aoristo próprio (com significado de passado indicativo, por ex. abhū "tu foste") e algumas das formas do antigo injuntivo (usado quase exclusivamente com em proibições, por ex. mā bhū "não sê"). A principal distinção dos dois é a presença/falta de um prefixo – a- na raiz.

A raiz do sistema do aoristo, na verdade, tem três formações diferentes: o aoristo simples, o aoristo com reduplicação (semanticamente relacionado ao verbo causativo), e o aoristo sibilante. O aoristo simples é formado diretamente da raiz do verbo (por ex. bhū-: a-bhū-t "ele foi"). O aoristo com reduplicação involve reduplicação, e também redução vocálica da raiz. O aoristo sibilante é formado com a sufixação de s à raiz.

[editar] Sistema do futuro

O sistema do futuro é formado com a sufixação de sya ou iya e gua.

[editar] Verbos: Conjugação

Cada verbo possui uma voz verbal: ativo, passivo ou médio. Há também uma voz impessoal, que pode ser descrita como a voz passiva dos verbos intransitivos. Os verbos do sânscrito tem um indicativo, um optativo e um imperativo. Formas mais antigas do idioma tinham um subjuntivo, embora este tenha caído em desuso na época do sânscrito clássico.

[editar] Terminações básicas de conjugação

As terminações de conjugação do sânscrito convêm pessoa, número e voz. Formas diferentes das terminações são usadas dependendo do tempo e modo a que se anexam. Raízes verbais ou as próprias terminações podem ser modificadas ou obscurecidas por sandhi.

Ativo Médio
Singular Dual Plural Singular Dual Plural
Primário Primeira pessoa mi vás más é váhe máhe
Segunda pessoa si thás thá ā́the dhvé
Terceira pessoa ti tás ánti, áti ā́te ánte, áte
Secundário Primeira pessoa am í, á váhi máhi
Segunda pessoa s tám thā́s ā́thām dhvám
Terceira pessoa t tā́m án, ús ā́tām ánta, áta, rán
Perfeito Primeira pessoa a é váhe máhe
Segunda pessoa tha áthus á ā́the dhvé
Terceira pessoa a átus ús é ā́te
Imperativo Primeira pessoa āni āva āma āi āvahāi āmahāi
Segunda pessoa dhí, hí, — tám svá ā́thām dhvám
Terceira pessoa tu tā́m ántu, átu tā́m ā́tām ántām, átām

Terminações primárias são usadas com as formas do presente indicativo e do futuro. Terminações secundárias são usadas com o imperfeito, condicional, aoristo e optativo. Terminações do perfeito e do imperativo são usadas com o perfeito e o imperativo, respectivamente.

[editar] Conjugação do presente

A conjugação do sistema do presente lida com todas as formas do verbo que utilizam a raiz do presente. Isso inclui o tempo presente em todos os modos, e também o imperfeito indicativo.

[editar] Flexão atemática

O sistema do presente diferencia entre formas forte e fraca do verbo. A oposição forte/fraco se manifesta diferentemente dependendo da classe:

  • As classes de raiz e reduplicação (2 e 3) não são modificadas nas formas fracas, e recebem guṇa nas formas fortes.
  • A classe nasal (7) não é modificada na forma fraca, e estende o nasal para na forma forte.
  • A classe de nu (5) possui nu na forma fraca e na forma forte.
  • A classe nā (9) possui na forma fraca e nā́ na forma forte. O desaparece quando está antes de uma vogal.

O presente indicativo leva terminações primárias, e o imperfeito do indicativo leva terminações secundárias. Formas singulares ativas têm acento na raiz e levam formas fortes, enquanto as outras formas têm o acento nas terminações e levam formas fracas.

Indicativo
Ativo Médio
Singular Dual Plural Singular Dual Plural
Presente Primeira pessoa dvémi dvivás dvimás dvié dviváhe dvimáhe
Segunda pessoa dvéki dviṣṭhás dviṣṭ dviké dviā́the dviḍḍhvé
Terceira pessoa dvéṣṭi dviṣṭás dviánti dviṣṭé dviā́te dviáte
Imperfeito Primeira pessoa ádveam ádviva ádvima ádvii ádvivahi ádvimahi
Segunda pessoa ádve ádviṣṭam ádvisa ádviṣṭhās ádviāthām ádviḍḍhvam
Terceira pessoa ádve ádviṣṭām ádvian ádviṣṭa ádviātām ádviata

O optativo leva terminações secundárias. é adicionado à raiz no ativo, e ī no passivo.

Optativo
Ativo Médio
Singular Dual Plural Singular Dual Plural
Primeira pessoa dviyā́m dviyā́va dviyā́ma dviīyá dviīvahi dviīmahi
Segunda pessoa dviyā́s dviyā́tam dviyā́ta dviīthās dviīyāthām dviīdhvam
Terceira pessoa dviyā́t dviyā́tām dviyus dviīta dviīyātām dviīran

O imperativo leva as terminações de imperativo. O acento é variável e afeta a qualidade da vogal. Formas com grau gua que gera acento na terminação e aquelas com acento na raiz não têm a vogal afetada.

Imperativo
Ativo Médio
Singular Dual Plural Singular Dual Plural
Primeira pessoa dvéṣāṇi dvéāva dvéāma dvéāi dvéāvahāi dvéāmahāi
Segunda pessoa dviḍḍ dviṣṭám dviṣṭá dvik dviāthām dviḍḍhvám
Terceira pessoa dvéṣṭu dviṣṭā́m dviántu dviṣṭā́m dviā́tām dviátām

[editar] Flexão nominal

Sânscrito é uma linguagem altamente flexionada com três gêneros gramaticais (masculino, feminino, neutro) e três números (singular, plural, dual). Tem oito casos gramaticais: nominativo, vocativo, acusativo, instrumental, dativo, ablativo, genitivo e locativo.

O número verdadeiro de declinações é debatível. Panini identifica seis karakas correspondentes aos casos nominativo, acusativo, dativo, instrumental, locativo e ablativo [1]. Panini os define do seguinte modo (Ashtadhyayi, I.4.24-54):

  1. Apadana (lit. 'tirar'): "(aquele que é) firme quando a partida (ocorre)." Equivale ao caso ablativo, que significa um objeto estacionário de que procede movimento.
  2. Sampradana ('favor'): "aquele a quem alguém aponta com o objeto". Equivale ao caso dativo, que significa um recipiente em que um ato de doação ou similar ocorre.
  3. Karana ("instrumento") "aquele que dá mais efeitos." Equivale ao caso instrumental.
  4. Adhikarana ('locação'): ou "substrato." Equivale ao caso locativo.
  5. Karman ('ação'/'objeto'): "o que o agente mais procura atingir". Equivale ao caso acusativo.
  6. Karta ('agente'): "ele/aquele que é independente em ação". Equivale ao caso nominativo. (Baseado em Scharfe, 1977: 94)

Possessivo (Sambandha) e vocativo não são mencionados na gramática de Panini.

Nesse artigo as declinações são divididas em cinco. A declinação a que pertence um substantivo é determinada principalmente pela forma.

[editar] O esquema básico de sufixos de declinação para substantivos e adjetivos

O esquema básico é dado na tabela abaixo—válido para quase todos os substantivos e adjetivos. Contudo, de acordo com o gênero e a consoante/vogal de terminação da palavra-raiz não declinada, há regras predeterminadas de sandhi compulsório que então dariam a palavra declinada final. Os parênteses dão as terminações de caso para o gênero neutro, o resto é para os gêneros masculino e feminino. Ambas a escrita devanagari e a transliteração IAST são dadas.

Singular Dual Plural
Nominativo -स् -s
(-म् -m)
-औ -au
(-ई -ī)
-अस् -as
(-इ -i)
Acusative -अम् -am
(-म् -m)
-औ -au
(-ई -ī)
-अस् -as
(-इ -i)
Instrumental -आ -ā -भ्याम् -bhyām -भिस् -bhis
Dativo -ए -e -भ्याम् -bhyām -भ्यस् -bhyas
Ablativo -अस् -as -भ्याम् -bhyām -भ्यस् -bhyas
Genitivo -अस् -as -ओस् -os -आम् -ām
Locativo -इ -i -ओस् -os -सु -su
Vocativo -स् -s
(- -)
-औ -au
(-ई -ī)
-अस् -as
(-इ -i)

[editar] raízes com a

Raízes com a (/ə/ ou /aː/) constituem a maior classe de substantivos. Como regra, substantivos pertencentes a essa classe, com a raiz não declinada terminada em a curto (/ə/), são masculinos ou neutros. Substantivos terminados em A longo (/aː/) são quase sempre femininos. Adjetivos com raiz terminada em A são declinados como o masculino e neutro em a curto (/ə/), e feminino em A longo (/aː/) nas suas raízes. Essa classe é tão grande porque também contém as raízes em o proto-indo-européias.

Masculino (kāma-) Neutro (āsya- 'boca') Feminino (kānta- 'amado')
Singular Dual Plural Singular Dual Plural Singular Dual Plural
Nominativo kā́mas kā́māu kā́mās āsyàm āsyè āsyā̀ni kāntā kānte kāntās
Acusativo kā́mam kā́māu kā́mān āsyàm āsyè āsyā̀ni kāntām kānte kāntās
Instrumental kā́mena kā́mābhyām kā́māis āsyèna āsyā̀bhyām āsyāìs kāntayā kāntābhyām kāntābhis
Dativo kā́māya kā́mābhyām kā́mebhyas āsyā̀ya āsyā̀bhyām āsyèbhyas kāntāyai kāntābhyām kāntābhyās
Ablativo kā́māt kā́mābhyām kā́mebhyas āsyā̀t āsyā̀bhyām āsyèbhyas kāntāyās kāntābhyām kāntābhyās
Genitivo kā́masya kā́mayos kā́mānām āsyàsya āsyàyos āsyā̀nām kāntāyās kāntayos kāntānām
Locativo kā́me kā́mayos kā́meu āsyè āsyàyos āsyèu kāntāyām kāntayos kāntāsu
Vocativo kā́ma kā́mau kā́mās ā́sya āsyè āsyā̀ni kānte kānte kāntās

[editar] raízes em i- e u-

raízes em i
Masc. e Fem. (gáti- 'gait') Neutro (vā́ri- 'water')
Singular Dual Plural Singular Dual Plural
Nominativo gátis gátī gátayas vā́ri vā́riī vā́rīi
Acusativo gátim gátī gátīs vā́ri vā́riī vā́rīi
Instrumental gátyā gátibhyām gátibhis vā́riā vā́ribhyām vā́ribhis
Dativo gátaye, gátyāi gátibhyām gátibhyas vā́rie vā́ribhyām vā́ribhyas
Ablativo gátes, gátyās gátibhyām gátibhyas vā́rias vā́ribhyām vā́ribhyas
Genitivo gátes, gátyās gátyos gátīnām vā́rias vā́rios vā́riām
Locativo gátāu, gátyām gátyos gátiu vā́rii vā́rios vā́riu
Vocativo gáte gátī gátayas vā́ri, vā́re vā́riī vā́rīi
raízes em u
Masc. e Fem. (śátru- 'inimigo') Neuter (mádhu- 'mel')
Singular Dual Plural Singular Dual Plural
Nominativo śátrus śátrū śátravas mádhu mádhunī mádhūni
Acusativo śátrum śátrū śátrūn mádhu mádhunī mádhūni
Instrumental śátruā śátrubhyām śátrubhis mádhunā mádhubhyām mádhubhis
Dativo śátrave śátrubhyām śátrubhyas mádhune mádhubhyām mádhubhyas
Ablativo śátros śátrubhyām śátrubhyas mádhunas mádhubhyām mádhubhyas
Genitivo śátros śátrvos śátrūām mádhunas mádhunos mádhūnām
Locativo śátrāu śátrvos śátruu mádhuni mádhunos mádhuṣu
Vocativo śátro śátrū śátravas mádhu mádhunī mádhūni

[editar] Raízes em vogal longa

raízes em ā (jā- 'progenia') raízes em ī (dhī- 'idéia', 'pensamento', 'meditação') raízes em ū (bhū- 'terra')
Singular Dual Plural Singular Dual Plural Singular Dual Plural
Nominativo jā́s jāú jā́s dhī́s dhíyāu dhíyas bhū́s bhúvāu bhúvas
Acusativo jā́m jāú jā́s, jás dhíyam dhíyāu dhíyas bhúvam bhúvāu bhúvas
Instrumental jā́ jā́bhyām jā́bhis dhiyā́ dhībhyā́m dhībhís bhuvā́ bhūbhyā́m bhūbhís
Dativo jā́bhyām jā́bhyas dhiyé, dhiyāí dhībhyā́m dhībhyás bhuvé, bhuvāí bhūbhyā́m bhūbhyás
Ablativo jás jā́bhyām jā́bhyas dhiyás, dhiyā́s dhībhyā́m dhībhyás bhuvás, bhuvā́s bhūbhyā́m bhūbhyás
Genitivo jás jós jā́nām, jā́m dhiyás, dhiyā́s dhiyós dhiyā́m, dhīnā́m bhuvás, bhuvā́s bhuvós bhuvā́m, bhūnā́m
Locativo jós jā́su dhiyí, dhiyā́m dhiyós dhīṣú bhuví, bhuvā́m bhuvós bhūṣú
Vocativo jā́s jāú jā́s dhī́s dhiyāu dhíyas bhū́s bhuvāu bhúvas

[editar] Raízes em

Raízes em são predominantemente derivados de agente, como dāt 'doador', embora também inclua termos relacionados a parentesco, como pit́ 'pai', māt́ 'mãe' e svás 'irmã'.

Singular Dual Plural
Nominativo pitā́ pitárāu pitáras
Acusativo pitáram pitárāu pit́n
Instrumental pitrā́ pit́bhyām pit́bhis
Dativo pitré pit́bhyām pit́bhyas
Ablativo pitúr pit́bhyām pit́bhyas
Genitivo pitúr pitrós pitṝṇā́m
Locativo pitári pitrós pitṛ́ṣu
Vocativo pítar pitárāu pitáras

Ver também Flexão Devi, Flexão Vrkis.

[editar] Pronomes pessoais e determinadores

Os pronomes de primeira e segunda pessoa são declinados de modo parecido, tendo por analogia assimilado-se um com o outro.

Nota: Quando duas formas são dadas, a segunda é enclítica e uma forma alternativa. Ablativos em singular e plural podem ser estendidos pela sílaba -tas; daí mat ou mattas, asmat ou asmattas.

Primeira pessoa Segunda pessoa
Singular Dual Plural Singular Dual Plural
Nominativo aham āvām vayam tvam yuvām yūyam
Acusativo mām, mā āvām, nau asmān, nas tvām, tvā yuvām, vām yuṣmān, vas
Instrumental mayā āvābhyām asmābhis tvayā yuvābhyām yuṣmābhis
Dativo mahyam, me āvābhyām, nau asmabhyam, nas tubhyam, te yu