| Sânscrito (संस्कृतम् saṃskṛtam) | ||
|---|---|---|
| Falado em: | Ásia | |
| Região: | Índia e algumas outras áreas da Ásia Meridional, partes do Sudeste da Ásia | |
| Total de falantes: | 6 106 nativos (1981);
194 433 segunda língua (1961) |
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| Família: | Indo-européia Indo-ariana Sânscrito |
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| Estatuto oficial | ||
| Língua oficial de: | Índia (uma as línguas oficiais) | |
| Códigos de língua | ||
| ISO 639-1: | sa | |
| ISO 639-2: | san | |
| ISO 639-3: | san | |
O Sânscrito (संस्कृत; em devanagari, pronuncia-se saṃskṛtā) é uma língua clássica da Índia, uma língua litúrgica do Hinduísmo, Budismo, Jainísmo, e uma das 23 línguas oficiais Índia influenciou praticamente todos os idiomas ocidentais. O alfabeto original do sânscrito é o devanagari, um composto bahuvrīhi formado pelas palavras deva ("deus") e nāgarī ("cidade"), que significa "a escrita da cidade dos deuses".
É uma das línguas mais antigas da família Indo-Européia. Sua posição nas culturas do sul e sudeste asiático é comparável ao latim e o grego na Europa e foi uma Proto-linguagem, pois influenciou diversas outras línguas modernas. Ela aparece em forma pré-clássica como o Sânscrito Védico, sendo o idioma do Rigveda o mais antigo e bem preservado. Foi desenvolvido inicialmente cerca de 1500 B.C.[1] O Sânscrito Vedico é o mais antigo comprovado, e uma das famílias das línguas das famílias membro da Linguagem Indo Européia.[2]. Sânscrito é também o ancestral das linguagens praticadas da Índia, como o Pali e a Ardhamgadhi. Pesquisadores descobriram e preservam mais documentos em sânscrito do que documentos em latim e grego. Os textos védicos foram escritos em uma forma de sânscrito.
O nome do idioma saṃskṛtam é derivado do particípio passado saṃskṛtaḥ 'feito por si próprio', do verbo saṃ(s)kar- 'fazer-se', formado por saṃ- 'com, junto, auto-' e (s)kar- 'fazer, criar'. No uso moderno, o adjetivo verbal saṃskṛta- passou a significar "culturado", "refinado". A linguagem chamada de saṃskṛtā vāk "a língua dos culturados" tem sempre sido, por definição, um "alto" idioma, usado para discurso religioso e instruído, e contrasta com as linguagens faladas pelo povo. Também é chamado de deva-bhāṣā, que significa "linguagem dos deuses". A mais antiga gramática do sânscrito conhecida é o Aṣṭādhyāyī ("Gramática de Oito Capítulos") de Pāṇini, aproximadamente do século V a.C.. É essencialmente uma gramática prescritiva, isto é, uma autoridade que define (ao invés de descrever) o sânscrito correto, embora contenha partes descritivas, mais para registrar formas védicas que já haviam caído em desuso no tempo de Panini.
O sânscrito pertence à subfamília indo-iraniana da família indo-européia de línguas. Como tal, é parte do grupo Satem de línguas indo-européias, que também inclui o tronco balto-eslávico.
Quando o termo surgiu na Índia, "sânscrito" não era considerado uma linguagem específica separada das outras, mas uma maneira particularmente refinada ou aperfeiçoada de se falar. Conhecimento de sânscrito era uma marca de classe social e educação, e a linguagem era ensinada principalmente para membros de castas mais altas, através de análise profunda dos gramáticos sânscritos como Pāṇini. Sânscrito, como a linguagem instruída da Índia antiga, assim existiu junto com os prácritos (vernáculos), que evoluíram nas linguagens indo-arianas modernas (hindi, nepali, assamês, marata, concani, urdu, bengali etc.). O sânscrito foi exposto à influência do substrato das línguas dravidianas desde tempos muito antigos[carece de fontes].
Sânscrito, como definido por Pāṇini, evoluiu da forma mais antiga, a "védica". Estudiosos geralmente distinguem sânscrito védico e sânscrito clássico ou "paniniano" como dialetos separados. No entanto, são muito similares e só diferem em alguns pontos de fonologia, vocabulário e gramática. O sânscrito clássico é considerado como tendo descendido do sânscrito védico. O sânscrito védico é a linguagem dos Vedas, uma extensa coleção de hinos, encantamentos e discussões religio-filosóficas que são os textos religiosos mais antigos da Índia e da religião hindu. Lingüistas modernos consideram os hinos métricos do Rigveda Samhita os mais antigos, compostos por muitos autores ao longo dos séculos de tradição oral. O fim do período védico é marcado pela composição dos Upanishads, que formam a parte conclusiva do corpus védico nas compilações tradicionais. A hipótese atual sustenta que a forma védica do sânscrito sobreviveu até a metade do primeiro milênio AC. Foi por volta dessa época que o sânscrito começou a transição de uma primeira linguagem a uma segunda linguagem de religião e instrução, marcando o começo do período clássico.[carece de fontes]
Uma forma significante do sânscrito pós-védico é encontrada no sânscrito dos épicos hindus—o Ramayana e o Maabárata. Os desvios de Pāṇini nos épicos são geralmente considerados como sendo por causa da interferência dos prácritos ou "inovações"[3], e não por serem pré-paninianos." Estudiosos tradicionais de sânscrito chamam tais desvios de aarsha (आर्ष), ou "dos rishis", o título tradicional dos autores antigos. Em alguns contextos havia ainda mais "pracritismos" (uso de palavras e expressões da fala comum) que na forma própria do sânscrito clássico. Finalmente, há uma linguagem chamada de "Sânscrito híbrido budista" por estudiosos, que é, na verdade, um prácrito ornamentado com elementos sanscritizados. De acordo com Tiwari ([1995] 2004), houve quatro principais dialetos do sânscrito: paścimottarī (do noroeste, também chamado de setentrional ou ocidental), madhyadeśī (central, lit., "do meio do país"), pūrvi (oriental) e dakṣiṇī (meridional, surgido no período clássico). Os três primeiros são até mesmo registrados nos Brāhmaṇas védicos, de que o primeiro era considerado o mais puro (Kauṣītaki Brāhmaṇa, 7.6).
A escolaridade européia em sânscrito, iniciada por Heinrich Roth (1620–1668) e Johann Ernst Hanxleden (1681–1731), é considerada responsável pela descoberta da família lingüística indo-européia por Sir William Jones, e teve um papel importante no desenvolvimento da lingüística ocidental.
Sir William Jones, falando com a Asiatic Society em Calcutá (atual Kolkata) em 2 de fevereiro, 1786, disse:
A prática de transcrever os caractéres sânscritos para a escrita em alfabeto latino chama-se transliteração. Há várias normas vigentes para a transliteração de outras escritas, como o sânscrito, para o alfabeto latino. A transliteração acadêmica, a mais usada na tradução dos textos clássicos para o ocidente, é a IAST (sigla em inglês para International Alphabet of Sanskrit Translation, "alfabeto internacional de transliteração do sânscrito"), que usa diacríticos.
A transcrição ITRANS tem sido a mais usada na internet, e é encontrada em vários sites produzidos na Índia, pelo fato de não usar diacríticos - que não existem em inglês, a língua usada em computação. Em lugar deles, dobra a letra ou usa maiúsculas para indicar a diferença de pronúncia. Isto é possível pelo fato de o sânscrito não possuir letras maiúsculas.
Com o advento da internet e o ressurgimento do sânscrito como língua falada, têm surgido cada vez mais sites que ensinam a pronúncia do sânscrito. O uso do som torna desnecessário recorrer a complicados sistemas de transliteração, que costumam gerar discussões bizantinas sobre prosódia e ortoépia, já que se pode aprender a pronunciar cada letra ouvindo-a.
Visite, por exemplo:
A tradição gramatical do sânscrito (vyākaraṇa, uma das seis disciplinas do Vedanga) começou no início da Índia védica e culminou no Aṣṭādhyāyī de Pāṇini, que consiste de 3990 sutras (ca. século V a.C.). Após um século, Pāṇini (por volta de 400 a.C.) Kātyāyana compôs Vārtikas sobre os sũtras paninianos sũtras. Patañjali, que viveu três séculos após Pānini, escreveu o Mahābhāṣya, o "Grande Comentário" sobre o Aṣṭādhyāyī e Vārtikas. Devido a esses três antigos gramáticos sânscritos, essa gramática é chamada de Trimuni Vyākarana. Para entender o significado dos sutras, Jayaditya e Vāmana escreveram um comentário chamado Kāsikā 600 d.C.. A gramática paniniana é baseada em 14 Shiva sutras (aforismos), onde todo o Mātrika (alfabeto) é abreviado. Essa abreviação é chamada de Pratyāhara.[5]
O sânscrito tem dez classes de verbos divididos em dois grupos principais: atemático e temático. Os verbos temáticos são assim chamados porque um a, chamado de vogal temática, é inserido entre a raiz e a terminação, o que faz com que os verbos temáticos sejam geralmente mais regulares. Expoentes usados na conjugação de verbos incluem prefixos, sufixos, infixos e reduplicação. Cada raiz tem graus zero, guṇa e vṛddhi (não necessariamente de todo distintos). Se V é a vogal do grau zero, a vogal no grau guṇa é tradicionalmente considerada a + V, e a vogal no grau vṛddhi é ā + V.
Os tempos verbais (uma aplicação muito inexata da palavra, já que são usados para expressar mais distinções, e não só tempo) são organizados em quatro 'sistemas' (além de gerúndios e infinitivos, tal como intensivos/frequentativos, desiderativos, causativos e benedictivos derivados de formas mais básicas) baseados em diferentes formas da raiz (derivados de raízes verbais) usados em conjugações. Há quatro sistemas de tempo verbal:
O sistema do presente inclui os tempos verbais presente e pretérito imperfeito, os modos optativo e imperativo, e algumas formas restantes do antigo subjuntivo. A raiz que forma os tempos do presente é formada de várias formas. Os números que seguem são os números dos gramáticos nativos para essas classes.
Para verbos atemáticos, a raiz do tempo presente pode ser formada por
Para verbos temáticos, a raiz do tempo presente pode ser formada por
A décima classe descrita por gramáticos nativos se refere a um processo que é derivacional por natureza, e, portanto, não é uma verdadeira formação de raiz de um tempo verbal. É formada por sufixação de ya com grau guṇa e alongamento da última vogal da raiz, por exemplo bhāvaya de bhū 'ser'.
O sistema do perfeito inclui só o perfeito. A raiz é formada com reduplicação, igual com o sistema presente.
O sistema do perfeito também produz formas "fortes" e "fracas" separadas do verbo — a forma forte é usada com o singular ativo, e a forma fraca com o resto.
O sistema do aoristo inclui o aoristo próprio (com significado de passado indicativo, por ex. abhūḥ "tu foste") e algumas das formas do antigo injuntivo (usado quase exclusivamente com mā em proibições, por ex. mā bhūḥ "não sê"). A principal distinção dos dois é a presença/falta de um prefixo – a- na raiz.
A raiz do sistema do aoristo, na verdade, tem três formações diferentes: o aoristo simples, o aoristo com reduplicação (semanticamente relacionado ao verbo causativo), e o aoristo sibilante. O aoristo simples é formado diretamente da raiz do verbo (por ex. bhū-: a-bhū-t "ele foi"). O aoristo com reduplicação involve reduplicação, e também redução vocálica da raiz. O aoristo sibilante é formado com a sufixação de s à raiz.
O sistema do futuro é formado com a sufixação de sya ou iṣya e guṇa.
Cada verbo possui uma voz verbal: ativo, passivo ou médio. Há também uma voz impessoal, que pode ser descrita como a voz passiva dos verbos intransitivos. Os verbos do sânscrito tem um indicativo, um optativo e um imperativo. Formas mais antigas do idioma tinham um subjuntivo, embora este tenha caído em desuso na época do sânscrito clássico.
As terminações de conjugação do sânscrito convêm pessoa, número e voz. Formas diferentes das terminações são usadas dependendo do tempo e modo a que se anexam. Raízes verbais ou as próprias terminações podem ser modificadas ou obscurecidas por sandhi.
| Ativo | Médio | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Singular | Dual | Plural | Singular | Dual | Plural | ||
| Primário | Primeira pessoa | mi | vás | más | é | váhe | máhe |
| Segunda pessoa | si | thás | thá | sé | ā́the | dhvé | |
| Terceira pessoa | ti | tás | ánti, áti | té | ā́te | ánte, áte | |
| Secundário | Primeira pessoa | am | vá | má | í, á | váhi | máhi |
| Segunda pessoa | s | tám | tá | thā́s | ā́thām | dhvám | |
| Terceira pessoa | t | tā́m | án, ús | tá | ā́tām | ánta, áta, rán | |
| Perfeito | Primeira pessoa | a | vá | má | é | váhe | máhe |
| Segunda pessoa | tha | áthus | á | sé | ā́the | dhvé | |
| Terceira pessoa | a | átus | ús | é | ā́te | ré | |
| Imperativo | Primeira pessoa | āni | āva | āma | āi | āvahāi | āmahāi |
| Segunda pessoa | dhí, hí, — | tám | tá | svá | ā́thām | dhvám | |
| Terceira pessoa | tu | tā́m | ántu, átu | tā́m | ā́tām | ántām, átām | |
Terminações primárias são usadas com as formas do presente indicativo e do futuro. Terminações secundárias são usadas com o imperfeito, condicional, aoristo e optativo. Terminações do perfeito e do imperativo são usadas com o perfeito e o imperativo, respectivamente.
A conjugação do sistema do presente lida com todas as formas do verbo que utilizam a raiz do presente. Isso inclui o tempo presente em todos os modos, e também o imperfeito indicativo.
O sistema do presente diferencia entre formas forte e fraca do verbo. A oposição forte/fraco se manifesta diferentemente dependendo da classe:
O presente indicativo leva terminações primárias, e o imperfeito do indicativo leva terminações secundárias. Formas singulares ativas têm acento na raiz e levam formas fortes, enquanto as outras formas têm o acento nas terminações e levam formas fracas.
| Ativo | Médio | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Singular | Dual | Plural | Singular | Dual | Plural | ||
| Presente | Primeira pessoa | dvéṣmi | dviṣvás | dviṣmás | dviṣé | dviṣváhe | dviṣmáhe |
| Segunda pessoa | dvékṣi | dviṣṭhás | dviṣṭhá | dvikṣé | dviṣā́the | dviḍḍhvé | |
| Terceira pessoa | dvéṣṭi | dviṣṭás | dviṣánti | dviṣṭé | dviṣā́te | dviṣáte | |
| Imperfeito | Primeira pessoa | ádveṣam | ádviṣva | ádviṣma | ádviṣi | ádviṣvahi | ádviṣmahi |
| Segunda pessoa | ádveṭ | ádviṣṭam | ádvisṭa | ádviṣṭhās | ádviṣāthām | ádviḍḍhvam | |
| Terceira pessoa | ádveṭ | ádviṣṭām | ádviṣan | ádviṣṭa | ádviṣātām | ádviṣata | |
O optativo leva terminações secundárias. yā é adicionado à raiz no ativo, e ī no passivo.
| Ativo | Médio | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Singular | Dual | Plural | Singular | Dual | Plural | |
| Primeira pessoa | dviṣyā́m | dviṣyā́va | dviṣyā́ma | dviṣīyá | dviṣīvahi | dviṣīmahi |
| Segunda pessoa | dviṣyā́s | dviṣyā́tam | dviṣyā́ta | dviṣīthās | dviṣīyāthām | dviṣīdhvam |
| Terceira pessoa | dviṣyā́t | dviṣyā́tām | dviṣyus | dviṣīta | dviṣīyātām | dviṣīran |
O imperativo leva as terminações de imperativo. O acento é variável e afeta a qualidade da vogal. Formas com grau guṇa que gera acento na terminação e aquelas com acento na raiz não têm a vogal afetada.
| Ativo | Médio | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Singular | Dual | Plural | Singular | Dual | Plural | |
| Primeira pessoa | dvéṣāṇi | dvéṣāva | dvéṣāma | dvéṣāi | dvéṣāvahāi | dvéṣāmahāi |
| Segunda pessoa | dviḍḍhí | dviṣṭám | dviṣṭá | dvikṣvá | dviṣāthām | dviḍḍhvám |
| Terceira pessoa | dvéṣṭu | dviṣṭā́m | dviṣántu | dviṣṭā́m | dviṣā́tām | dviṣátām |
Sânscrito é uma linguagem altamente flexionada com três gêneros gramaticais (masculino, feminino, neutro) e três números (singular, plural, dual). Tem oito casos gramaticais: nominativo, vocativo, acusativo, instrumental, dativo, ablativo, genitivo e locativo.
O número verdadeiro de declinações é debatível. Panini identifica seis karakas correspondentes aos casos nominativo, acusativo, dativo, instrumental, locativo e ablativo [1]. Panini os define do seguinte modo (Ashtadhyayi, I.4.24-54):
Possessivo (Sambandha) e vocativo não são mencionados na gramática de Panini.
Nesse artigo as declinações são divididas em cinco. A declinação a que pertence um substantivo é determinada principalmente pela forma.
O esquema básico é dado na tabela abaixo—válido para quase todos os substantivos e adjetivos. Contudo, de acordo com o gênero e a consoante/vogal de terminação da palavra-raiz não declinada, há regras predeterminadas de sandhi compulsório que então dariam a palavra declinada final. Os parênteses dão as terminações de caso para o gênero neutro, o resto é para os gêneros masculino e feminino. Ambas a escrita devanagari e a transliteração IAST são dadas.
| Singular | Dual | Plural | |
|---|---|---|---|
| Nominativo | -स् -s (-म् -m) |
-औ -au (-ई -ī) |
-अस् -as (-इ -i) |
| Acusative | -अम् -am (-म् -m) |
-औ -au (-ई -ī) |
-अस् -as (-इ -i) |
| Instrumental | -आ -ā | -भ्याम् -bhyām | -भिस् -bhis |
| Dativo | -ए -e | -भ्याम् -bhyām | -भ्यस् -bhyas |
| Ablativo | -अस् -as | -भ्याम् -bhyām | -भ्यस् -bhyas |
| Genitivo | -अस् -as | -ओस् -os | -आम् -ām |
| Locativo | -इ -i | -ओस् -os | -सु -su |
| Vocativo | -स् -s (- -) |
-औ -au (-ई -ī) |
-अस् -as (-इ -i) |
Raízes com a (/ə/ ou /aː/) constituem a maior classe de substantivos. Como regra, substantivos pertencentes a essa classe, com a raiz não declinada terminada em a curto (/ə/), são masculinos ou neutros. Substantivos terminados em A longo (/aː/) são quase sempre femininos. Adjetivos com raiz terminada em A são declinados como o masculino e neutro em a curto (/ə/), e feminino em A longo (/aː/) nas suas raízes. Essa classe é tão grande porque também contém as raízes em o proto-indo-européias.
| Masculino (kāma-) | Neutro (āsya- 'boca') | Feminino (kānta- 'amado') | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Singular | Dual | Plural | Singular | Dual | Plural | Singular | Dual | Plural | |
| Nominativo | kā́mas | kā́māu | kā́mās | āsyàm | āsyè | āsyā̀ni | kāntā | kānte | kāntās |
| Acusativo | kā́mam | kā́māu | kā́mān | āsyàm | āsyè | āsyā̀ni | kāntām | kānte | kāntās |
| Instrumental | kā́mena | kā́mābhyām | kā́māis | āsyèna | āsyā̀bhyām | āsyāìs | kāntayā | kāntābhyām | kāntābhis |
| Dativo | kā́māya | kā́mābhyām | kā́mebhyas | āsyā̀ya | āsyā̀bhyām | āsyèbhyas | kāntāyai | kāntābhyām | kāntābhyās |
| Ablativo | kā́māt | kā́mābhyām | kā́mebhyas | āsyā̀t | āsyā̀bhyām | āsyèbhyas | kāntāyās | kāntābhyām | kāntābhyās |
| Genitivo | kā́masya | kā́mayos | kā́mānām | āsyàsya | āsyàyos | āsyā̀nām | kāntāyās | kāntayos | kāntānām |
| Locativo | kā́me | kā́mayos | kā́meṣu | āsyè | āsyàyos | āsyèṣu | kāntāyām | kāntayos | kāntāsu |
| Vocativo | kā́ma | kā́mau | kā́mās | ā́sya | āsyè | āsyā̀ni | kānte | kānte | kāntās |
| Masc. e Fem. (gáti- 'gait') | Neutro (vā́ri- 'water') | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Singular | Dual | Plural | Singular | Dual | Plural | |
| Nominativo | gátis | gátī | gátayas | vā́ri | vā́riṇī | vā́rīṇi |
| Acusativo | gátim | gátī | gátīs | vā́ri | vā́riṇī | vā́rīṇi |
| Instrumental | gátyā | gátibhyām | gátibhis | vā́riṇā | vā́ribhyām | vā́ribhis |
| Dativo | gátaye, gátyāi | gátibhyām | gátibhyas | vā́riṇe | vā́ribhyām | vā́ribhyas |
| Ablativo | gátes, gátyās | gátibhyām | gátibhyas | vā́riṇas | vā́ribhyām | vā́ribhyas |
| Genitivo | gátes, gátyās | gátyos | gátīnām | vā́riṇas | vā́riṇos | vā́riṇām |
| Locativo | gátāu, gátyām | gátyos | gátiṣu | vā́riṇi | vā́riṇos | vā́riṣu |
| Vocativo | gáte | gátī | gátayas | vā́ri, vā́re | vā́riṇī | vā́rīṇi |
| Masc. e Fem. (śátru- 'inimigo') | Neuter (mádhu- 'mel') | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Singular | Dual | Plural | Singular | Dual | Plural | |
| Nominativo | śátrus | śátrū | śátravas | mádhu | mádhunī | mádhūni |
| Acusativo | śátrum | śátrū | śátrūn | mádhu | mádhunī | mádhūni |
| Instrumental | śátruṇā | śátrubhyām | śátrubhis | mádhunā | mádhubhyām | mádhubhis |
| Dativo | śátrave | śátrubhyām | śátrubhyas | mádhune | mádhubhyām | mádhubhyas |
| Ablativo | śátros | śátrubhyām | śátrubhyas | mádhunas | mádhubhyām | mádhubhyas |
| Genitivo | śátros | śátrvos | śátrūṇām | mádhunas | mádhunos | mádhūnām |
| Locativo | śátrāu | śátrvos | śátruṣu | mádhuni | mádhunos | mádhuṣu |
| Vocativo | śátro | śátrū | śátravas | mádhu | mádhunī | mádhūni |
| raízes em ā (jā- 'progenia') | raízes em ī (dhī- 'idéia', 'pensamento', 'meditação') | raízes em ū (bhū- 'terra') | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Singular | Dual | Plural | Singular | Dual | Plural | Singular | Dual | Plural | |
| Nominativo | jā́s | jāú | jā́s | dhī́s | dhíyāu | dhíyas | bhū́s | bhúvāu | bhúvas |
| Acusativo | jā́m | jāú | jā́s, jás | dhíyam | dhíyāu | dhíyas | bhúvam | bhúvāu | bhúvas |
| Instrumental | jā́ | jā́bhyām | jā́bhis | dhiyā́ | dhībhyā́m | dhībhís | bhuvā́ | bhūbhyā́m | bhūbhís |
| Dativo | jé | jā́bhyām | jā́bhyas | dhiyé, dhiyāí | dhībhyā́m | dhībhyás | bhuvé, bhuvāí | bhūbhyā́m | bhūbhyás |
| Ablativo | jás | jā́bhyām | jā́bhyas | dhiyás, dhiyā́s | dhībhyā́m | dhībhyás | bhuvás, bhuvā́s | bhūbhyā́m | bhūbhyás |
| Genitivo | jás | jós | jā́nām, jā́m | dhiyás, dhiyā́s | dhiyós | dhiyā́m, dhīnā́m | bhuvás, bhuvā́s | bhuvós | bhuvā́m, bhūnā́m |
| Locativo | jí | jós | jā́su | dhiyí, dhiyā́m | dhiyós | dhīṣú | bhuví, bhuvā́m | bhuvós | bhūṣú |
| Vocativo | jā́s | jāú | jā́s | dhī́s | dhiyāu | dhíyas | bhū́s | bhuvāu | bhúvas |
Raízes em ṛ são predominantemente derivados de agente, como dātṛ 'doador', embora também inclua termos relacionados a parentesco, como pitṛ́ 'pai', mātṛ́ 'mãe' e svásṛ 'irmã'.
| Singular | Dual | Plural | |
|---|---|---|---|
| Nominativo | pitā́ | pitárāu | pitáras |
| Acusativo | pitáram | pitárāu | pitṝ́n |
| Instrumental | pitrā́ | pitṛ́bhyām | pitṛ́bhis |
| Dativo | pitré | pitṛ́bhyām | pitṛ́bhyas |
| Ablativo | pitúr | pitṛ́bhyām | pitṛ́bhyas |
| Genitivo | pitúr | pitrós | pitṝṇā́m |
| Locativo | pitári | pitrós | pitṛ́ṣu |
| Vocativo | pítar | pitárāu | pitáras |
Ver também Flexão Devi, Flexão Vrkis.
Os pronomes de primeira e segunda pessoa são declinados de modo parecido, tendo por analogia assimilado-se um com o outro.
Nota: Quando duas formas são dadas, a segunda é enclítica e uma forma alternativa. Ablativos em singular e plural podem ser estendidos pela sílaba -tas; daí mat ou mattas, asmat ou asmattas.
| Primeira pessoa | Segunda pessoa | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Singular | Dual | Plural | Singular | Dual | Plural | |
| Nominativo | aham | āvām | vayam | tvam | yuvām | yūyam |
| Acusativo | mām, mā | āvām, nau | asmān, nas | tvām, tvā | yuvām, vām | yuṣmān, vas |
| Instrumental | mayā | āvābhyām | asmābhis | tvayā | yuvābhyām | yuṣmābhis |
| Dativo | mahyam, me | āvābhyām, nau | asmabhyam, nas | tubhyam, te | yu | |