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Salvador (Bahia)

All you want to know about Salvador (Bahia)

Nota: Se procura outros significados de Salvador, consulte Salvador (desambiguação).

Município de Salvador
Salvador vista do mar.
"Capital da Alegria"

"Roma Negra"

Brasão de Salvador
Bandeira de Salvador
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário 29 de março
Fundação 1549
Gentílico soteropolitano(a)
Lema "Sic illa ad arcam reversa est"
(pt: "E assim a pomba voltou à arca")
Prefeito(a) João Henrique Carneiro (PMDB)
Localização
Localização de Salvador
12° 58' 15" S 38° 30' 39" O12° 58' 15" S 38° 30' 39" O
Estado Bahia
Mesorregião Metropolitana de Salvador IBGE/2008 [1]
Microrregião Salvador IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Salvador
Municípios limítrofes Lauro de Freitas, Simões Filho, Candeias
Distância até a capital 1.531 quilômetros
Características geográficas
Área 706,799 km²
População 2.948.733 hab. est. IBGE/2008 [2]
Densidade 4.171,95 hab./km²
Altitude 8 metros
Clima tropical atlântico
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,805 elevado PNUD/2000 [3]
PIB R$ 22.145.303 mil (BR: 9º) - IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 8.283,00 IBGE/2005 [4]

Salvador (do antigo nome completo São Salvador da Baía de Todos os Santos) é uma cidade brasileira, capital do estado da Bahia e primeira capital do Brasil. Os habitantes são chamados de soteropolitanos, gentílico criado a partir da tradução do nome da cidade para o grego: Soterópolis, ou seja, "cidade do Salvador", composto de Σωτήρ ("salvador") e πόλις ("cidade").

Situada na microrregião homônima, Salvador é uma metrópole nacional com quase três milhões de habitantes, e a terceira cidade mais populosa do Brasil, segundo estimativas de 2007 (depois de São Paulo e Rio de Janeiro), primeira do Nordeste e a sétima mais populosa da América Latina (superada por Cidade do México, São Paulo, Lima, Bogotá, Rio de Janeiro e Santiago). Sua região metropolitana, conhecida como "Grande Salvador", possui 3.677.060 habitantes[5][6] (IBGE/2007), o que a torna a segunda mais populosa do Nordeste, sexta do Brasil e 111ª do mundo.[7] É classificada pelo IBGE em comparação com à rede urbana das outras cidades brasileiras como um centro metropolitano nacional. A superfície do município de Salvador é de 706,8 km² (fonte: IBGE), e suas coordenadas, a partir do marco da fundação da cidade, no Fortaleza de Santo Antônio, são 13° sul e 38° 31' 12'' oeste. Centro econômico do estado, é porto exportador, centro industrial, administrativo e turístico, tem diversas universidades e uma base naval.

A cidade de Salvador era antigamente chamada de Bahia, inclusive por moradores do próprio estado. Também já recebeu alguns epítetos, como o de "Capital da Alegria", devido aos enormes festejos populares, como o seu carnaval, e "Roma Negra", por ser considerada a metrópole com maior percentual de negros localizada fora da África[8].

Índice

História

Ver artigo principal: História de Salvador.
Terreiro de Jesus e Igreja de São Francisco no Centro Histórico de Salvador.

A região antes mesmo de ser fundada cidade, já era habitada desde o naufrágio de um navio francês, em 1510, de cuja tripulação fazia parte Diogo Álvares, o famoso Caramuru. Em 1534, foi fundada a capela em louvor a Nossa Senhora da Graça, porque ali viviam Diogo Álvares e sua esposa, Catarina Paraguaçu.

Em 1536, chegou na região o primeiro donatário, Francisco Pereira Coutinho, que recebeu capitania hereditária de El-Rei Dom João III. Fundou o Arraial do Pereira, nas imediações onde hoje está a Ladeira da Barra. Esse arraial, doze anos depois, na época da fundação da cidade, foi chamado de Vila Velha. Os índios não gostavam de Pereira Coutinho por causa de sua crueldade e arrogância no trato. Por isso, aconteceram diversas revoltas indígenas enquanto ele esteve na vila. Uma delas obrigou-o a refugiar-se em Porto Seguro, com Diogo Álvares; na volta, já na Baía de Todos os Santos, enfrentando forte tormenta, o barco, à deriva, chegou à praia de Itaparica. Nessa, os índios fizeram-no prisioneiro, mas deram liberdade a Caramuru. Francisco Pereira Coutinho foi retalhado e servido numa festa antropofágica.

Catedral
Santo Antônio Além do Carmo.
Faculdade de Medicina da Bahia.

Em 29 de Março de 1549 chegam, pela Ponta do Padrão, Tomé de Sousa e comitiva, em seis embarcações: três naus, duas caravelas e um bergantim, com ordens do rei de Portugal de fundar uma cidade-fortaleza chamada do São Salvador. Nasce assim a cidade de Salvador: já cidade, já capital, sem nunca ter sido província. Todos os donatários das capitanias hereditárias eram submetidos à autoridade do primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa.

Com o governador vieram nas embarcações mais de mil pessoas. Trezentas e vinte nomeadas e recebendo salários; entre eles o primeiro médico nomeado para o Brasil por um prazo de três anos: Dr. Jorge Valadares; e o farmacêutico Diogo de Castro, seiscentos militares, degredados, e fidalgos, além dos primeiros padres jesuítas no Brasil, como Manuel de Nóbrega, João Aspilcueta Navarro e Leonardo Nunes, entre outros. As mulheres eram poucas, o que fez com que os portugueses radicados no Brasil, mais tarde, solicitassem ao Reino o envio de noivas. Talvez Tomé de Sousa tenha sido o primeiro visitante a apaixonar-se pelo local, como muitos após ele, pois disse ao funcionário que lhe entregou a notícia de que o substituto estava a caminho: "Vedes isto, meirinho? Verdade é que eu desejava muito, e me crescia a água na boca quando cuidava em ir para Portugal; mas não sei por que agora se me seca a boca de tal modo que quero cuspir e não posso". Após Tomé de Sousa, Duarte da Costa foi o governador-geral do Brasil, chegou a 13 de Julho de 1553, trazendo 260 pessoas, entre elas o filho Álvaro, jesuítas como José de Anchieta, e dezenas de órfãs para servirem de esposas para os colonos. Mem de Sá, terceiro governador-geral, que governou até 1572, também contribuiu com uma grande administração.

A cidade foi invadida pelos holandeses em 1598, 1624-1625 e 1638. O açúcar, no século XVII, já era o produto mais exportado pela colônia. No final deste século a Bahia se torna a maior província exportadora de açúcar. Nesta época, os limites da cidade iam da freguesia de Santo Antônio Além do Carmo até a freguesia de São Pedro Velho. A Cidade do São Salvador da Bahia de Todos os Santos foi a capital, e sede da administração colonial do Brasil até 1763.

Em 1798, ocorreu a Revolta dos Alfaiates, na qual estavam envolvidos homens do povo como Lucas Dantas e João de Deus, e intelectuais da elite, como Cipriano Barata e outros profissionais liberais.

Em 1809, Marcos de Noronha e Brito, o conde dos Arcos, iniciou sua administração, a qual foi muito benéfica à cidade. Em 1812 ele inaugurou o Teatro São João, onde mais tarde Xisto Bahia cantaria suas chulas e lundus, e Castro Alves inflamaria a platéia com os maravilhosos poemas líricos e abolicionistas. Ainda no governo do Conde dos Arcos, ocorreram os grandes deslizamentos nas Ladeiras da Gameleira, Misericórdia e Montanha.

Em 1835 ocorre a revolta dos escravos muçulmanos, conhecida como Revolta dos Malês. Durante o século XIX, Salvador continuou a influenciar a política nacional, tendo emplacado diversos ministros de Gabinete no Segundo Reinado, tais como José Antônio Saraiva, José Maria da Silva Paranhos, Sousa Dantas e Zacarias de Góis. Com a proclamação da República, e a crise nas exportações de açúcar, a influência econômica e política da cidade no cenário nacional decresce; nos últimos anos, a cidade tem atraído investimentos estrangeiros e revela crescimento em importância político-econômica.

Pelourinho

Ver artigo principal: Pelourinho.
Pelourinho.

A palavra Pelourinho, em sentido amplo, corresponde a uma coluna de pedra localizada normalmente ao centro de um praça, onde eram expostos e castigados criminosos[9]. No Brasil, e em especial o pelourinho de Salvador, o uso principal era para castigar escravos através de chicotadas durante o período colonial. Tempos depois do fim da escravidão no Brasil, este local da cidade passou atrair artistas de todos os gêneros: cinema, música, pintura, etc., tornando o Pelourinho em um centro cultural.

Em 1991, houve maciço investimento estatal em segurança e financiamento na instalação de hospedarias, restaurantes, escolas de dança e outras artes, além duma grande restauração dos casarios que foi iniciada. Contundo, certas construções não foram recuperadas internamente, já que as fachadas foram priorizadas, dentre outros motivos, devido ao estado do interior do casario que impedia a reconstrução fiel. Com a restauração, a procura dos turistas nacionais e estrangeiros pelo local foi ampliada. Mas também, moradores desses casarios foram recolocados em outros bairros de Salvador.

O Pelourinho de Salvador é um local repleto de construções coloniais de diferentes tons de cor. Então, por todo o valor histórico-cultural, atualmente, o nome consta no Registro Histórico Nacional, é chamado de Centro Cultural do Mundo pela UNESCO e, ainda, a UNESCO certificou esse sítio histórico como Patrimônio da Humanidade.

O Pelourinho está dentro do Centro Histórico de Salvador, o qual é tombado pela UNESCO, e, assim, permite a Salvador ser membro da Organização das Cidades do Patrimônio Mundial.


Imagem: Centro Histórico de Salvador
A cidade de Salvador (Bahia) inclui o sítio Centro Histórico de Salvador, Património Mundial da UNESCO.


Geografia

Praias e litoral

Imagem a partir de satélite da NASA de Salvador e da Baía de Todos os Santos.
Ver página anexa: Lista de praias de Salvador

Salvador possui famosas praias, como as de Itapuã, dos Artistas e do Porto da Barra. As praias da cidade atraem tanto habitantes locais como turistas, principalmente devido à temperatura agradável da água. Algumas praias possuem restaurantes típicos na própria areia (barracas de praia), onde se preparam frutos do mar e bebidas diversas. Além disto, é comum encontrar tabuleiros de baianas, onde é possível provar um Acarajé.

Clima

Gráfico climático para Salvador
J F M A M J J A S O N D
 
 
44
 
30
24
 
 
58
 
30
24
 
 
107
 
30
24
 
 
192
 
29
23
 
 
188
 
28
23
 
 
168
 
27
23
 
 
143
 
26
22
 
 
100
 
26
22
 
 
74
 
27
22
 
 
71
 
28
23
 
 
74
 
29
23
 
 
69
 
30
24
Temperaturas em °CPrecipitações em mm

Possui um clima tropical predominantemente quente, com chuvas no inverno e verão seco, chega a extremos de 16ºC no inverno[10] e a 38ºC no verão. A brisa oriunda do Oceano Atlântico deixa agradável a temperatura da cidade mesmo nos dias mais quentes.

Os bairros litorâneos, fora da Baía de Todos os Santos, como a Pituba, Praia do Flamengo, recebem fortes ventos, vindos do mar.

Relevo

O relevo de Salvador é acidentado e cortado por vales profundos. Conta com uma estreita faixa de planícies, que em alguns locais se alargam. A cidade está a 8 metros acima do nível do mar.

A capital baiana é dividida em duas partes: a Cidade Alta, a maior delas (e mais recente), e a Cidade Baixa, cortada por faixas litorâneas. Existem elevadores que fazem o transporte entre as duas.

Vegetação

Existem vários tipos de vegetação na cidade. Nas praias e dunas, encontram-se coqueiros. Entre as espécies presentes em Salvador estão a pimenteira, o capim-da-areia e a grama-da-praia.

Demografia

População e Eleitorado (Eleições Municipais), 2006[11]
Habitantes Eleitorado Eleitorado (% da população)
2.892.625 1.801.559 58,47%

Etnias

Salvador é o centro da cultura afro-brasileira. A maior parte da população é negra ou parda. Segundo dados divulgados pelo PNAD de 2005 para a região metropolitana de Salvador, 54,9% da população é de cor parda, 26% preta, 18,3% branca e 0,7% amarela ou indígena[12]. Salvador é a cidade com o maior número de descendentes de africanos no mundo, seguida por Nova York, majoritariamente de origem iorubá, vindos da Nigéria, Togo, Benim e Gana.[13][8]

Crescimento populacional

Nos últimos anos, a população de Salvador está aumentando, mas o ritmo vem gradualmente diminuindo. Teve nas décadas de 1960 a 1991 o pico de crescimento.

Religião

O templo maior da Igreja Universal do Reino de Deus, a "casa da moeda" , visto do estacionamento do Shopping Iguatemi.

Salvador em termos de religião é conhecida por ter 365 igrejas católicas, uma para cada dia do ano[8], além do sincretismo religioso, onde o catolicismo convive junto ao candomblé. O número de evangélicos vem crescendo a cada ano, já respondendo por 15% da população soteropolitana. Possui ainda um percentual significante de espíritas, e de pessoas não-religiosas. É a sede da Arquidiocese de São Salvador da Bahia.

Religião Porcentagem Nº de pessoas
Católicos 58,74% 1.479.101
Sem religião 18,14% 443.236
Protestantes 15,13% 324.785
Espíritas 2,53% 61.833

Fonte: IBGE 2000.[14]

Cultura

Ver artigo principal: Cultura de Salvador.
Museu da Cidade e Casa de Jorge Amado no Centro Histórico de Salvador.

A cultura desenvolvida em Salvador, primeira cidade do Brasil, e no Recôncavo da Bahia, exerceu influência decisiva em outras regiões do país, e na própria imagem que se tem do Brasil no exterior. Desde o século XVII observa-se no estado uma dualidade religiosa: de um lado, a religião católica (de origem européia); do outro, o candomblé (de origem africana).

Já no século passado firmou-se o gosto do baiano - tanto o de origem abastada quanto o pobre - pelo epigrama (tipo de poesia satírica); pelas modinhas (poesia lírica musicada); e, também, pelos sermões religiosos, praticado desde Frei Vicente do Salvador e tendo o ápice em Vieira.

A chegada dos africanos vindos do golfo de Benim e do Sudão, no século XVIII, foi decisiva para desenvolver a cultura da Bahia como um todo. Segundo Nina Rodrigues, isso é o que diferencia a cultura baiana da cultura encontrada nos outros estados brasileiros. Nesses, os africanos que vieram eram, predominantemente, os negros bantos de Angola.

Os negros iorubanos e nagôs estabeleceram uma rica cultura nas terras da Baía de Todos os Santos. Pois que tinham religião própria, o candomblé; música própria, a chula, o lundu; dança própria, praticada no samba de roda; culinária própria, que deu origem à culinária baiana, inventando diversos pratos com base no azeite-de-dendê e leite de coco (tudo com muita farinha-de-guerra dos índios tupinambás e tapuias), e sobremesas, desenvolvendo o que veio de Portugal; luta própria, a capoeira, e o maculelê; vestimenta própria, aliando as já tradicionais indumentárias africanas às fazendas portuguesas; e uma mistura de línguas, mesclando iorubá com português.

Parada militar em Salvador.

No século XIX, os visitantes começaram a cultuar a imagem da Bahia como de uma terra alegre, bonita, rica (por causa da cana-de-açúcar e das pedras preciosas das Lavras) e culta, que dava ao Brasil grandes intelectuais e Ministros do Gabinete Imperial.

Na década de 1870, as baianas começaram a migrar para o Sudeste do país em busca de emprego. E, assim, essas "tias" baianas foram disseminando a cultura da Bahia, vendendo acarajés nos tabuleiros e gamelas, dando festas onde se dançava samba de roda (que, mais tarde, modificado pelos cariocas, iria resultar no samba como se tornou conhecido), desfilando suas batas e panos-da-costa pelas ruas da Capital Federal. Por isso, naquela época, chamava-se de baiana todas as negras bonitas, segundo afirma Afrânio Peixoto, no "Livro de Horas".

A partir da década de 20 do século XX, torna-se moda fazer músicas em louvor à Bahia. E houve grande polêmica quando o sambista Sinhô, contrariando, cantou que a Bahia era "terra que não dá mais coco". Baianos e cariocas, tais como Donga, Pixinguinha, Hilário Jovino Ferreira e João da Baiana, foram defender a Bahia.

A partir da década de 30, primeiro pelos romances de Jorge Amado e depois pelas músicas de Dorival Caymmi, ficou estabelecida ante o Brasil a imagem que se tem da Bahia, perdurando até os dias atuais.

Teatros

Salvador possui vários teatros, dentre eles, se destacam:

  • Teatro Espaço Xisto
  • Teatro Maria Betânia
  • Teatro Jorge Amado
  • Teatro Diplomata
  • Teatro Sesi Rio Vermelho
  • Teatro Vila Velha
  • Theatro XVIII
  • Teatro ISBA
  • Teatro Santo Antônio
  • Teatro ACBEU
  • Teatro Anchieta
  • Teatro Nazaré
  • Teatro ICBA
  • Teatro Gamboa
  • Teatro Gregório de Matos
  • Teatro Módulo
  • Teatro Miguel Santana
  • Caixa Cultural
  • Cine-Teatro Casa do Comércio
  • Teatro Dias Gomes (Sindicato dos Comerciários)
  • Teatro Plataforma

Feriados municipais

São feriados municipais na cidade, segundo a lei nº 1.997, de 21 de Junho de 1967, que os fixa:

Além dos outros feriados válidos para todo o Brasil e para a Bahia.

Festas e comemorações

Procissão do Senhor Bom Jesus dos Navegantes acontece em 1 de janeiro. Várias embarcações de todos os tipos velejam na Baía de Todos os Santos carregando a imagem do Bom Jesus da igreja da Conceição da Praia para a capela da Boa Viagem, num lindo desfile de fé.

De 3 a 6 de janeiro tem Reis, a Festa da Lapinha.

Na segunda quinta-feira do mês de janeiro se faz a Lavagem do Bonfim. Uma enorme procissão, em que os participantes vestem trajes brancos, em homenagem a Oxalá. A multidão parte da igreja da Conceição da Praia em direção à Igreja do Bonfim, no alto da Colina Sagrada, no bairro de mesmo nome. A cada ano aproximadamente 800 mil pessoas participam da grandiosidade desse evento religioso. Ao chegarem ao final do cortejo, baianas com suas roupas típicas despejam os vasos com água de cheiro no adro da Igreja do Bonfim e sobre as cabeças dos fiéis. É uma festa Católica, misturada com Candomblé, que tem se tornado cada vez mais profana que religiosa. Ao final da lavagem da escadaria da igreja, começa a parte mais popular da festa, com muita cerveja, pagode, reggae e comidas servidas em barracas que se espalham por quase todo o bairro do Bonfim. Durante a realização dessa festa, a Cidade Baixa fica praticamente interditada para o tráfego de veículos pelas ruas e avenidas por onde o cortejo se desloca. Apesar de não ser feriado na cidade, os estabelecimentos comerciais que ficam ao longo do percurso fecham as portas em respeito à realização da festa e por pura falta de condições de funcionarem enquanto milhares de pessoas se divertem pelas ruas.

É comemorado o dia de São Lázaro no último domingo de janeiro.

Regata de Saveiros João das Botas ocorre entre janeiro e fevereiro.

No dia 2 de fevereiro, os adeptos do candomblé homenageiam a Rainha do Mar, Iemanjá simbolizada numa sereia. A festa acontece no Rio Vermelho, quando centenas de pessoas ligadas direta ou indiretamente ao Candomblé "entregam" presentes à Rainha do Mar, depositando perfumes, flores e outras oferendas em barcos que transportam os presentes ao alto mar. Algumas pessoas simplesmente jogam os presentes ao mar. É uma grande e poderosa manifestação de fé na força da Mãe d’Água, que tem desdobramento profano nas barracas padronizadas, onde a crença é transformada em samba, festa que se prolonga até altas horas da noite, regada principalmente a cerveja.

Quinze dias antes do carnaval se faz a Lavagem da Igreja de Itapuã.

E em fevereiro é a vez da Lavagem da Igreja de Nossa Senhora da Luz.

Ivete Sangalo cantando num Trio Elétrico durante o Carnaval.

Entre fevereiro e março ocorre o tão esperado Carnaval. Durante sete dias, da quarta-feira até a manhã da quarta-feira de Cinzas, acontece a maior festa do mundo em participação popular, que toma toda a cidade de foliões, vestidos nos abadás e becas dos blocos preferidos ou com fantasias e pulando como "pipoca" atrás dos trios independentes, rumo aos diversos circuitos do carnaval. Os foliões chamados de "pipocas" são aqueles que não têm condições de pagar por uma fantasia e sair dentro de um bloco e acabam pulando o tempo todo fora das cordas que circundam os trios-elétricos. Existe o circuito central, do Campo Grande à Praça Castro Alves; outro, na orla, sentido Barra-Ondina; e o mais tradicional, do Pelourinho à rua Chile, no Centro Histórico. Neste circuito, o forte é a música das bandinhas de sopro e percussão, os afoxés, blocos afros e os fantasiados e, nos demais, desfilam os grandes blocos, com os possantes trios elétricos, uma criação dos baianos Dodô e Osmar que virou mania em todo o Brasil.

Na segunda quinzena junho, ocorre a também bastante aguardada São João, que na capital tem o nome de "Arraiá da Capitá" e se concentra no Parque de Exposições, reunindo cantores de várias parte do Brasil e do estado da Bahia, barracas com comidas e bebidas típicas.

O 2 de julho é a data magna baiana, quando ocorre em Salvador e cidades do Recôncavo a festa pela independência da Bahia, que tem o Caboclo e Cabocla como ícones da participação popular na defesa do que viria a ser a nação brasileira contra o domínio português. O desfile do 2 de julho aconteceu pela primeira vez em 1824 como forma de protesto do povo baiano contra a continuidade da ordem social vigente.

Em 27 de setembro é São Cosme e São Damião, dia em que devotos fazem caruru e distribuem balas para as crianças. Esta festa, porém, se restringe basicamente ao Mercado de Santa Bárbara, na Baixa dos Sapateiros, região do Centro Histórico de Salvador. Muitos adeptos do Candomblé, entretanto, fazem festas particulares em suas residências, distribuindo o tradicional caruru e balas.

De 29 de novembro a 8 de dezembro se comemora o dia da Nossa Senhora da Conceição. O ponto culminantes da festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia é em frente à igreja de mesmo nome, nas imediaçoes do Elevador Lacerda. Ali são armadas barracas onde são servidas comidas e bebidas, ao som de reggaes, pagodes e sambas os mais diversos.

Em 4 de dezembro, Santa Bárbara.

Em 13 de dezembro, Santa Luzia.

Em todo sábado após o feriado de Corpus Christi, é realizada a "Marcha para Jesus", onde milhares de evangélicos se reúnem para louvar e adorar o nome de Jesus Cristo.

Personalidades

Escritores / poetas

Antônio de Castro Alves; Afrânio Coutinho; Artur de Sales; Camillo de Jesus Lima; Constâncio Alves; Frei Vicente do Salvador; Gregório de Matos; Junqueira Freire; Luís Gama; Rocha Pita.

Juristas / políticos

Antônio Carlos Magalhães; César Borges; Cipriano Barata; Conde dos Arcos; Góes Calmon; João Mangabeira; José Joaquim Seabra; Luís Gama; Luis Viana; Manuel Vitorino; Marquês de Caravelas; Otávio Mangabeira; Rômulo Almeida; Ruy Barbosa; Visconde da Pedra Branca; Visconde de Cairu; Visconde de Jequitinhonha; Visconde de Rio Branco.

Empreendedores;

Francisco Agostinho Gomes; Luís Tarquínio; Manuel Ferreira da Câmara Bittencourt Sá; Marquês de Barbacena; Norberto Odebrecht; Visconde de Cairu.

Músicos / artistas

Adriana Lima; Anísio Silva; Batatinha; Calasans Neto; Camafeu de Oxossi; Carlinhos Brown; Carybé; Daniela Mercury; Dorival Caymmi; Edil Pacheco; Édson Gomes; Gal Costa; Gilberto Gil; Lazzo Matumbi; Margareth Menezes; Marta Rocha; Mestre Bimba; Mestre Pastinha; Nélson Rufino; Pitty; Raul Seixas; Riachão; Simone; Xisto Bahia.

Arquitetos / Engenheiros

Assis Reis; Diógenes Rebouças; Pasqualino Magnavita; Américo Simas; João Filgueiras Lima; Enrique Alvarez; Bina Fonyat; Mário Gordilho; André Sá; Chico Motta; Ivan Smarckerviski; Fernando Peixoto; Sílvio Robato; Itamar Batista; Sidney Quintela; Antônio Caramelo;

Cientistas / pesquisadores

Anísio Teixeira; Cid Teixeira; Francisco de Castro; Elsimar Coutinho; Juliano Moreira; Oscar Freire.

Religiosos / ativistas

Divaldo Franco; Francisco de Sousa; Irmã Dulce; Joana Angélica; Mãe Menininha do Gantois; Mãe Senhora; Otto Nelson; William Bagby.

Esportistas

Acelino "Popó" Freitas; Dida; Ricardo; Tony Kanaan; Edvaldo Valério; Naiara Ribeiro, Bebeto.

Administração

Prefeitos

Prefeitura de Salvador.
Ver página anexa: Lista de prefeitos de Salvador.

Até 2008, o prefeito de Salvador será João Henrique Carneiro e o vice, Marcelo Ferreira Duarte Guimarães.

Vereadores

Ver artigo principal: Câmara Municipal de Salvador.
Antiga Casa de Câmara e Cadeia da Cidade de Salvador, e atual sede da Câmara Municipal de Salvador.
Palácio do Governo

A Câmara dos Vereadores de Salvador conta com 41 vereadores. Abaixo estão os que irão compor a câmara municipal até 2008, e reus respectivos partidos políticos.[carece de fontes?]

  • Adriano Meirelles (PDT)
  • Agenor Gordilho (DEM)
  • Aladilce Souza (PCdoB)
  • Alan Sanches (PRP)
  • Alfredo Mangueira (DEM)
  • Ariane Carla (PTB)
  • Atanázio Júlio (sem partido)
  • Beto Gaban (PDT)
  • Bomba (PRP)
  • Capitão Tadeu Fernandes (PSB)
  • Cristovinho (PDT)
  • Décio Sant'Anna (PSDB)
  • Emmerson José (DEM)
  • Erivelton Lima Santana (PSC)
  • Eudorico Alves Batista (PRP)
  • Everaldo Bispo (PDT)
  • Gilberto José (PDT)
  • Giovanni Iran Barreto (PT)
  • Isnard Araújo (PL)
  • João Bacelar (PTN)
  • Jorge Jambeiro (PSDB)
  • José Carlos Fernandes (PMN)
  • Lau (PTN)
  • Marcos Medrado (PP)
  • Maria Del Carmen (PT)
  • Marlene Souza de Jesus (PRTB)
  • Odiosvaldo Vigas (PDT)
  • Olívia Santana (PCdoB)
  • Palhinha (PTN)
  • Paulo Magalhães Júnior (DEM)
  • Pedrinho Pepê (PP)
  • Reginaldo Oliveira (PCdoB)
  • Rui Costa (PT)
  • Sandoval Guimarães (PMDB)
  • Sérgio Barradas Carneiro (PT)
  • Sergio Luiz Lacerda Brito (PDT)
  • Sidelvan Almeida Nóbrega (PRB)
  • Silvoney Sales (PMDB)
  • Téo Senna (PTC)
  • Tia Eron (DEM)
  • Valdenor Moreira Cardoso (PTC)

Desta lista acima, alguns vereadores sairam de cargos eletivos, para ocuparem cargos diferentes, como Rui Costa, Secretário Estadual; Sergio Carneiro, Deputado Federal; Capitão Tadeu Fernandes, Deputado Estadual.

Subdivisões

Mapa de Salvador, com os principais bairros e localidades.
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A princípio, Salvador era dividida apenas em Cidade Alta e Cidade Baixa, devido ao relevo acidentado, se projeta sobre a Baía de Todos os Santos, assumindo um formato triangular, em cujo vértice está o Farol da Barra. A capital baiana se mostra complexa na divisão territorial, sendo os limites das localidades e até mesmo as diferenças entre as denominações (bairros, distritos, zonas, setores) indefinidos e superpostos entre si, principalmente nas zonas do miolo urbano e subúrbios ferroviários.

Apesar da fundação planejada e iniciada no atual Centro histórico, o crescimento da capital ao longo do tempo ocorreu espotaneamente. Logo os limites se expandiram devido as ordens católicas, surgindo novas localidades como o Carmo e o Pelourinho, chamados até então de freguesias.

No século XIX ocorre uma expansão sul da cidade, surgindo a Vitória, Graça, Canela e Barra como localidades novas, e somente no início do século XX é que se faz uma reforma territorial, estabeelcendo 11 distritos. A partir daí, o crescimento desordenado da cidade leva a dificuldade de estabelecer os limites e os bairros acabaram se fundindo de tal maneira, que até hoje não se conhece a quantidade direito.

Em 1987, Salvador foi dividida em 18 zonas político-administrativas para melhorar a gestão territorial. Entretanto, para confirmação de referências de endereçamentos postais e pesquisas de recenseamento, leva-se em conta a importância dos bairros soteropolitanos, o que demonstra a efervescência da cidade. Sejam bairros, distritos ou zonas, essas localidades continuam se desenvolvendo e ainda agrupam as mais diversas camadas sociais, em constante expansão vertical e horizontal.

A Primeira Divisão Recenseadora do Brasil, dividia nas seguintes freguesias:

  • Sé ou São Salvador (criada em 1552);
  • Nossa Senhora da Vitória (criada em 1561);
  • Nossa Senhora da Conceição da Praia (criada em 1623);
  • Santo Antonio Além do Carmo (criada em 1646);
  • São Pedro Velho (criada em 1679);
  • Santana do Sacramento (criada em 1679);
  • Santíssimo Sacramento da Rua do Passo (criada em 1718);
  • Nossa Senhora de Brotas (criada em 1718);
  • Santíssimo Sacramento do Pilar (criada em 1720);
  • Nossa Senhora da Penha (criada em 1760).

Já no século XX, esse modelo sofreu várias reformas, dispostas de acordo com legislações descritas a seguir.

  • A Divisão Administrativa de 1911 estabeleceu 11 distritos, acrescentados mais cinco distritos em 1931.
  • O Decreto-Lei n° 10.724/38 considerou um só distrito, Salvador, e mais 24 zonas.
  • O Decreto-Lei Estadual n° 141/43 alterou a denominação "zona" para "subdistrito".
  • O Decreto-Lei n° 701/48 estabeleceu limite de setores.
  • A Lei n° 502 de 12/08/1954 dividiu o município em 5 distritos (Salvador, Nossa Sra das Candeias, Água Comprida, Ipitanga e Madre de Deus) – o distrito de Salvador passa a ter 20 sub-distritos.
  • A Lei nº 1038/1960, que estabeleceu os limites dos distritos, sub-distritos

e bairros, sendo reconhecidos 32 (trinta e dois) bairros na cidade.

  • A Lei n° 1.855 de 05/04/1966 criou o primeiro Código de Urbanismo e estabeleceu

novos limites de setores.

  • A Lei n° 2403/72 – Código de Obras - estabeleceu 21 setores no município.
  • A Lei n° 2454 de 04/01/1973 estabeleceu limite municipal e interdistritais (2 distritos e 22 sub-distritos).
  • O Decreto Nº 7.791/87 criou as Regiões Administrativas – RAs.
  • Em 2004, a nova lei do PDDU delimitou as divisões atuais das RAs.

Desde essa última lei, a cidade é dividida em 18 regiões administrativas, as quais são RA I - Centro, RA II - Itapagipe, RA III - São Caetano; RA IV - Liberdade; RA V - Brotas; RA VI - Barra; RA VII - Rio Vermelho; RA VIII - Pituba/Costa Azul; RA IX - Boca do Rio/Patamares; RA X - Itapuã; RA XI - Cabula; RA XII - Tancredo Neves; RA XIII - Pau da Lima; RA XIV - Cajazeiras; RA XV - Ipitanga; RA XVI - Valéria; RA XVII - Subúrbios Ferroviários e a RA XVIII - Ilhas de Maré e dos Frades.

Região metropolitana

Ver artigo principal: Região Metropolitana de Salvador.

A Região Metropolitana de Salvador, popularmente conhecida como "Grande Salvador", é constituída por 12 municípios: Camaçari, Candeias, Dias d'Ávila, Itaparica, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Mata de São João, Salvador, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Simões Filho e Vera Cruz e conta com 3.677.060 habitantes[5][6]. Atualmente, é a segunda mais populosa região metropolitana do Nordeste brasileiro, a sexta entre as brasileiras (IBGE/2007) e a 111ª do mundo (projeções para 2008).[7]

Economia

Salvador é a cidade economicamente mais desenvolvida no Estado, devido a histórica participação comercial e industrial. A participação da agropecuária na economia é inexpressível devido a inexistência de territórios rurais dentro do município.

A economia de Salvador está distribuída da seguinte forma:

Composição da economia de Salvador[15]
Indústria
20,99%
Agropecuária
0,06%
Serviços
78,94%

De acordo com o IBGE, o PIB de Salvador vem crescendo, chegando a atingir R$ 22.145.303,00 em 2005, assim como o PIB per capita, que chegou a R$ 8 283,00 também em 2005. Em 2005 a cidade correspondia a 1,03% das riquezas produzidas no país e era a cidade mais rica do Brasil.

Evolução do PIB e do PIB per capita de Salvador
Anos PIB
(em reais)
PIB per capita
(em reais)
2002 16.463.298.000 6.464
2003 16.929.310.000 6.541
2004 19.887.968.000 7.557
2005 22.145.303.000 8.283

Turismo

Praça Campo Grande, Salvador.

A cidade é um importante destino turístico do país. Quanto ao turismo internacional, fica atrás apenas do Rio de Janeiro em procura segundo a EMTURSA. O interesse pela cidade se dá pela beleza do conjunto arquitetônico e da cultura local (música, culinária e religião).

O turista que escolhe Salvador pode ir à praia pela manhã, fazer um passeio ao Centro Histórico à tarde, jantar em um dos bons restaurantes da cidade e ir dançar nos ensaios dos blocos de carnaval ou ao som de outros estilos musicais. Outras opções de lazer são os teatros, como o Castro Alves, o Jorge Amado e o Vila Velha. Ainda se pode ir ao Farol da Barra ver o pôr-do-sol na Baía de Todos os Santos.

O Mercado Modelo é o ponto escolhido por muitos turistas para comprar lembranças da Bahia, dentre elas rendas, berimbaus e todo tipo de artesanato produzido no estado. No porão - que atualmente é aberto a visitação - ficavam os escravos vindos da África enquanto aguardavam serem leiloados. O porão é repleto de placas de concreto com cerca de 30 centímetros de altura do chão, para que o turista possa ali passear mesmo quando a maré está cheia, pois é comum o porão encher-se de água do mar neste momento. Os arcos com os tijolos a mostra - e que servem de estrutura para o Mercado Modelo - fazem belas composições quando refletidos no espelho d'água. Idiossincrasia de um tempo moderno.

Cidade de Salvador.

Outro grande atrativo da cidade é o Carnaval, considerado a maior festa popular do mundo (o Guinness Book, em 2004, registrou o carnaval da Bahia como sendo o maior do mundo). Existem três formas de aproveitar o carnaval baiano, uma é associar-se a um dos blocos carnavalescos que são puxados por trios elétricos e isolados da multidão por uma corda. Muitos argumentam que isto termina por privatizar o espaço público, e de que essa forma de aproveitar o carnaval só é acessível àqueles com alto poder aquisitivo, pois para adquirir um abadá é preciso desembolsar, em média, oitocentos reais. A segunda forma é ficar nos camarotes que estão distribuídos por todo o percurso da folia. Essa forma de pular carnaval só é acessível para quem tem ainda mais dinheiro, preferindo assistir a festa do alto, em confortáveis espaços onde os pagantes podem dispor de boates, serviços médicos, banquetes de frutas e comidas típicas, além de outras amenidades.

O centro visto do mar.

A prefeitura, no entanto, tem realizado um trabalho de inclusão da população de baixa renda nos circuitos da folia, montando arquibancadas para esse público, que tem acesso gratuito às mesmas. A terceira, é aproveitar a festa na conhecida "pipoca", que são os foliões de rua que acompanham os trios elétricos do lado de fora das cordas de isolamento, protegidas pelos cordeiros. Estas áreas de isolamento, apropriadas por empresas privadas, tomam conta de praticamente todo o espaço público. Apesar de a festa atrair milhares de turistas nacionais e estrangeiros, muitos soteropolitanos optam por sair da cidade nesse período, preferindo a tranqüilidade do litoral e das ilhas da baía de Todos os Santos à agitação do carnaval.

O povo é alegre, criativo, musical e herdeiro de um rico folclore e de relevantes manifestações culturais. A cidade é reconhecida pela originalidade de manifestações musicais, culinárias, religiosas e lutas marciais, além de ser berço de grandes nomes nas diversas áreas artísticas, com profundo destaque nacional e internacional.

Os ritmos musicais mais comuns da região são o axé, o pagode, o forró, o arrocha e o samba. Mas há também um forte movimento de MPB e rock acontecendo na Bahia, que vem atraindo a atenção dos produtores musicais brasileiros.

A cidade é berço de grandes artistas, e é cantada em prosa e verso por muitos cantores brasileiros e estrangeiros.

Pontos de destaque

O Elevador Lacerda, o Mercado Modelo, a Marina e o Forte de São Marcelo vistos da Cidade Alta.