Em gramática, sufixo é um afixo que se adiciona ao final de um morfema ou palavra. Opõe-se a prefixo. O sufixo é o responsável pela criação de outras palavras, as chamadas palavras derivadas. Por exemplo: se adicionamos o sufixo -eiro (formador de substantivo) à palavra primitiva pedra, originaremos a palavra derivada pedreiro.
É importante fazer uma dinstinção entre sufixo e desinência. Basicamente, se diferenciam pela função: enquanto o primeiro dá origem a novos vocábulos, o segundo apenas flexiona o vocábulo já existente.
Há desinências nominais (gênero e número) e verbais (modo-temporais e número-pessoais). Embora algumas gramáticas afirmem que existe a flexão de grau nos nomes, os estudos modernos não consideram a terminação que origina os chamados aumentativos e diminuitivos uma desinência, mas um sufixo.
Em outras palavras. Quando formamos a palavra meninão, estamos adicionando ao radical menin- um sufixo e não uma desinência. Portanto, meninão é uma palavra derivada por sufixação da palavra menino.
Há, basicamente, quatro tipos de sufixos derivativos. Veja alguns exemplos.
Existem os aumentativos e diminutivos.
Muitos afirmam que alguns sufixos adquirem determinado valor pelo uso. Assim, eles teriam mais do que a função de formar novas palavras com novas classes gramaticais. A função deles estaria ligada à semântica. Por exemplo, a adição do sufixo -eco à palavra jornal não gera apenas o diminutivo da primitiva, mas tem valor depreciativo.
Cláudia Assad Alvares (USP) ratifica o discurso de Miranda (1979), "no que tange à oposição existente entre os agentivos formados pelos sufixos -ista e -eiro e que designam profissões em língua portuguesa. A oposição estaria vinculada ao status; dessa forma, os agentivos em -ista designariam profissões de maior prestígio sócio-cultural em nossa sociedade, ao passo que os agentivos em -eiro designariam ocupações de pouco ou nenhum prestígio e, até mesmo, marginalizadas". Exemplo para essa idéia é a oposição entre jornalista e jornaleiro.