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Tocantins

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Nota: Para outros significados de Tocantins, ver Tocantins (desambiguação).

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Estado do Tocantins
Bandeira do Tocantins
Brasão do Tocantins
(Bandeira) (Brasão)
Lema:
Co ivi ore retama (do tupi: Esta Terra é Nossa)
Hino: Hino do estado do Tocantins
Gentílico: tocantinense

Localização do Tocantins

Localização
 - Região Norte
 - Estados limítrofes Maranhão (NE), Piauí (L), Bahia (SE), Goiás (S), Mato Grosso (SO) e Pará (NO)
 - Mesorregiões 2
 - Microrregiões 8
 - Municípios 139
Capital Palmas
Governo 2007 a 2011
 - Governador(a) Marcelo Miranda (PMDB)
 - Vice-governador(a) Paulo Sidnei Antunes (PPS)
 - Deputados federais 8
 - Deputados estaduais 24
Área  
 - Total 277.620,914 km² (10º)
População 2007
 - Estimativa 1.243.627 hab. (º)
 - Densidade 4,5 hab./km² (º)
Economia 2006
 - PIB R$9.607.000.000,00 (24º)
 - PIB per capita R$7.210,00 (17º)
Indicadores 2000
 - IDH 0,756 (2005) [1] (15º) – médio
 - Esper. de vida 70,7 anos (16º)
 - Mort. infantil 28,1/mil nasc. (º)
 - Analfabetismo 14,9% (º)
Fuso horário UTC-3
Clima Tropical Aw
Sigla BR-TO
Site governamental www.to.gov.br

Mapa do {{{nome_pt}}}

O Tocantins é uma das 27 unidades federativas do Brasil, sendo seu mais novo estado. Está localizado a sudeste da Região Norte e tem como limites o Maranhão a nordeste, o Piauí a leste, a Bahia a sudeste, Goiás a sul, Mato Grosso a sudoeste e o Pará a noroeste. Ocupa uma área de 277.620 km², pouco menor que o Equador, e ligeiramente maior que Burkina Faso e Nova Zelândia. Sua capital é a cidade planejada de Palmas.

As cidades mais populosas são Palmas, Araguaína, Gurupi, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins e Colinas do Tocantins. O relevo apresenta chapadas ao norte, o espigão do Mestre a leste e a planície do médio Araguaia, com a ilha do Bananal na região central. São importantes o rio Tocantins, o rio Araguaia, o rio do Sono, o rio das Balsas e o rio Paranã. O clima é tropical. Veja lista de rios do Tocantins

A economia se baseia no comércio, na agricultura (arroz, milho, feijão, soja), na pecuária e em criações.

Índice

[editar] História

O estado foi criado por determinação da Constituição de 1988, a partir da divisão do estado de Goiás (parte norte e central). Mas a idéia de se constituir uma unidade autônoma na região data do século 19.

Em 1821, Joaquim Teotônio Segurado chegou a proclamar um governo autônomo, mas o movimento foi reprimido e a luta pela emancipação do norte goiano ficou estagnada até que em 13 de maio de 1956 Feliciano Machado Braga, juiz de Direito de Porto Nacional juntamente com Fabricio César Freire e Osvaldo Cruz da Silva, lançou o "Movimento Pró-Criação do Estado do Tocantins" como uma expressão do desejo emancipacionista do norte de Goiás. Formaram-se comissões para estudar as formas de implantação do novo estado sendo criados então uma bandeira e hino. Durante quatro anos eram realizadas paradas cívicas em 13 de maio, alusivas à data de lançamento do movimento.

Em sinal de sua dedicação à causa o juiz Feliciano Machado Braga passou a despachar documentos oficiais como: "Porto Nacional, Estado do Tocantins", entrementes com a transferência do magistrado o movimento perdeu força. A ocorrência de intensos conflitos agrários na região do "Bico do Papagaio" na divisa entre o norte de Goiás, o Pará e o Maranhão a partir de 1960 soergueu a causa dos que defendiam a emancipação da região ao longo das décadas seguintes. Em 1982 circulou um rumor segundo o qual o governo federal estaria disposto a criar o "Território Federal do Tocantins" de modo a contrabalançar a influência do PMDB na região norte do país visto que a legenda oposicionista conquistou os governos do Amazonas, Pará e Acre restando ao PDS o controle, por nomeação presidencial, do estado de Rondônia e dos territórios federais do Amapá e Roraima. Tal alarido logo foi desmentido, entretanto o movimento autonomista já havia se articulado e em 1985 o deputado federal José Wilson Siqueira Campos (PDS-GO) apresentou ao Congresso Nacional um projeto de lei criando o estado do Tocantins. Aprovado pelos parlamentares em março, foi encaminhado ao presidente José Sarney[2] que o vetou em 3 de abril de 1985. Uma nova tratativa de emancipação teve lugar durante a Assembléia Nacional Constituinte que estabeleceu no Artigo 13 do "Ato das Disposições Constitucionais Transitórias" as condições para a criação do novo estado no bojo de uma reforma que extinguiu os territórios federais existentes e concedeu plena autonomia política ao Distrito Federal.

Criado em 5 de outubro de 1988, o estado do Tocantins foi oficialmente instalado em 1º de janeiro de 1989.

O girassol tornou-se a planta símbolo do estado. Sua flor amarela, aberta em várias pétalas, simboliza o sol que nasce para todos. As cores oficiais do estado são o amarelo, o azul e o branco.

[editar] Economia

O Tocantins, estado mais novo da nação, é apresentado por seus gestores como uma terra nova, de novas possibilidades e oportunidades, atrativa para migrantes e propícia ao aporte de novos investimentos com uma série de incentivos fiscais: a economia tocantinense está assentada em um agressivo modelo expansionista de agroexportações e é marcada por seguidos records de hiper-superávits primários: cerca de 89% de sua pauta de exportação é puramente soja em grão, cerca de 10% é carne bovina e 1% outros.

Em 2005, Tocantins exportou 158,7 milhões de dólares e importou apenas 14,3 milhões. Sua indústria é principalmente a agroindústria, centralizada em cinco distritos instalados em quatro cidades-pólo: Palmas, Gurupi, Araguaína e Porto Nacional. Sua ainda pequena indústria é apenas para consumo próprio, principalmente para conter evasão de capitais.

Boa parte de suas importações é de maquinário, material de construção, ferro e pequenas aeronaves, produtos que representam a base de um expansionismo econômico. Não se observa a importação de produtos produtíveis em solo estadual: o que já representa uma grande contenção de evasão econômica, garantindo um ainda maior superávit na balança comercial, retendo mais divisas dentro do estado.

Porém, o que efetivamente sustenta a maioria das prefeituras tocantinenses é a injeção de verbas federais em seus respectivos orçamentos, principalmente através do FPM – Fundo de Participação dos Municípios. Em outras palavras: o estado recebe mais do que paga ao governo federal, ao contrário de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, enfim: uma importante ajuda à economia estadual.

No setor terciário (comércio e serviços) suas principais atividades estão concentradas na capital Palmas e também nas cidades às beiras da rodovia Belém-Brasília. Faz-se importante frisar a relevância dessa rodovia para Tocantins, que corta o estado de norte a sul e que possibilita um melhor desempenho no crescimento econômico das cidades localizadas nas suas margens, modelo de entreposto de transportes rodoviários e de pequenos serviços a viajantes. Além, claro, de facilitar muito o escoamento de sua produção para outros estados e para portos no litoral.

Observa-se então uma economia altamente dependente do setor primário e de verbas exógenas, que com sucesso consegue reter capitais com sua pequena indústria (reduzindo a necessidade de importações), uma população com renda per capita relativamente baixa, uma potência agrícola em expansão com um PIB cada vez maior e com deficiências principalmente no setor secundário (indústrias) e posteriormente no setor urbano.

[editar] Etnias

Cor/Raça Porcentagem
Brancos 25,5%
Negros 4,0%
Pardos 70,2%
Amarelos ou Indígenas 0,3%

Fonte: PNAD (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração)[3] .

Povos indígenas

No Tocantins, assim como no restante do País, foram os índios os seus primeiros habitantes, sendo de assinalar que, após o descobrimento, houve um genocídio da raça indígena, uma vez que eram em número superior a 150 mil os que povoaram especialmente a zona litorânea.

[editar] Aspectos geográficos

A vegetação do Tocantins é bastante variada; apresenta desde o campo cerrado, cerradão, campos limpos ou rupestres a floresta equatorial de transição, sob forma de "mata de galeria", extremamente variada.

A vegetação é o espelho do clima. Em área, o cerrado ocupa o primeiro lugar no estado do Tocantins. As árvores do cerrado estão adaptadas à escassez de água durante uma estação do ano. Caracterizam-se por uma vegetação campestre, com árvores e arbustos esparsos, útil à criação extensiva do gado, por ser uma vegetação de campos naturais, em espécie vegetal dos diferentes tipos de Cerrado.

Cerrado – Árvores de pequeno porte, poucas folhagens, raízes longas adequadas à procura de água no sub-solo, folhas pequenas duras e grossas, ciando grande parte na Estação seca. As espécies nativas mais comuns são: pau-terra, pau-santo, barbatimão, pequi, araticum e muricí.

Campo Sujo – Uma divisão do cerrado, que apresenta árvores bastante espaçadas uma das outras e, às vezes, em formação compacta. Ex: lixeira, gramínea etc.

Campo Limpo – Caracteriza-se por se constituir uma formação tipicamente herbácea, com feição de estepes, quando isoladas; se em tubas deixam parcelas de terrenos descobertas, sob a forma de praiarias; quando é contínua, reveste densamente o terreno. Está ligada à topografia e hidrografia, notando-se uma associação nos divisores de água, nas encostas das elevações onde o lençol freático aflora, e, também, nas várzeas dos rios. Ex: Ilha do Bananal – onde se dá criação extensiva do gado no estado.

Floresta Equatorial – Aparece de modo contínuo no norte do estado, próximo ao paralelo 5º, e acompanha o curso dos rios, sob forma de "mata de galeria". Essa formação em área de temperatura quente e pluviosidade elevada, propicia o aparecimento de uma forma densa bastante estratificada, composta de espécies variadas.

Floresta Tropical – Características de regiões cuja temperatura é permanentemente quente com chuvas superiores a um total de 1500 mm anual. Apresenta muitas espécies vegetais de grande valor econômico como as madeiras-de- lei, destacando-se o Mogno e o Pau-Brasil etc. As bordas litorâneas do vale do Tocantins, no norte do estado, notadamente Tocantinópolis e Babaçulândia, oferecem uma grande riqueza vegetal – o babaçu. O estado ocupa o 3º lugar, no Brasil, em relação à sua produção.

Resultantes da interação entre altitudes, latitudes, relevo, solo, hidrografia e o clima, o estado pode ser dividido em três regiões que são:

  1. Região Norte: de influência Amazônica, caracterizada pelas florestas fluvias.
  2. Região do Médio Araguaia: constituída, principalmente, pelo complexo do Bananal – onde se encontram os cerrados associados às matas de Galeria e à Floresta Estacional Semidecidual.
  3. Região Centro-Sul e Leste: onde predomina o cerrado com algumas variações de Floresta Estacional Decidual nas fronteiras de Bahia- Goiás.

De maneira geral podemos afirmar que a cobertura vegetal predominante no Tocantins é o cerrado, perfazendo um percentual superior a 60%. O restante é composto por florestas esparsas que podem ser identificadas, sobretudo, nas Bacias hídricas Tocantins-Araguaia – Paranã e seus afluentes.

Os recursos naturais de origem vegetal que merecem maior destaque no Tocantins são: o coco babaçu, o pequi e o buruti. O babaçu é rico em celulose e óleo, que, ao lado do pequi é aproveitado nos pratos típicos da região. O coco tem grande valor industrial, pois serve para a fabricação de gorduras, sabões e sabonetes. A casca do coco serve como combustível e a palha do babaçu presta-se para o fabrico de redes, cordas, cobertura de casas etc.

Outra riqueza vegetal largamente explorada é a produção da madeira-de-lei.


[editar] Relevo

O relevo do estado do Tocantins é sóbrio. Pertence ao Planalto Central Brasileiro. Caracteriza-se, sobretudo, pelo solo sob cerrados, predominando, na sua maioria, superfícies tabulares e aplainadas, resultantes dos processos de pediplanação.

Regiões geográficas
  1. Chapada da Bahia do Meio-Norte: fronteiras gerais Bahia- Maranhão – são chapadas com altitudes variadas de 300 a 600 metros, representadas pela Serra da Cangalha e Mangabeira no Município de Itacajá.
  2. Chapada da Bacia de São Francisco: apresenta como divisor das águas das Bacias São Francisco/Tocantins, com altitude média de 900 metros. Características fisionômica: a Serra Geral de Goiás, a Leste do estado.
  3. Planalto do Tocantins: com altitude médias de 700 metros. Os planaltos Cristalino e Pleneplanície do Araguaia se constituem degraus intermediários, com altitudes médias entre 1.000 a 300 metros.
  4. Peneplanície do Araguaia: constituída por um peneplano de colinas suaves com altitudes de 300 metros a 400 metros, ao longo dos vales dos rios Araguaia e das Mortes.

O estado, num todo, é caracterizado por variadas gamas de rochas ígneas e metamórficas do complexo cristalino e unidades sedimentares de diversas idades.

Seu ponto culminante fica localizado na Serra Traíras, no município de Paranã, a 1.248 m de altitude.

[editar] Clima

O clima predominante no estado é tropical caracterizado por uma estação chuvosa (de outubro a abril) e outra seca (de maio a setembro). É condicionado fundamentalmente pela sua ampla extensão latitudinal e pelo relevo de altitude gradual e crescente de norte a sul, que variam desde as grande planícies fluviais até as plataformas e cabeceiras elevadas entre 200 a 600 metros, especialmente pelo relevo mais acidentado, acima de 600 metros de altitude, ao sul.

Há uma certa homogeneidade climática no Tocantins. Porém, por sua grande extensão de contorno vertical definem-se duas áreas climáticas distintas a saber.

1ª Ao Norte do paralelo 6ºS, onde o relevo é suavemente ondulado, coberto pela Floresta Fluvial Amazônica, o clima é úmido, segundo Kopper, sem inverno seco. Com temperaturas médias anuais variando entre 24º-C e 28º, as máximas ocorrem em agosto/setembro com 38º-C e a média mínima mensal em julho, com 22°C, sendo que a temperatura média anual é de 26°C. Em geral as precipitações pluviômetricas são variáveis entre 1.500 a 2.100 mm, com chuvas de novembro a março.

2ª Ao Sul do paralelo 6º S, onde o clima predominante é subúmido ou (estacionalmente) seco, os meses chuvosos e os secos se equilibram e as temperaturas médias anuais diminuem lentamente, à medida que se eleva a altitude. As máximas coincidem com o rigor das secas em setembro/outubro com ar seco e enfumaçado das queimadas de pastos e cerrados. Assim, a temperatura compensada no extremo sul, varia de 22°C e 23°C, no centro varia de 24°C a 25°C e no norte, de 26°C a 27°C. As chuvas ocorrem de outubro a abril. A hidrografia do estado do Tocantins é delimitada a Oeste pelo Rio Araguaia, a leste pelo Rio Tocantins. Ambos correm de sul para norte e se unem no setentrião do estado banhando boa parte do torrão tocantinense.

O PRODIAT, Projeto de Desenvolvimento Integrado da Bacia do Araguaia/Tocantins, dividiu a hidrografia do estado em duas sub-bacias a saber:

  1. Sub-bacia do Rio Araguaia: formada pelo Rio Araguaia e seus afluentes, tendo um terço de seu volume no estado.
  2. Sub-bacia do Rio Tocantins: formada pelo Rio Tocantins e seus afluentes, ocupando dois terços de seu volume aproximadamente no Estado.

O rio Araguaia nasce nas vertentes da Serra do Caiapó e corre de sul para norte, formando a maior ilha fluvial do mundo, a ilha do Bananal e lança suas águas no Tocantins depois de percorrer 1.135 km engrossado por seus afluentes.

O rio Tocantins, nasce na Lagoa Formosa em Goiás a mais de 1.000m de altitude. Ele forma-se depois de receber as águas dos rios das Almas e Maranhão. Sendo um rio de planalto, lança suas águas barrentas em plena baía de Guajará no Pará.

Concluindo, podemos afirmar que o regime hídrico das bacias Araguaia/Tocantins é bem definido, apresentando um período de estiagem que culmina em setembro/outubro e um período de cheias culminando em fevereiro/abril. Há anos em que as enchentes ocorrem mais cedo, no mês de dezembro, dependendo da antecipação das chuvas nas cabeceiras. (MINTER/1988).

[editar] Mesorregiões, microrregiões e municípios

[editar] Ver também

[editar] Referências

  1. Ranking do IDH dos estados do Brasil em 2005. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (15 de setembro de 2008). Página visitada em 17 de setembro de 2008.
  2. Portal do Governo Brasileiro [1]
  3. [2] Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

[editar] Ligações externas


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